Oi, você deve ter perpebido que o layout mudou. Nos próximos dias algumas alterações aconteceram por aqui, desculpe o transtorno.
Mostrando postagens com marcador tevê. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tevê. Mostrar todas as postagens

Tudo em prol das nossas crianças americanas

2 COMENTÁRIOS
De acordo com os diretores de Interstellar (2014), o motivo de precisarem de buscar um outro planeta para habitar ou até mesmo viver no espaço era por motivos de que por uma praga natural a Terra passa a ser inabitável – e consequente um problema para a espécie humana.

Não me parece menos egocentrico, que outras espécies não são discutidas no filme, como animais ou plantas – dos quais já sabemos que são essenciais para vivermos também, seja por conforto emaional ou por necessidades fisiológicas.

Talvez meus questionamentos venham muito viesados pelo olhar atual de como o mundo está, em como os trilionários congitam essa possibilidade de colonizar um outro planeta ou construir bunkers para próximas gerações, em como já desacreditamos em que o mundo tem alguma salvação e a única salvação é habitar um outro lugar. Colocar a culpa numa “praga natural” é tirar do ombros a responsabilidade de cuidar e proteger o planeta.

Gosto de pensar no que aconteceria caso o plano B, em que foram levados apenas algumas centenas de embriões para o espaço, qual língua eles falariam? Deixariam de falar outras línguas? Seria uma nova nacionalidade ou just americans?

Me cansa um pouco todo o filme ser o Estados Unidos ao salvar o mundo, quando a imagem atual é de que eles não se importam muito com a direção que o mundo está indo, com tantas crises ambientes, extinções e doenças. Esse discurso, vendido durante anos e anos, em que fomos engolindo a força por causa de um filme com cenas muito bonitas, cinematográficas como dizem nos dias de hoje, e uma trilha sonora assinada por Hans Zimmer.

Veja bem, eu não odeio o filme, é um filme muito bonito, emocionante, toda a parte espacial e estudos que devem ter sido feitos são realmente de tirar o chapéu, mas esses incomodos não me deixaram curtir tanto.

Esse post faz parte da seleção mensal da comunidade de blogagem coletiva ENTREBLOGS criada com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos. Saiba como participar acessando site do projeto.

Séries e filmes sobre escritores

2 COMENTÁRIOS


Desde que me rendi aos conselhos de escrever o meu primeiro livro algumas séries e filmes abordando escritores e processos de escrita começaram a aparecer, não sei se é a bizarrice de algum algoritmo ou se é deus falando "querido, vá escrever seu livrinho, vai". Tenho tido boas surpresas e vou deixar aqui minhas recomendações:

VALÉRIA
essa foi uma das primeiras séries que parei para assistir na quarentena; tenho começado a gostar de ver séries no idioma español. valéria conta a história de uma jovem que ganha a oportunidade de publicar um livro, mas para isso primeiro ela precisa se descobrir como escritor e firmar um relacionamento com a escrita - e nesse meio tempo, há problemas com a vida profissional, com o casamento e aventuras noturnas com as amigas.

I MAY DESTROY YOU
Arabella é uma jovem escritora de sucesso, que sofreu um abuso enquanto foi drogada e a série fala sobre a busca da artista em descobrir quem fez isso com ela, enquanto ela precisa também escrever o livro que está sendo pressionada. em flashbacks ela tenta seguir algumas pistas do que pode ter ocorrido aquela noite. é uma série lenta, mas eletrizante. contém um mistério e também mostra a dor de ter o corpo violado, em como isso pode afetar muitos aspectos a vida.

PATERSON
eu fiquei com esse filme baixado durante séculos no computador, para só então descobrir que ele é com aquele mesmo ator de uma história de casamento, do qual também recomendo. paterson conta a história de um motorista de ônibus que escreve algumas coisas nas horas vagas no seu caderninho que carrega para todos os lados (eu acho muito lindo que em algumas cenas algumas poesias são narradas pelo protagonista). o problema que vejo aqui é um artista que tem receio em ser publicado, em vender as próprias palavras e do outro lado uma namorada que o apoia cegamente, mas que vive a incerteza de ser artista sem saber o que realmente quer pra vida. é impossível não se ver um pouco nos dois lados do casal.

MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO
esse filme me surpreendeu de uma maneira muito legal, porque eu simplesmente não sabia o que esperar. aqui é apresentando um personagem metódico e rotineiro, todo dia a mesma coisa, os mesmos horários. uma vida pacata e ousaria dizer "sem graça". mas tudo muda quando uma voz começa a narrar o dia a dia. do outro lado, uma escritora famosa enfrenta a dificuldade de matar o personagem do seu mais novo livro, o que ela não sabia era que esse personagem é nada menos que uma pessoa do mundo real. há um jogo de humor e drama que o torna profundo. 

PALAVRAS E IMAGENS
comecei a ver esse filme por alguma recomendação da qual não me lembro bem, de alguma lista solta na internet. eu amei como amei o roteiro desse filme, a forma como temos dois professores artistas que decidem criar uma disputa na escola defendendo a arte que cada um trabalha, de um lado, palavras e do outro imagens; sim, o nome do filme é bem sugestivo. é um filme engraçado, mas que contém muitas reviravoltas: inclusive um romance e a procura da resposta do que vale mais palavras ou imagens? alias, aqui cabe a frase "uma imagem vale mais que mil palavras"?


