Parar o barulho do mundo para ouvir as vozes da minha cabeça

Quando resolvi fazer um desafio de um mês sem Instagram, era muito mais porque queria curtir um silêncio e não me deixar distrair tanto por coisas de que eu realmente não me importo, gosto de ver os meus sobrinhos e filhos de amigos crescerem, ver meus amigos se espalhando pelo mundo.

Ainda gosto das fotos e até mesmo dos vídeos rápidos. Mas acho que nesse momento já não faz sentido, não quero ser distraído com coisas que não vou lembrar minutos depois, quero enfiar a mão na terra, o nariz entre páginas, conhecer uns lugares novos sem necessariamente ter um algoritmo dizendo que tenho que ir naquele café novo. As redes sociais, para mim, deixaram de ser espaço para acompanhar pessoas queridas.

Gosto da ideia de pertencer a um grupo, de ser parte de uma trend, mas antes de disso quero poder pertencer a mim mesmo, me dar o tempo para me conhecer, saltar nos traumas do passado e tentar resolve-los, chegar em acordos, entender meus limites — sem precisar de assistir os 10 filmes mais assistidos, nem os livros que está todo mundo lendo, sem vestir o que está todo mundo vestindo.

Nunca pensei que estaria escrevendo que gostava de ouvir as vozes da minha cabeça quando já teve outras vezes que eu só queria silenciar, correr do passado e das tristezas da infância e dos maus agouros da adolescência. Funcionou bem, durante quase 30 anos consegui (quase) sonegar muitas coisas ruins achando que tinham resolvido, mas ficaram ali soterradas em um monte de distrações. A questão é que se não paramos para ouvir nossa própria voz, como vamos conseguir saber quem somos?


por enquanto este blog está sem comentários,
mas temos um livro de visitas para trocarmos figurinhas!

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