Resenha: "Um Grito de amor do centro do universo" de Kyoichi Katayama


Autor: Kyoichi Katayama
Editora: Alfagurada

É um livro curto, com uma história simples sem surpresas no seu desenvolvimento, singelo mas com uma carga dramática e filosófica profunda. Com mais de 3,5 milhões de exemplares vendidos em todo o Japão, o sucesso do livro transcendeu todos os veículos artísticos disponíveis no pequeno arquipélago: Filme, série de TV e mangá.

O enredo simples conta sobre Sakutarô e Aki, dois adolescentes que se apaixonam. Ele um menino questionador, ela uma menina popular e inteligente. Porém, o romance de ambos é atrapalhado por uma doença que elimina todas as probabilidades de um futuro. O mais importante da história entretanto não é o relacionamento entre ambos, mas sim a meditação feita pelo autor sobre a morte.Os diálogos filosóficos a cerca da morte são incríveis e bem escritos, comoventes e profundos.

Saku-chan - como Aki chama Sakutarô - tem uma ligação forte com seu avô, este por sua vez é um personagem chave nos diálogos e nos momentos de comédia. O foco do livro é realmente a morte, colocando todos os personagens e acontecimentos em segundo plano, sendo exposta de todas as formas possíveis: no âmbito religioso, no da separação, na efemeridade da vida etc. O livro é contado em 3 diferentes tempos, dois deles no passado e o outro no presente, caracterizando o enredo não linear.
Sem dizer nada, meu avô assentiu com a cabeça e em seguida declamou: “Dias de verão; noites de inverno; decorridos longos anos, para junto de ti retornarei”. O último trecho foi recitado de cor: “Longos dias de verão, longas noites de inverno, tu estás aqui a descansar. Daqui a alguns anos eu também descansarei ao teu lado. Tranqüilamente, aguardo esse dia chegar…”
A edição da Alfaguarda está muito boa, às páginas não cansam a vista, isso sem contar a beleza da capa. Um livro recomendado para os amantes de romances e da cultura oriental, não recomendado para aqueles que se sentem mal de alguma forma ao ler ou falar sobre a morte. O autor com sua sensibilidade peculiar transformou o tema em uma coisa dolorosamente normal, que cada leitor interpretara de uma forma única, visto que a morte é sentida de forma diferente para cada pessoa.


por enquanto este blog está sem comentários,
mas temos um livro de visitas para trocarmos figurinhas!

Comentários

  1. Eu achei até interessante essa abordagem sobre a morte, mas eu não leria de jeito nenhum porque detesto qualquer coisa que me faça lembrar disso. Sou uma pessoa que tem medo da morte, de perder meus familiares e amigos. Por isso eu não leria. Beijo!

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  2. Eu não sei ainda se leria o livro, também por causa do tema (como a Gabi disse no comentário aqui em cima).
    Beijão

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  3. Bah eu adoro esse tipo de livro e realmente a capa é mega linda eu simplesmente amei.

    Bjs

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