17 de set de 2018

Uma memória feliz


São tantas as memórias felizes que seria egoísmo citar apenas uma, seria muito estranho também falar apenas de uma memória quando sempre que penso em escrever sobre algo que me fez bem um tempo atrás várias coisas me surgem, quando as risadas do meu irmão mais novo ou as primeiras palavras da Tainá ou quando me fantasiei de zumbi no último ano do ensino médio e uma pessoa me parou na rua por achar que eu havia brigado.

É claro que eu poderia adicionar todas as histórias de amor vívidas até aqui, todos os sabores e novas experiências que fui presenteado nos últimos anos, lembro de quando apresentei meu primeiro namorado para os meus pais, foi uma reação esquisitamente boa, mas senti o quanto a minha família seria incrível em abraçar um desconhecido, abraçar os meus amores e fazê-los pertencer.

Das infinidades de lembranças, que se tornam borrões, sons e cheiros, algumas ainda podem ser descritas:como quando vi minha mãe chorando na plateia enquanto estava lá em cima recebendo o canudo de formação, quando recebo o abraço saudoso de quem não vejo faz tempo, quando todas as vezes que dormi com meus amigos (de conchinha ou não), quando pintei meu cabelo, quando furei pela primeira vez a orelha e também quando fiz minha primeira viagem sozinha (por mais que não tenha sido para mais de 300km da minha casa).

A gente vai percebendo que os momentos felizes não requer muito recurso, acontece sem querer, acontece dentro da rotina, não é nada fatídico, nada esperado. Ainda que acompanhado dos dias tristes, os felizes permitem dar o valor e permanência nisso chamamos de viver.

— estou participando do projeto 30 dias de escrita.

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