Resenha: "Graham - O continente Lemúria", de Vinícius Fernandes

Vinícius Fernandes
Editora Selo Jovem
208 páginas
“Peter Graham é um caçador de vampiros, mas não foi sempre assim. Antes era um rapaz homossexual que enfrentava as dificuldades de uma sociedade dividida entre a aceitação, o respeito e a repugnância à sua condição. Tinha amigos, amores, preocupações e medos como qualquer jovem, mas tudo isso ficou no passado. O novo Peter é frio e destemido a conseguir seu objetivo: aniquilar o maior número de vampiros possível. No entanto, tudo sofre uma reviravolta quando se vê obrigado a realizar uma missão à Família de vampiros que procura há muito tempo: caçar e matar um lobisomem. O que Peter não esperava era se apaixonar por ele e acabar por descobrir um segredo muito antigo que pode ajudá-lo em sua busca...”
A história apresenta o jovem Peter como protagonista. Ele tem seu destino cruzado com o dos vampiros, criaturas que são apresentadas nesse livro como seres sanguinários e inescrupulosos. O livro acompanha a transformação de Peter, de um garoto sonhador para um caçador de vampiros frio e recluso. Os capítulos são alternados, mostrando os momentos mais importantes do personagem em ambas as fases de sua vida. Na primeira, vemos sua procura por emprego, sua relação com a família e principalmente, seu primeiro amor: Jordan. Já na segunda, notamos como as tragédias e acontecimentos mudaram a vida de Peter para sempre. 

Com uma narrativa dinâmica que flui com rapidez, Continente Lemúria acaba sendo um daqueles livros que é impossível parar de ler antes do desfecho. Os acontecimentos sobrepostos criam uma tensão crescente, onde o leitor não sabe o que o aguarda nas próximas páginas. Esse fator surpresa acaba sendo o grande trunfo do livro. Parece que o autor fez questão de estudar todos os grandes clichês para não colocá-los em Continente Lemúria. Mesmo que o leitor faça suposições sobre o enredo e a trama, o autor encontra saídas pouco comuns e pouco utilizadas para solucionar os entraves da história.

Os personagens são muito interessantes e bem construídos. Peter por exemplo, mesmo sendo o personagem principal, está longe de ter o melhor caráter; a vingança é praticamente seu alimento durante todo desenrolar. Outros personagens são apresentados com mais rapidez devido aos acontecimentos, mas mesmo assim é possível perceber diversas facetas em cada um deles.

O livro também joga com diversas cenas conflitantes, com narrativas de cenas românticas e de combates violentos, fazendo um ótimo contraste entre os capítulos alternados do passado e presente de Peter. O Continente Lemúria é uma história alucinante, divertida, e principalmente: uma excelente estreia de um promissor autor nacional.

Comentários

  1. Opa, Igor. Outro dia desses estava dando uma olhada nesse livro e achei ele muito interessante. Gosto de encontrar boas obras de autores nacionais. Parabéns pela resenha.


    Academia Literária DF

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

tudo novo de novo

Formas e formatos

Uma passadinha em São Paulo antes...