株式会社スタジオジブリ ─ Alguns filmes do Studio Ghibli para amar

1 Comentário
          Ok! Sou grande fã de animações, isso já é um fato para que acompanha o projeto de mais filme em 2016 no facebook. Mas há um tipo de animação que me atrai de uma forma diferente, uma forma que me envolve de um jeito que não sei bem explicar ─ essas sãos as animações do Studio Ghibli, meio fantasiosas, misteriosas e cheias de cuidados nos detalhes.



01. Gake no Ue no Ponyo

Ponyo: Uma amizade que veio do mar: foi o segundo filme que do Studio que eu conheci, o primeiro foi o de baixo, Ponyo é a historia de um peixinho dourado que ao ser salva por Sōsuke, um menino que mora perto do Mar Interior, se apaixona a primeira vista. Contudo, seu pai não permite que ela fique junto com os humanos, contudo Ponyo decide tomar um decisão importantíssima para ficar ao lado de seu mais novo amigo.

A inocência da história é retratada tanto por Sōsuke quanto por Ponyo quando as duas crianças se apaixonam e juram amor eterno uma a outra, uma história linda, muito simples, mas emocionante, sem dúvidas, ver o amor nascendo e se formando da forma mais nata, mas serena, sem malícia. É incrível como Hayao Miyazaki, o roteirista, consegue deixar o público tão apaixonado por sua história. Falei mais aqui.  




02. Sen to Chihiro no Kamikakushi

A Viagem de Chihiro: é, se não, uma das melhores animações que tive oportunidade de assistir.  A primeira vez que assisti, achei a história um pouco medonha, contudo hoje assisto um bilhão de vezes sem medo, sem receio, é sempre delicioso. Bom, aqui é contada a história de Chiriro uma garota de 10 anos mimada que ao descobrer que vai se mudar, abandonando sua antiga escola e amigos, fica furiosa. Durante a viagem Chihiro e seus pais se perdem, enquanto os pais da menina decidem parar para fazer um boquinha, contudo, acabam-se transformando em porcos gigantes e a cidade que ate então estava vazia começa a ser povoada por seres fantásticos, só quem poderá ajudar a menina agora é Haku, um menino muito misterioso.



03. Sanzoku no Musume

 Ronja: A filha do ladrão: a história é sobre uma garota chamada Ronja que é filha de um chefe de uma tribo de bandidos e vive em um enorme castelo na floresta com os bandidos. A história segue Ronja como ela encontra criaturas místicas, faz amizade com uma outra criança como ela, e experimenta a vida na floresta.

Ronja é a primeira série produzida pelo Studio Ghibli, ainda estou nos primeiros episódios, mas estou adorando. A animação segue uma visual mais 3D e a história aos poucos está conquistando. 



04. Omoide no Maanii

As memórias de Marnie: após alguns bons meses sem me aventurar nos filmes do estúdio, acabei topando com ele no Popcorn Time, lógico que fui assistir e acabei conhecendo a seguinte história:Anna é uma menina de 12 anos, filha de pais adotivos, sempre muito solitária e não exatamente feliz. Um belo dia, em uma mansão numa ilha isolada, ela conhece Marnie. A menina loira de vestido branco se torna a grande e única amiga de Anna, mas ela descobrirá que Marnie não é exatamente quem parece ser. 

Esse filme é incrível, sério, até me atrasei para o trabalho assistindo-o. É um filme diferente dos outros, contém um drama maior e pouca fantasia, fala muito sobre a vida, sobre valorização das pequenas coisas e perceber as pessoas boas que estão a nossa volta.



05. Tonari no Totoro

Meu vizinho Totoro: O filme conta a historia das duas jovens filhas (Satsuki e Mei) de um professor e suas aventuras com espíritos da floresta amigáveis no Japão pós-guerra rural.

Esse personagem é ícone, todo mundo conhece ou já viu ele em algum lugar. Esse é também um filme que adoro, mas ele fica atrás dos outros, aqui a história passada é bem simples, sem tantos questionamentos ou grandes reviravoltas como os outros filmes. Aqui é tudo muito fofinho. 


 ─

06. Howl no Ugoku Shiro

O castelo animado: ok!² esse é um dos melhores filme que eu acho. Primeiro a história, depois minha opinião: Sofia é uma jovem de 18 anos que trabalha na chapelaria de seu pai. Em uma de suas raras idas à cidade ela conhece Hauru, um mágico bastante sedutor mas de caráter duvidoso. Ao confundir a relação existente entre eles, uma feiticeira lança sobre Sofia uma maldição que faz com que ela tenha 90 anos. Desesperada, Sofia foge e termina por encontrar o Castelo Animado de Hauru. Escondendo sua identidade, ela consegue ser contratada para realizar serviços domésticos no local, se envolvendo com os demais moradores do castelo @.

Esse filme tem tudo o que eu gosto. Muita fantasia, aventura e sentimentalismo. É um filme engraçado por diversas vezes e em alguns momentos bem desesperador. É um dos filmes que mais recomendo de Hayao Miyazaki!


 

Depois que montei toda  a postagem lembrei de um filme que assisti esse mês e amai, Song of The Sea é um filme visualmente lindo e, claro, contém uma história maravilhosa, com todo aquele cuidado que só o Studio Ghibi tem. Você conhece algum desses filmes? 

