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18 de set de 2018

Um lugar querido


Depois que sai da casa dos meus pais, há algumas semanas, percebi que o meu lugar favorito é a  casa deles. Aqui não cabe vez para aquele ditado de que "lar é onde você está", pois a casa dos pais, para mim, sempre será o lugar que poderei recorrer quando tiver medo e fazer algumas cagadas na vida. Sair de casa foi algo incrível que me permitiu ver o quanto eu amo aquele lugar, as manchas nas paredes de pés e mãos, as tomadas que não funcionam, o rachadinho na parede do lado da minha cama e a porta que não fecha se você não souber o macete.

De fato, é o meu lugar preferido, porque é onde eu cresci e por mais que eu tenha me mudado, as coisas ainda continuam nos mesmos lugares, os livros ainda estão na mesma ordem, a sapateira do lado do guarda-roupas, tudo intacto. É sem dúvidas meu refúgio, é quando eu sinto uma saudade dentro e uma vontade de dizer "estou de volta", ainda que uma parte queira também fazer um novo lugar querido.

Hoje, esse lugar favorito, que é casa dos meus pais, foi um lugar que demorei muito a aceitar, porque pela quantidade de pessoas ela nunca conseguiu se manter 100% organizada e os móveis nem 100% intactos. Não é a casa mais bonita, não é feita de mármore e não chama muita atenção; mas é uma casa incrível, que me acolheu durante vários dias e que aprendi a amar aos poucos e ver que aquilo, o material, o físico, também fazia parte de mim 

(e ainda faz, sempre fará).


— estou participando do projeto 30 dias de escrita.

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