Comprar ≠ Felicidade

Uma das minhas metas de 2026 é reduzir os meus gastos com inutilidades. Não vou mentir que ainda comprei algumas coisinhas (um caderninho pontilhado, um casaco bonitinho que estava com desconto e um removedor de bolinhas da roupa). 

Numa das conversas com O. ele falou sobre seu Kindle novo, que tinha cores. Coisa chique mesmo. E ele me mostrou algumas coisas que o Kindle novo podia fazer e eu vi logo que o meu não podia e soltei um "nossa, o meu é tão antigo que não tem nenhuma dessas funções" e ele me solta um "por que você não compra um novo?"

Essa pergunta ficou na minha cabeça alguns dias pelo motivo de: por que eu substituiria algo que está bom e funcional e, que possivelmente, vai durar por mais alguns anos? Meu primeiro Kindle foi comprado em 2014 e troquei ele em 2025 quando queria um Kindle com luz para ler na hora de dormir, peguei uma versão de 2015 que tinha luz e super funciona para o que eu quero: ler um livrinho antes de dormir.

Acho que o fato de estar sem redes sociais desde novembro também tem me ajudado com isso, porque não sou bombardeado diariamente com propagandas ou alguém dizendo que "eu não posso viver" sem aquele artefato maravilhoso. E quando falo sobre redes sociais, é justamente sobre um dia estar com um Iphone 13 que está ótimo, mas porque alguém está dizendo que eu preciso comprar uma Iphone 17 porque sim. É que nem conseguimos perceber realmente o que é essencial e importante, vamos apenas seguindo essa enxurrada de pessoas. O fato é que minha relação com comprar se tornou um pouco mais propensa em experiências do que de fato em coisas materiais, também tem a questão de eu estar juntando dinheiro para comprar minha casinha.

Desinstalar aplicativos foi algo fundamental para essa troca. Mas também me segurar dizendo a mim mesmo que "eu não preciso disso", não é questão de merecer ou não depois de um dia de cão ou de um mês de trabalho intenso, é sobre comprar realmente o que faz sentido, não pela simples vontade de comprar por comprar. (Em longo termo não é sustentável nem para meu bolso nem para o meio ambiente.)

Sinto que seguir com meus apetrechos envelhecendo é um ato de certa resistência, mas também de valorizar as coisas, o meu tempo e o meu suor. Amava ter tudo da última geração, mas pra quê?


por enquanto este blog está sem comentários,
mas temos um livro de visitas para trocarmos figurinhas!

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