Filme: "Quarteto Fantástico"

Nenhum comentário
Quarteto Fantástico, 2015
Josh Trank
1h41min
Quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social. Juntos, são enviados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller), a Mulher Invisível (Kate Mara), o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e o Coisa (Jamie Bell). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell).
Eu apenas adoro Quarteto Fantástico, um dos filmes favoritos da minha infância. Até que esse ano saiu um "relançamento" da história, uma decepção, não é mais meu filme favorito - pelo menos não essa nova versão, cheia de efeitos maravilhosos e um enredo que teve de tudo para ser bom, mas que foi longe disso.

Assim como eu conversei com a minha tia, uma história boa, porém não estudada e atores em desenvolvimento. Esse filme começou muito lento e terminou muito rápido, tivemos muito tempo explorando história dos personagens, infâncias e coisas do tipo, mas na hora do pá-pow não temos nem dez minutos? Não quero ser chato, nem tirar sua vontade de assistir a este movie. Mas se você tem a oportunidade de escolher entre Quarteto Fantástico e qualquer outro filme, escolha qualquer outro filme. Eu assisti no cinema, para meu coração e bolso, não gastei nada. Meu amigo, Carlos, ganhou duas cortesias, se não fossem as cortesias eu teria me suicidado naquele quarta-feira, no cinema do Pátio Brasil. 




Me senti desanimado com a história, estava indo no caminho tão bom, estava conseguindo me conectar a história e o filme acaba. Desliga o telão. Vamos embora. Não tive muito o que comentar, após o filme, mas os trailes pré-filme, foram maravilhosos, acho que podemos falar disso não é?  

Não. Foco, Igor.

Esse foi um filme que assisti e falei: legal, não assistiria novamente, somente as versões antigas, que até hoje me fazem vibrar, pouco, mas fazem. Hoje temos uma grande, grande mesmo, qualidade nos filmes na parte de efeitos gráficos, esse filme usou bastante e não tenho o que reclamar, mas do que adianta ter efeitos maravilhosos se a história não é? 

Resenha de filme: "Comer Rezar Amar"

Nenhum comentário

Comer Rezar Amar, 2010
Ryan Murphy
133 Minutos
Elizabeth Gilbert estava com quase trinta anos e tinha tudo o que qualquer mulher poderia querer: um marido apaixonado, uma casa espaçosa que acabara de comprar, o projeto de ter filhos e uma carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, sentia-se confusa, triste e em pânico. Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado. Até que decidiu tomar uma decisão radical: livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo – sozinha. 'Comer, Rezar, Amar' é a envolvente crônica desse ano. O objetivo de Gilbert era visitar três lugares onde pudesse examinar aspectos de sua própria natureza, tendo como cenário uma cultura que, tradicionalmente, fosse especialista em cada um deles. 'Assim, quis explorar a arte do prazer na Itália, a arte da devoção na Índia, e, na Indonésia, a arte de equilibrar as duas coisas', explica. Em Roma, estudou gastronomia, aprendeu a falar italiano e engordou os onze quilos mais felizes de sua vida. Na Índia dedicou-se à exploração espiritual e, com a ajuda de uma guru indiana e de um caubói texano surpreendentemente sábio, viajou durante quatro meses. Já em Bali, exercitou o equilíbrio entre o prazer mundano e a transcendência divina. Tornou-se discípula de um velho xamã, e também se apaixonou da melhor maneira possível: inesperadamente.
Comer rezar amar não é meu filme favorito, mas é um filme que eu gosto muito pela mensagem que ele busca passar para a gente. O filme, baseado no livro de mesmo nome, conta a história de Liz (interpretada por Julia Roberts) que decidiu mudar sua vida totalmente ao se ver tão infeliz. O obstáculo mais evidente de sua infelicidade é seu casamento: com isso ela decide devorciar-se e resolve buscar uma vida normal, assim, como novos relacionamentos amorosos e sabendo que sua vida ainda continuava com a infelicidade que provocava o vazio existencial. Liz decide então fazer uma viagem de um ano pela Itália, India e Indonésia – em busca de encontrar a felicidade praticando os três verbos que dão nome ao filme.

Na Itália ela se da ao prazer da gula, comer tudo que é possível e apreciar o máximo mesmo que tenha que comprar uma calça de número maior, vivendo de acordo com o dilema italiano “prazer de não fazer nada”. Na India, ela se dedica a meditação e a busca do equilíbrio espiritual, confrontando o seu verdadeiro eu e perdoando-se. Em Bali, em busca de absorver mais conhecimentos ela redescobre o amor.



Quem me apresentou esse filme foi o Brunno e sinceramente? Nunca senti muita vontade em assistir esse filme, era algo que nunca me chamou atenção. O nome em si, me chamava atenção, mas nunca cheguei de forma concreta a procurar algo sobre o livro ou sobre o filme, só sabia que muitas amigas e primas haviam gostado muito desse filme. Comigo não foi diferente, adorei o filme, ele passa mensagens muito boas - nós temos que, por fim, procurar o que nos faz feliz. Não entrar necessariamente de férias e viajar mundo a fora, mas é perceber que em poucas coisas do nosso dia a dia, podemos encontrar felicidade infinita e também cortar as coisas que não nos faz feliz, assim como Liz fez com seus antigos relacionamentos e ao se entregar aos prazeres da gula.

