23 de out de 2018

Uma vista de janela


Numa viagem meio apressada, me dei de cara com o Rio. Rio este que cumpriu algumas expectativas, mas que frustou outras. Ipanema, Copacabana e Leblon não é tudo aquilo que aparece na televisão, nos stories de pessoas famosas e de amigos, ainda que lindo, azul, infinito, não é tudo aquilo que um dia esperei, mas isso é conversa pra outra hora, uma coisa que me deixou surpreso e ao mesmo tempo comovido foram as favelas que vi pela janela do carro, pela janela do ônibus, pela janela do avião.

É muito estranho olhar um lugar tão bonito com tantas favelas e tanta pobreza, ver como as pessoas estão submetidas aquele tipo de vida, de casas em cima de mais casas, das ruas estreitas demais que só dá para passar um carro por vez. Ainda que eu tivesse morado nas cidades periféricas ao redor de Brasília, nunca vi nada como aquilo, a engenhosidade deslumbradamente triste (que faz, de acordo com um dos motoristas do Uber, os gringos pirarem). É triste você ver a diferença entre o bairro nobre e a favela, sendo que estão um do lado do outro, rs.

Acredito que é por isso que papai não gosta do Rio, ao mesmo tempo que é um lugar incrível e caro também é um lugar cheio de pobreza e desigualdades. Fiquei perplexo com a vista na Niterói Brigde (foto abaixo), ao mesmo tempo surpreso e comovido.


— estou participando do projeto 30 dias de escrita.

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