O Estrangeiro
Albert Camus
Editora Record
96 páginas
O livro é uma reflexão sobre a liberdade e a condição humana que deixou marcas profundas no pensamento ocidental. Não à toa foi eleito pelo jornal Le Monde como um dos livros mais importantes do século XX.Essa edição, revisada pelo escritor, jornalista e crítico literário especializado na obra de Camus Manuel da Costa Pinto, conta ainda com um valioso texto de Jean-Paul Sartre em que explica O estrangeiro e seus paralelos justamente com O mito de Sísifo, trazendo uma nova compreensão para essa obra que merece ser lida e relida, sempre com novos olhos.
O Estrangeiro é uma leitura chata, mas é interessante. Camus explora um personagem que não é capaz de sentir nada, se é capaz de sentir, ele não o expressa. Para ele a vida é apenas um caminho, não há diferença entre fazer o bem e o mal, um personagem totalmente alheio a vida e aos outros, realmente um estrageiro em corpo humano.
Não havia como esse livro não ser curto, são 90 e poucas páginas desse personagem vivendo a vida e não esboçando nenhuma reação das barbaridades, nem mesmo quando ele é acusado de matar alguém (o que de fato acontece) e as razões ou motivações poderiam absolver ele da pena de morte (ou não).
Esse livro me trouxe algumas lembranças de quando eu costumava fazer as coisas sem pensar muito, sem permitir ser atingido, amado, sofrer, sorrir, me sentir feliz. Foram (e ainda é) alguns muitos anos de terapia para tentar perceber como o mundo me atravessa e como também posso atravessar o mundo e não me sentir assim, deslocado ou sem propósito.
Comentários
Postar um comentário