Este é um filme para que ama viajar e para quem adora absorver alguma mensagem durante o filme, de fato é um filme mais voltado para o público feminino, mas não impede que os leitores possam gostar. Recomendo bastante para quem quer mudar de vida ou como um ponta pé inicial para dizer adeus à vida antiga, além é claro, de se um filme inspirador: onde você tem que encontrar o seu próprio eu para, então, ser feliz.

Dessa vez, sem o final feliz: personagens realistas da Disney por Jeff Hong

1 Comentário
Um dia desses navegando pela internet me deparei com algumas imagens quanto "chocantes". Imagine como seria se as histórias da Disney fosses trazidas para a realidade? A cada dia as produtoras de filmes estão mais perto da realidade, mas você já chegou a imaginar os personagens da sua infância sofrendo ou sem finais felizes? 

Essa foi a proposta de Jeff Hong: ficar longe de fantasias, castelos e finais felizes, apesar de bastante sombrio Hong trouxe, com o projeto Unhappily Ever After essencialmente a realidade do século XXI. Chega ser incrível como o autor envolve os personagens dentro da cena, parecem ser mesmo reais: 




Resenha de filme: Operação Big Hero 6

2 COMENTÁRIOS

Operação Big Hero 6, 2015
Don Hall
1h 42min
Cidade de San Fransokyo, Estados Unidos. Hiro Hamada (voz de Ryan Potter) é um garoto prodígio que, aos 13 anos, criou um poderoso robô para participar de lutas clandestinas, onde tenta ganhar um bom dinheiro. Seu irmão, Tadashi (voz de Daniel Henney), deseja atraí-lo para algo mais útil e resolve levá-lo até o laboratório onde trabalha, que está repleto de invenções. Hiro conhece os amigos de Tadashi e logo se interessa em estudar ali. Para tanto ele precisa fazer a apresentação de uma grande invenção, de forma a convencer o professor Callahan (James Cromwell) a matriculá-lo. Entretanto, as coisas não saem como ele imaginava e Hiro, deprimido, encontra auxílio inesperado através do robô inflável Baymax (voz Scott Adsit), criado pelo irmão.
Sempre fui muito fã de animações e após a repercussão de Big Hero, resolvi assistir junto com meu irmãozinho, não deu outra: estou apaixonado por esse filme, assim como o Lucas já sabe todas as cenas. Já assistimos tantas vezes que sei que estou preparado para escrever a resenha desse filme mais fofo. 


Faz algum tempo que as animações tentam passar algo além da diversão: seja provocar um sentimento, deixar um ensinamento ou passar alguma lição.  Operação Big Hero é um  filme delicado, que conta a história de Hiro Hamada, um menino prodígio, que aos 13 anos de idade constrói um robô simples, mas imbatível, para ganhar um dinheiro extra nas lutas robóticas clandestinas. Mas, ao conhecer a escola de seu irmão mais velho, ele percebe que era tudo o que sempre sonhou - trabalhar com tecnologia, ciência e tudo que parece ser impossível.  Quando acontece um acidente, ele percebe que muitas coisas dependem dele. E aí Baymax entra, um  robô inflável  e fofinho preparado para dar qualidade de vida para quem o tem. Após a perda do irmão mais velho, Hiro terá que salvar o mundo do temível vilão que causou a morte do seu irmão. Será que Baymax poderia ajudá-lo? 


A história é emocionante, fofa e muito engraçada. A cada dia a Disney investe ainda mais em animações diferentes das quais estamos acostumados - essa me chama atenção, por ter super heróis e por este filme trabalhar também com o sentimento (vemos isso durante todo o livro). Os personagens secundários, apesar de não terem ganhando tanta cena, aparecem e deixam sua marca de primeira. Mas sem dúvida, a melhor dupla é Baymax e Hiro, uma amizade se inicia de modo muito lento, mas logo fica tão forte que somos capazes de sentimos o amor dessa amizade.

Sem dúvidas, eu mais que recomendo esse filme. Até o Brunno, que não é muito fã de animações gostou do filme. Apostem nesse, eu realmente recomendo! 

Porque "As Férias da Minha Vida" é o filme da minha vida

3 COMENTÁRIOS

AS FÉRIAS DA MINHA VIDA, 2006
Wayne Wung
1h52min Duração
Georgia Byrd (Queen Latifah) é atendente do setor de cozinha de uma grande loja de departamentos. Ela não anda animada com sua vida, nem mesmo quando canta no coral da igreja, coisa que adora. Porém, a vida guarda algumas reviravoltas para Georgia, que apesar de terríveis, ainda podem trazer algo de bom para ela. É o que acontece quando ela descobre que tem uma doença terminal e poucas semanas de vida. Georgia se manda para os Alpes suíços disposta a passar seus últimos momentos da melhor maneira possível. Ela perceberá que, em meio a ótimas tiradas, a vida pode ser mágica, ainda que breve.

Pra quem me conhece sabe que eu tenho um filme preferido, mas não é um filme preferido, é o filme da minha vida, perdi as contas de quantas vezes assisti, seja legendado, dublado, em inglês, não me canso de assistir, e sempre que tenho a oportunidade, vejo com um amigo, com a desculpa de apresentar, mas na verdade estou me deliciando com uma nova chance de poder ver o filme que me passa uma mensagem diferente sempre.

