Resenha: "Cujo", de Stephen King

Cujo
Stephen King
Editora Suma de Letras
376 páginas
Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites. Você pode me sentir mais perto… cada vez mais perto. Nos limites da cidade, Cujo – um são Bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso. A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.
Stephen King ganhou meu coração a uns anos atrás quando conheci e li Sob a Redoma. E me apaixonei. Inevitável. Suas histórias são descritas de maneira a nos envolver de forma que é bastante simples visualizar o que ele apresenta, como se um filme estivesse sendo rodado dentro da nossa cabeça, nítido e fácil de enxergar. A cada nova obra que leio do autor, a sensação é de que fica cada vez melhor.



Cujo não estava no topo da lista de obras do King que desejava ansiosamente ler, mas foi uma surpresa extremamente agradável. Me surpreendeu o quanto me envolvi e senti com a narração. O livro conta, em suma, a história de duas famílias e o filme de terror que suas vidas se tornaram. Os Trenton, que consiste no casal Vic e Donna e o filho dos dois, Tad. Uma família relativamente rica, tendo o pai como o suporte da família e a mãe como a dona de casa e mãe ideal. E, em uma realidade completamente diferente, estão os Camber. Que também consiste em um casal, Joe sendo um mecânico ranziza e mal caráter, a mulher que aguentava as pontas em casa, o filho dos dois, Brett e o cachorro da família, Cujo, um são Bernardo gigante, de 90kg e super dócil. A ligação entre as duas famílias é apenas profissional, quando o carro dos Trento quebram, os Camber consertam.
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A cidade de Castle Rock, onde a história se passa, já foi lar de um monstro nos anos 70, o ex-policial e então serial-killer Frank Dodd, que matava mulheres e crianças de forma cruel. Muito tempo depois, Frank já estando morto, Tad acreditava que o monstro havia voltado, dessa vez pra dentro de seu closet, onde aparecia à noite para aterroriza-lo com seus olhos raivosos. Talvez ele não estivesse tão errado quanto os pais achavam. A história de terror começa quando Cujo, ao correr atrás de um coelho, acaba com o fucinho preso em um buraco e é mordido por um morcego raivoso. A partir daí, Cujo não é mais o cão bonzinho e carinhoso que todos conheciam e amavam. Sua transformação dolorosa e cheia de agonia é descrita com bastante desespero pelo pensamento do próprio cachorro, o que eu achei genial e de uma veracidade que partia o coração continuar lendo.





As tragédias que se sucedem são sangrentas e provocam aflição em todos os momentos, pois a crueldade nos atos são palpáveis e mexeram de forma séria com meu psicológico, me fazendo ter pesadelos horríveis após a leitura. A angústia e impotência dos personagens, assim como a percepção de que não havia modo de escapar, principalmente por a história se passar nos 80 e não haver meios de comunicação como o celular, davam um peso ainda mais aterrorizante à realidade narrada. Angústia e impotência são os principais sentimentos que senti como leitora dessa obra, mas acredito que o papel de toda boa história de terror seja esse, então a obra cumpriu o que prometia, já que durante a leitura meu desejo era dormir no quarto dos meus pais todas as noites, rs. É uma leitura obrigatória para todos os fãs de histórias de terror.


por enquanto este blog está sem comentários,
mas temos um livro de visitas para trocarmos figurinhas!

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