Esses dias tive que ir ao Porto resolver algumas burocracias, fiz uma viagem de bate-volta. 8 horas dentro de um ônibus. Quatro para ir, quatro para voltar. Apesar de ter levado o Kindle e conseguido terminar de ler A Vegetariana, ainda me sobraram boas horas livres, baixei o Instagram e passei boas e boas horas arrastando o dedo pelas telas, esse foi o dia de maior tempo de tela nos três últimos meses. Isso foi numa quinta-feira.
Na sexta-feira (ontem), estava destruído, não só fisicamente, mas principalmente mentalmente. A cabeça cheia, um peso, não conseguia me concentrar em nada e só tinha vontade de continuar com o celular. Em que, como eu estava tão cansado, precisava de estímulo para me manter "acordado". O estímulo do celular, do scroll e das redes sociais é tão... gostoso. E fácil.
Conseguia sentir o retrogosto na boca depois de passar várias horas com os olhos vidrados na tela, uma sensação de perda de tempo, de ressaca mesmo, um cansaço sem explicação. A dopamina barata que vem em larga escala, que não resta opção se não continuar ali consumindo.
É uma armadilha.
Acho que realmente não me resta opção, não é um lugar em que consigo de forma saudável permanecer. Não adianta colocar limite de tela, bloqueador de aplicativo ou algo do gênero. É um lugar nocivo a nossa criatividade, paz e saúde.

Been there, done that. Uó
ResponderExcluirO triste é saber de todos os efeitos negativos e que muitas pessoas só possuem o celular como refúgio :'(
ResponderExcluirÉ realmente uma armadilha, tb uso desse recurso de ficar no celular pra me manter acordada.. como isso pesa nossa cabeça :(
ResponderExcluir