As férias da minha vida é a tradução pra o Ultimo Feriado e estrela a Queen Latifa, muito críticos dizem que se o filme fosse melhor produzido $$$ ela teria tantas chances de ganhar um Oscar, quanto teve no musical Chicago, mas eu acredito no trabalho minucioso deste filme.


Sempre ter uma vida regrada e fazer as coisas certas, ser uma pessoa boa, ir á igreja aos domingos e trabalhar com amor, esse era o dilema de Georgia Byrd, secretamente apaixonada por um colega de trabalho, e adora cozinhar, quando as coisas parecem começar a dar certo, ela descobre que vai morrer, uma bancada de conflitos atinge, Porque ela? Porque Deus? Ela sempre fez tudo de maneira certa! Quando ela se deu conta de onde estava ela resolveu colocar em prática o livro das possibilidades, um livro onde ela guardava seus sonhos, sonhos que se realizaram com o grande pontapé (chute na bunda) que a vida deu.
 

Se eu morrer, eu sei que fiz muitas coisas que me deram na telha, me arrisquei muito, e tentei colocar tudo em prática, e tudo isso graças a esse filme, talvez escolher pegar um caminho longo com meu namorado, chegar tarde e não dar tempo de fazer comida não possa ser comparado a ir para a República Tcheca, mas ter coragem de fazer o que eu posso sem medo do julgamento dos outros, confiar em quem sou, e me esforçar ao máximo pelo que possa ser, e querer me aventurar seja um reflexo que assisti á 9 anos atrás, as férias da minha vida vai te mudar, então assista, ria e mude!

Vou começar a contar quantas vezes já assisti a esse filme, porque relembra todas as vezes nesses últimos 9 anos será difícil.

Filme: Boyhood - Da infância à juventude

12 COMENTÁRIOS

Boyhood, 2014
Richard Linklater
2h45min.
O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

Grandes expectativas é o que definiu minha vontade de assistir o tão aguardado filme que foi gravado em 13 anos, sempre que falo pra alguém que esse filme demorou 13 anos para ser gravado, a reação é basicamente a mesma: Curiosidade, eu sei que não sou um critico, e essa é a minha primeira resenha de filme, mas Boyhood não é um bom filme, salvo a atuação da Patricia Arquette, que mostra que sempre foi uma boa atriz, mas as atuações de Ellar Coltrane e Lorelei Linklater nem sempre foram boas, acredito que para a forma pessoal, é bacana ver o crescimento profissional tão claro, mas pode ser constrangedor, por ser um filme tão popular, mas esse ponto de vista pode ser visto como uma coisa boa.


Olivia Evans e Mason Evans Tiveram filhos em uma época pouco maduro para ambos, a falta de perspectiva fez com que Mason abandonasse a família e fosse a busca de seus objetivos pessoas, Olivia agora cuidado dos filhos sozinha e sem dinheiro, resolveu então voltar para faculdade, nessa busca por novas oportunidades, se apaixonou pelo professor, que já possuía dois filhos, outra relação sem sucesso, pois o mesmo enfrentava alguns problemas com álcool. Samantha é uma típica adolescente que dá trabalho, pinta os cabelos de cores gritantes, mas tem os pés no chão e entra para a faculdade como qualquer outro depois do High School, porém seu irmão Mason Jr. é ligado à arte, e não tem afinidade com estudos, porém sua paixão por fotografia faz com que ganhe um premio de segundo lugar e uma bolsa de estudos onde finalmente, encontra um rumo para sua vida. Os caminhos de Olivia e Mason ganham sentido durante todo o longa, que você só vai saber assistindo.

 

Boyhood não conta uma historia inédita, muito menos conta uma historia que seja diferente da sua vida, isso pode se tornar chato ao decorrer do filme, porque estamos buscando um filme que nos mostre coisas diferentes, e não o que já vivemos no cotidiano, sem falar que o papal da Patricia Arquette, parece ser mais forte do que o próprio Ellar Coltrane, em contrapartida as coisas comuns mostram a evolução que vivemos, desda escolha da trilha sonora que acompanha o ano que está se passando á evolução tecnológica, você vai ver videogames e vai dizer "Ei, eu conheço esse console". Boyhood foi um filme que ficou só nas minhas expectativas e não passou disso. Para minimizar os efeitos maléficos dessa resenha, pode levar em consideração Boyhood como um documentário de vidas de pessoas comuns, fazendo coisas comuns.

Filme: Ponyo - Uma amizade que veio do mar

4 COMENTÁRIOS

Gake no Ue no Ponyo, 2008
Hayao Miyazaki
101 minutos
O filme conta a história de Sōsuke, um garotinho de cinco anos, e Ponyo, uma princesa peixinho-dourado que deseja muito virar humana. Um dia Ponyo foge do seu lar no oceano e vai parar na encosta onde Sōsuke a encontra e promete protegê-la para sempre.

Miyazaki foi influenciado nesta história pelo conto A Pequena Sereia de H.C. Andersen,4 além de inspirar-se na lenda japonesa Urashima Taro. Seu filho Gorō serviu de base para a construção do personagem Sōsuke.5 A cidade do filme foi baseada no Setonaikai Kokuritsu Kōen um famoso parque japonês.


