Oi, você deve ter perpebido que o layout mudou. Nos próximos dias algumas alterações aconteceram por aqui, desculpe o transtorno.
Mostrando postagens com marcador #miscelâneas. Mostrar todas as postagens
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Repensando as categorias/tags do blog

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Das coisas que eu mais sinto falta no Blogger é de ter categorias e subcategorias. Há um tempo já não gostava de como estava categorizando as postagens do blog, acabavam sempre indo para o miscelâneas é algo meio geral. Para corrigir isso, vou adicionar categorias/tags no blog em dois tipos: as com # que são categorias-mãe, e as categorias-filhas, que são sem #:

O bom de usar a # é que as categorias já ficam no topo dos marcadores, ficando mais fácil de selecionar


#repertório

  • tevê: essa é uma tag que não escrevo há anos e talvez eventualmente ela suma de vez do blog, porque não gosto de falar tanto sobre filmes ou séries, geralmente escrevo sobre eles em ensaios ou notas semanais e, na página de /tv, também pretendo colocar pequenos comentários.
  • leituras: reúne todas as resenhas feitas no blog, mas também utilizo a tag para criar o meu índice de leituras.
  • música: resenhas de álbuns que estou escutando no momento com as minhas músicas favoritas de cada.
  • lugares: viagens que fui fazendo ao longo dos anos.

#internet & blogs

  • blog: acho que eventualemente vou excluir essa categoria, porque reune basicamente apenas alterações de layout.
  • blogagem coletiva: postagens coletivas com outros blogs.
  • entreblogs: postagens coletivas com outros blogs dos temas do Entreblogs.

#vida & cotidiano

  • me, myself and i: umas postagens muito pessoais de desabafo e autoimagem.
  • now → notas semanais: tinha duas tags que eram basicamente a mesma coisa, aqui reúno as coisas que acontecem na última semana e é o tipo de postagem com mais consistência no blog.
  • receitas: revivi essa tag no último beda com algumas receitinhas de bolo.
  • manifesto

#criação

  • txt: utilizo essa tag mais para criar a página de /txt, em que reúne todos os meus textos mais poéticos.
  • contos
  • criatividade: estimulando a criatividade.
  • ensaios: assuntos que gosto de conversar, são protótipos de ensaios que quero escrever mais a fundo. 
  • arte: coisas que envolve arte, colagens e diy.

#miscelâneas

  • : Essa é uma categoria estrela (literalmente), porque são posts que quero revisitar com alguma frequência, seja para mencionar em outros posts ou apenas para reler.
  • publi: de quando fazia publis, vou manter, vai que... 

Não é bem uma categoria, mas formatos:

  • desafios: pequenos desafios que costumo colocar mensalmente para mim.
  • listas: gosto de criar listas, então concentro tudo aqui; são temas variados, que muitas vezes não se encaixam em apenas uma categoria. A ideia é que os títulos da postagem ajudem a decifrar o post.
  • fotografia: utilizo essa tag para criar a página de fotografia, como portfólio.
Além disso utilizo algumas tags específicas para fazer algumas páginas, como é o caso da /txt, /mundo e /leituras

Eventualmente é questão de ir relendo as postagens, algo que últimamente acho super divertido e ir reorganizando para aquilo que faz sentido. Quero criar uma página como a da Micah em algum futuro.

Ressonância

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Acabei de descobrir esse conceito criado pelo Hartmut Rosa, em que ele descreve a ressonância como algo entre o eu e o mundo, ao que se constrói entre a frequência de ser atingido pelas mudanças das estações, pelas batidas das músicas.

Encontrei uma tradução sobre esse conceito feita por Diogo Silva Corrêa, e resolvi trazer para cá, para que eu possa sempre reler:

Tudo começou faz oito anos no vilarejo em que nasci e em que passo uma parte do ano, chamado Grafenhausen. Da minha casa, eu tenho a vista para as colinas e para os vales que se estendem até os Alpes… Durante a noite, tenho o hábito de passar um tempo na janela aberta do meu quarto para contemplar o mundo e meditar sobre a minha relação com ele. Progressivamente, compreendi que a maneira como eu me relacionava com o mundo e como o mundo se relacionava comigo estava a cada dia um pouco diferente. Por vezes, o céu estava limpo, os passarinhos cantavam e uma temperatura amena acariciava meu rosto; em outras ocasiões, chovia e fazia frio. Mas não era o mundo exterior que mudava: era também a reação, ou a reatividade, de meu espírito e do meu corpo. Passei então a me interrogar sobre o que diferenciava os meus estados de espírito. Quando estou de bom humor, tenho a impressão de que o mundo se abre para mim, que uma miríade de cordas entra em vibração e ressoa, como que me convidando para o mundo. Essas cordas, eu sei, estão ligadas a outrem. Lá fora, meus amigos me esperam, minha família está do meu lado, meus colegas contam comigo. As coisas a serem feitas, os desafios e as aventuras me interpelam. Entre mim e o mundo, eu sinto uma interpenetração ou, para retomar a formulação de Herbert Marcuse, uma “energia libidinal”.

