Fingindo que não é comigo

Engraçado como uma casa funcional necessita de tantos detalhes que a gente não percebe, para comer uma simples refeição, precisa de talheres e pratos. Mas para fazer a refeição você precisa de muito mais coisas. Tenho penado em ir no mercado e não lembrar que não tenho determinados itens ainda.

Finalmente parece que as obras terminaram, dias muito estressantes foram esses, agora entra uma nova etapa que é: desencaixotar todas as coisas. Mas o que estou pensando mesmo é em colocar todas as caixas no quarto de visitas, carinhosamente apelidado como quartinho da Sia, e fingir que não é comigo. O que os olhos não vê, nem coração nem alma sente.

Sexta-feira a noite e eu só quero o que todo jovem quer: encontrar com os amigos e beber até 06h da manhã colocar uma série gostosinha cozy (Desperate Housewives), comer um negocinho gostoso e dormir na metade de algum episódio.

* * *

Três dias depois e as caixas da cozinha já estão no lixo, fiz um bom trabalho, mas ainda preciso tirar algumas das vasilhas que não quero mais, já que comprei novas de vidro. O quartinho está ainda mais bagunçado, porque preciso de roupas e vou abrindo as caixas e mudando de lugar toda vez que vou sair de casa. Uma luta. Preciso de armários o quanto antes.

Tenho talheres e posso fazer uma refeição como se deve - e acredite, ter talheres pode mudar completamente a experiência da comida.

Evitei o dia todo olhar para a bagunça da casa, fazendo o mínimo do mínimo. Me ocupei com outras coisas, mas tinha colocado como meta que hoje era dia de arrumar as roupas no pequeno gaveteiro que eu tenho comigo - pelo menos por enquanto arrumar com roupas essenciais e não ter que abrir 20 caixas a procura de um par de meias ou cuecas.

Amanhã, o Igor do futuro, resolve.


por enquanto este blog está sem comentários,
mas temos um livro de visitas para trocarmos figurinhas!

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