Ponyo foi um filme que eu conheci sem querer, estava em um churrasco e o filme estava passando em um canal de desenhos infantil, eu comecei a assistir só para passar o tempo (afinal, o churrasco ainda não havia começado) e no passar desse tempo fui me envolvendo com a história e não consegui mais parar de assistir (começou churrasco, acabou churrasco e eu na televisão) por dois motivos: a história é muito, muito fofinha e é o tipo de animação japonês que eu amo - A viagem de Chihiro é na mesma pegada. 

O filme conta a história de Sōsuke, um garotinho de cinco anos e seu peixinho-dourado, Ponyo, que na verdade é uma princesa peixinho-dourado que deseja muito ser humana para poder ficar com seu amigo. E quando Ponyo foge do seu lar e vai para na encosta Sōsuke a encontra e promete protege-la para todo o sempre. O sumiço de Ponyo faz com que seu pai vá a sua procura de sua filha, achando que ela foi raptada por humanos. Quando a encontra percebe que ela o quanto ela já mudou (criou pernas e braços..) e não consegue força-la a voltar para casa, quem poderá separar ela de Sōsuke? 


A inocência da história é retratada tanto por Sōsuke quanto por Ponyo quando as duas crianças se apaixonam e juram amor eterno uma a outra, uma história linda, muito simples, mas emocionante, sem dúvidas, ver o amor nascendo e se formando da forma mais nata, mas serena, sem malícia. É incrível como Hayao Miyazaki, o roteirista, consegue deixar o público tão apaixonado por sua história. 


A animação é muito fofa e é capaz de arrancar lágrimas, o filme já ganhou vários prêmios e mesmo fazendo um tempão que foi lançado ainda se torna uma história recomendada. Acho que nunca vou enjoar das animações de Hayao Miyazaki! Recomendado! Assistam <3 

Filme: December Boys

2 COMENTÁRIOS
December Boys, 2007. 
Duração: 1h e 45 minutos de duração.
Avaliação: ★★★★★ 
 +DRAMA  +CHOREI 
Maps (Daniel Radcliffe), Sparks (Christian Byers), Misty (Lee Cormie) e Spit (James Fraser), quatro órfãos adolescentes que nasceram todos no mês de dezembro, vão passar o primeiro verão fora no orfanato. Eles partem para uma temporada na praia, onde conhecem um jovem casal que não consegue ter filhos. A esperança dos meninos de serem adotados é reacendida quando o casal demonstra interesse em adotar um deles. Spark, Misty e Spit, os mais novos, vêem finalmente a possibilidade de terem uma família, mas a amizade entre eles é posta em cheque quando começam a competir para serem o escolhido. Enquanto isso, Maps se interessa pela bela Lucy (Teresa Palmer).

Sabe quando você está precisando assistir um filme que te faça chorar ou que simplesmente te faça tão bem e te deixe tão feliz? December boysé, baseado no romance de Michael Noonan, é a mistura de um filme emocionante, mas também um filme que te faz completar-se. Esse é o primeiro filme que assisto Daniel Radcliffe sem eles estar na tão renomeada saga Harry Potter. Em December boys toda a magia de HP está transferida para uma história emocionante e linda.


Voltamos para a década de 70, com todas aquelas roupas lá em cima. O filme traz férias tão desejadas por todo mundo, como seriam suas férias favoritas. Então o filme se fixa nessa ideia de lazer e um lugar que pode te trazer uma felicidade infindável. Entramos na história de quatro jovens órfãos, todos nasceram no mês de dezembro - coincidência ou destino? Por ele serem jovens 'bonzinhos' ganharam um temporada fora do orfanato, numa praia. E lá conhecem várias famílias que vivem na região, uma dessas famílias chamam atenção dos quatro garotos: um casal que não pode ter filhos. Com isso eles asseiam por serem adotados. A amizade dos garotos passam a ser abaladas, porque todos querem um desejo e somente um poderá ter o sonho realizado. Maps é o mais velho, não se importa tanto em ser adotado, ele quer mesmo é namorar com a Lucy. 


A substância desse filme se deve a esses garotos que fazem de tudo para realizarem seus sonhos, mas não deixam nunca de ser amigos.  A amizade, o amor, a confiança  e acima de tudo a eternidade estará sempre presente em December Boys, é uma história incrível e que merece ser assistido por todos.

Filme: Comme tout le monde

3 COMENTÁRIOS
Comme tout le monde, 2006
Duração: 90 minutos de duração.
Avaliação: ★★★★★
 +COMÉDIA  +ROMANCE  +CAPITALISMO 
Um homem comum tem um dia de muita sorte: ele vence um famoso jogo na televisão local e uma bela mulher cai em seus braços. Parece que sua vida, de uma hora pra outra, mudou completamente. Mas ele nem imagina que na realidade a garota é uma atriz contratada por uma agencia de publicidade para usá-lo como cobaia em uma pesquisa de mercado. Porém, quanto mais os dois convivem juntos, mais ela fica confusa sobre o que realmente sente por sua cobaia.
 Eu comecei a assistir esse filme sem saber da história, sem saber do que se tratava, resultado: "que filme é esse?". Eu esperava muito que fosse uma comédia romântica que me tirasse sorrisos enormes e também me fizesse dizer no final: "awn". Apostando no amor (tradução do filme para o Brasil, mas eu assisti sob o título e linguagem francesa).

