Resenha: A culpa é das estrelas

19 de ago. de 2013
Autor: John Green
Editora: 
Intrínseca
Páginas: 287
Avaliação: ★★★★★ ❤❤

A culpa é das estrelas era para ser um dos livros que li mais rápido. De começar em um dia e terminar no mesmo dia, mas foi impossível. As lágrimas não queriam para de brotar. Eu também inventei de colocar umas músicas para tocar. O que não foi nada legal. Chorava feito um condenado. Então tive que parar de ler, respirar e inspirar. Para mais tarde terminar a leitura. Recomendo esse livro e pronto. Não precisa nem de resenha. Você tem que ler! 

Hazel Grace é uma garota de 16 anos, que sofre de câncer em fase terminal, como seus pulmões são fracos, o único modo de viver é através de tubos ligados a um cilíndrico, onde pode ser carregado para todos os lados. A história é baseada em uma busca por um o final de um livro, onde um dos autores favoritos de Hazel deixou o livro sem um término coesivo. Cheio de metáforas, conhecemos Augustus Waters que tem todo jeito de badboy e toda menina adora.  Quando Augustus e Hazel se conhecem, ambos passam a buscar o mesmo objetivo um final para o livro, durante esse tempo percorremos sobre as demais filosofias sobre a morte sobre a vida, sobre como o mundo é injusto e como "não é uma fábrica de realização de desejos".


Numa visão meio desfocada, eu segui adiante, não conseguia nem ler. Meu rosto estava vermelho e inchado. Minhas têmporas salgadas. Eu queria rir e chorar. É engraçado como um livro mexe assim com a gente, sabe, não tem como imaginar que é somente ficção. A culpa é das estrelas é puro sentimento, pura "nostalgia", pura vida. Esse não é só mais um livro comum, esse é um livro que vou carregar para todo um sempre. Por motivos: (a) por ser praticamente o primeiro livro que passei horas chorando ou (b) por saber que mesmo numa vida cronometrada existe manerias de extrair a felicidade. 
"Ah, eu não ia me importar, Hazel Grace. Seria uma honra ter o coração partido por você." Gus, página 161.
A culpa das estrelas é o livro mais besta que existe no mundo, o mais idiota, o mais sincero e o mais de quem é a culpa de todas essas lágrimas! Das primeiras páginas só tem o um humor sarcástico da pequena Hazel Grace. Um livro engraçado, um amor panaca, abobalhado. Que sem nem chegar na metade do livro me golpeou, me pegou de jeito. Me fez chorar, me fez rir e, me fez pedir bis. Esse o primeiro livro do Green em que é descrito por uma menina, mas mesmo assim, nota-se que não é aquelas frescurinhas, e por estar habituado a visão feminista a história tomou sim, um sentido mais fofo e trabalhado.

Acho que é impossível ler esse livro e não sentir uma gota de emoção. Não é pelo fato do autor usar uma doença para vender seus livros. Não é por ele usar o sofrimento alheio. Mas é por algo que... não sei explicar. Talvez, mostrar que a vida é imperfeitamente perfeita? Mostrar que lá, como Hazel, que a droga de um câncer não é nada. O quanto amor pode existir numa vida de 0 à 1, 0 à 2. Não tem como não se embolar no sentimental e na filosofia do livro. Não tem como ficar sem se estrepar nas agulhas da perda! Droga, droga, droga! Eu amo esse livro. 


Me apaixonar por Hazel foi fácil demais, geralmente é isso que acontece ser apaixonar por um personagem de um livro tão bom. Mas John Green com sua capacidade impressionante, me fez não só gostar de Hazel, como de Augustus e Isaac. Perdido não só em lágrimas, mas na pequena cúpula que fica entre os personagem, perdido em um constante muro sentimental. Ria chorava, chorava ria.  
As pessoas sempre acabam ficando insensíveis à beleza, Hazel. Página 150.
Aí vem aquela sensação de que o autor construiu tão bem seus personagens em poucas páginas, que você fica: "Deixa eu ligar para Hazel", "Que saudade de Gus"... São personagens que não tem perfeição, não tem toda uma produção envolvida. Se ele é amputado, é amputado. Dentuço. Está lá, tapa na cara, sem muitos enfeites mas com muito amor, muita diversão e reflexão. Eu não só recomendo esse livro como tenho vontade de carrega-lo para todos os lados. 
 
a vida dentro | © 2012 – 2020