Esse é um daqueles filmes que não segura no começo - só assisti porque minha tia disse "tira e eu quebro suas pernas"; ok tia. - por ser uma coisa meio sem lógica ou sem consenso com o que eu esperava. Esse filme tem romance e não tem ao mesmo tempo. "Eu vou desligar" disse eu várias vezes porque eu não estava realmente gostando do filme, estava um pouco tecnológico demais, coisas impossíveis (que só acontecem em filmes)... Até que fui fisgado e passei a gostar, mas o fator em questão foi a protagonista, o romance que não aconteceu foi o que me segurou. 


Os franceses sempre inventam filmes bastante engraçados ou totalmente estranhos - é sempre bom assistir de vez em quando, para descontrair. Outro filme francês que assisti foi C'est Pas Moi, Je le Jure!, um filme muito louco e engraçado. Se existe uma comparação entre os dois é que: são filmes sem lógicas, mas que tem humor. 

Os atores atuam muito bem, dão um gás na história e isso segura o telespectador. Pois não existe nada melhor que uma atuação bem feita, que deixa resquícios de que algo dentro da história possa ser real. Acho que filmes que traçam algo com a realidade, por mais que seja pouco, eles ganham um pedacinho de atenção. Comme tout le monde foi assim, por seus atores ganhou o público. 


Eu assisti o filme e não me lembro como ele acaba, foi um final muito muito estranho: "tipo, já acabou?" - minha tia falou "se eu soubesse não tinha assistido esse filme", bom ela não quis me escutar. 

Filme: Frozen: Uma aventura congelante

3 COMENTÁRIOS
Frozen: Uma aventura congelante, 2013
Duração: 102 minutos
Avaliação: ★★★★★
 +COMÉDIA  +MÚSICA  +RECOMENDADO 

Após um incidente na infância, Anna foi afastada da irmã mais velha, Elsa. Orfãs e isoladas dentro do imenso castelo da família, elas se reencontram na coroação de Elsa, mas um desentendimento faz a jovem rainha perder o controle, provocando o congelamento de todo o reino. Elsa decide então se isolar e Anna se aventura pelas montanhas de gelo tentando encontrar a irmã e acabar com o frio.
Esse filme é lindo. Tem que ser assistido por todo mundo mundo e ponto final. Pronto acabou minha resenha.

Como eu queria acabar minha resenha assim tão fácil, mas eu vou falar de como esse filme é lindo e fofinho ao mesmo tempo. Frozen é um daqueles filmes muito bons que você não acredita na hora que ele acaba (eu não acreditei), 102 minutos acabou tão rápido que eu queria mais. Ganhador do Oscar 2014 em melhor animação, Frozen envolve uma trama de amor, amizade, aventura e também, por quê não, comédia. 

Acho que eu não sou a pessoa muito certa para escrever sobre esse filme, pois eu já o amava antes mesmo de assistir, foi com o trailer Let it go, que me apaixonei logo de cara. A animação musical é inspirado no conto A Rainha da Neve, mas com várias adaptações. Elsa nasceu com o dom de fazer as coisas congelarem, produzir neve e muitas outras coisas legais, mas esse dom parece mesmo é ser uma maldição, já que a pequenuxa Elsa não consegue controlá-lo, devido a esse descontrole na sua infância ela quase mata sua irmãzinha. Com isso teve-se que tomar medidas drásticas e separar Elsa e Anna para protege-las. Mas após um naufrágio Elsa terá que se tornar rainha de Arendelle, mas no mesmo dia de sua coroação ela condena todo seu reino em um inverno rigoroso, amedrontada ela se exila em um castelo de gelo. Anna e um misterioso homem das montanhas enfrentaram o rigoroso inverno em busca de Elsa para reverterem o inverno em verão. Logo somos tomados por uma aventura eletrizante até quando tudo voltar ao normal e, se voltar né? 



Os projetos gráficos utilizados pela Disney foram de grandes portes para possibilitar uma visão ainda mais real da neve e do tempo refrescante e já não basta esse confronto com a realidade, pois cada cena é riquíssima em detalhes, prendendo ainda mais os olhos do público (são tantos detalhes que não tem como capitar todos assistindo somente uma vez). Acompanhado de uma trilha sonora muito bem escolhida e emocionante Frozen acaba se tornando um filme excelentíssimo em vários aspectos desde valores de amizade à amor. Personagens secundários roubam cenas e deixam tudo mais divertido, além de trabalhar valores atuais (como homossexualidade). Em suma os personagens preenchem os olhos do publico de uma forma inebriante com suas performances musicais ou simplesmente por suas personalidades.

"E os medos que uma vez me controlaram
Não chegam nem perto de mim"
Um filme estritamente recomendado para fãs de animações, apesar do público ser crianças, muitos adolescentes, jovens e até mesmo adultos gostaram e recomendaram o filme. Não perca a oportunidade assistir e, não esquece de vir aqui comentar o que achou em.  

Filme: Hoje eu quero voltar sozinho

5 COMENTÁRIOS
Hoje eu quero voltar sozinho, 2014
Direção: Daniel Ribeiro
Duração: 96 minutos
Avaliação: ★★★★ 
 +GAY  +ROMANCE  +FOFURA 
"Nem todo amor acontece à primeira vista" 
Hoje eu quero voltar sozinho é a longa-metragem baseado no cuta Eu não quero voltar sozinho, já expliquei aqui no blog um pouco sobre ambos e deixei bem visado que eu queria assistir muito, muito mesmo o filme.

Hoje eu quero voltar sozinho, narrado com sensibilidade e humor, apresenta a vida do jovem Leonardo (Guilherme Lobo) na fase da descoberta, puberdade, experiência, mas também em contraposto o mundo de um jovem possuidor de deficiência visual. Ele quer conseguir a própria autonomia e independência - sair das asas dos pais super protetores e poder realizar os próprios sonhos, como viajar para o exterior ou dar o primeiro beijo. Leo está sempre acompanhando de sua melhor amiga Giovana (Tess Amorim), mas com um novo aluno na sala de aula Giovana vai perdendo o seu posto para o recém chegado Gabriel (Audi), que irá despertar sentimentos mais fortes do que amizade.   

As cenas mais fofas do filmes são trilhadas por fundos musicais maravilhosos, uma das cenas mais legais é introduzida ao som de “There´s Too Much Love”, de Belle & Sebastian. O diretor trabalhou bem na trilha sonora, colocando Gabriel com uma perspectiva mais pop e descolocada e Leo como apreciador de música clássica, dessa forma dá para se obter algo mais concreto dos personagens, como suas personalidades ou o psicológico.


O filme dirigido por Daniel Ribeiro é fenômeno mundial e, fico muito feliz, por saber que o cinema brasileiro ganha tamanho destaque no exterior, mas creio que seria impossível tanto sucesso sem a eficácia e vontade dos atores em atuar, em poder tornar tudo tão real; eu não estou falando só por falar, Tess Amorin, Guilherme Lobo e Fabio Audi atuam muito bem, muito bem mesmo, chega a ser tão intrínseco, tão real e gostoso de assistir. Dá para observar nas feições de como os personagens se sentiam ou o que queriam transferir isso para o público, é daquelas atuações que faz você querer assistir o filme um bilhão de vezes seguidas.   


A homossexualidade sempre existiu, mas ainda é algo que espanta muitas pessoas ou causam repulsa de uma forma inexplicável, o longa trouxe o de melhor, mostrando que não é de qualquer forma que acontece, que como o Leo algumas pessoas descobrem com a aproximação de alguém, que ali quando ele se descobre não muda o seu jeito de ser. Daniel Ribeiro capta a realidade de contrapartida do jovem em relação ao mundo a sua volta e como um relacionamento homossexual é banalizado ou mal visto, sempre dando uma leveza e sutilidade a cada instante. 

Um filme super recomendado, para ver com outros olhos a faceta dos gostos ou liberdades. Para compreender que é mais simples do que parece. 
Como faz para devolver um beijo roubado? 

Filme: Doces Encontros

2 COMENTÁRIOS
The Cake Eaters, 2007
Duração: 1h e 26 minutos de duração.
Avaliação: ★★★★★
 +DRAMA  +ROMANCE  +LIÇÕES DE VIDA 
A debilitada adolescente Georgia Kaminski (Kristen Stewart) se aproxima de Beagle Kimbrough (Aaron Stanford), vizinho que trabalha na cantina de seu colégio, e o relacionamento preocupa as duas famílias e revela histórias secretas. 
Doces Encontros era um filme que estava há muito tempo na minha estante para assistir - sim, eu guardo alguns filmes na estante. Duas coisas que me fizeram ficar ansioso com o filme foi ver a atuação de Kristen Stewart antes de Crepúsculo e também o enredo do filme que chama muita, muita atenção.

Quando você se depara com esse filme - por trailer, locadora ou até mesmo em um site como este - você deve pensar que se trata de um romance, amor entre jovens... Doces encontros veio com uma proposta totalmente diferente do que pensamos.



Georgia é uma adolescente linda! Com uma doença genética que afeta toda a parte neuromuscular do seu corpo, com isso ela tem dificuldade para se movimentar e até mesmo falar, mas ela não permite-se ficar deitada ou parada, pois sabe que o tempo é curto. Aos 15 anos de idade ainda tem muita coisa para viver, muito o que conhecer, juntando esses pensamentos com uma garota farta da vida que levava, ela decide se radicalizar, vivendo cada segundo como se fosse o último. 

Juntamente com Beagle e sua motoca velha , Georgia vai descobrir um novo mundo sentada na garupa. Beagle também tem uma vida conturbada, sua mãe faleceu recentemente e seu pai parece o odiar, quando Guy o irmão mais velho de Beagle chega na pequena cidade, revelações familiares acenderão. 


Kristen Stewart é a atração principal, para mim, ela narrou muito bem Georgia, a doença. Notei que aquele jeito estranho de Crepúsculo, as expressões, os jeito que ela mexe as mãos e até mesmo a boca - sim, sou mega ultra observador - ainda prevalecem em praticamente todos os filmes que assisto. Em The Cake Eaters sua performasse foi encantadora e também triste. 


O filme retrata conflitos individuais e também de conflitos familiares. Superação é uma das coisas mais notórias nesse filme, duas famílias irão que descobrir e enfrentar seus maiores medos para começar uma vida nova. Mostrando que todos tem suas próprias buscas e conquistas. Buscando caminhos onde eles podem se sentir completos em descobertas, completar-se no sentimento único e que parece ser inalcançável, a felicidade. 

 
///////// @igormedeiroz