Quando estou de mau humor, essas cordas cessam de ressoar. O mundo exterior não canta mais, ele joga sobre mim um olhar hostil ou indiferente, como se seus contornos não me conferissem mais nenhuma aderência. Como explicar que em um dia o mundo parece cantar e que, no dia seguinte, ele se cala? Um tal contraste não está ligado a eventos extraordinários. Eu tenho várias razões “objetivas” para estar satisfeito ou alegre e mesmo assim o mundo me aparece surdo em suas orelhas; inversamente, eu experimento uma série de inconvenientes e, contudo, os eixos de ressonância se põem a vibrar. Frequentemente, um gesto de reconhecimento ou de desprezo faz a diferença: um velho amigo retoma contato, um desconhecido me sorri, alguém próximo faz-me um testemunho de sua afeição. O contrário é também verdadeiro: eu não recebo a ligação esperada, meu vizinho nem me fala bom dia, uma discussão familiar termina mal. Isso basta para que eu me feche em mim mesmo, ou para que eu me feche para o mundo.

Eu dei-me conta de que, para mim, a música desempenhava um papel decisivo. Quando os eixos de ressonância se abrem, uma melodia flutua sobre os meus lábios e em meu coração. Escutando música, percebo correspondências secretas entre o disco, essa música interior e o mundo exterior. Em meus maus dias, por outro lado, sou capaz de apreciar um disco, mas a música não me toca, ela não faz nenhum eco no mundo exterior. Eis porque me sinto reticente ao compartilhar a tese de meu mentor Axel Honneth, que considera o desejo de reconhecimento social como nosso motor.

Não nos basta sermos amados: nós aspiramos por uma conexão. Nós temos necessidade de entrar em ressonância com outrem, com a natureza, com o nosso trabalho e, como diria Charles Taylor, meu outro mestre na filosofia, com um universo que faça sentido positivamente. Esse fenômeno não remete somente à tradição romântica (cantar e encantar o mundo), mas também ao grande medo da modernidade: mesmo se nós nos tornamos mestres da natureza, o mundo corre sempre o risco de se tornar indiferente a nós. Esse medo, ele se exprime na alienação de Karl Marx, no desencantamento de Max Weber, na reificação de Georg Lukacs, no absurdo de Albert Camus. Trata-se da razão pela qual nós difundimos a música em todos os lugares. Nos transportes, nós colocamos os fones de ouvido para calar um ambiente urbano diante do qual perdemos por completo a esperança de entrar em ressonância. Isso trai a angústia de um mundo silencioso. Nossos ritmos de vida e a aceleração vertiginosa dos modos de interação não nos ajudam a entrar em contato com as cordas de ressonância. Estabelecer e entreter uma ressonância com outrem, mas também com os objetos, o espaço, o trabalho, demanda tempo. Nessa perspectiva, eu me coloquei como objetivo elaborar uma sociologia da ressonância que estuda as condições sociais nas quais o mundo nos fala, ou permanece indiferente a nós.

Texto traduzido do livro Remède à l’accélération. Impressions d’un voyage en Chine et autres textes sur la résonance. Paris, Philosophie Magazine Éditeur, 2018. 

Causos do Tinder 2

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Uma continuação do Causos do Tinder 1, que fiz no último beda e o pessoal pareceu ter gostado de ouvir minhas histórias tristes (e um tanto doidas). Às vezes a gente faz mesmo só pelo plot. Algumas dessas histórias também são do Grindr.

O chato carnívoro

Ele veio aqui em casa. Eu disse, não se importe com a bagunça. Ele disse que não se importaria e que na verdade, eu era a única coisa que ele de fato prestaria atenção. Fofo. Mas que moleque chato à beça. Mesmo que fosse só para fazer brincadeiras gostosas, ainda queremos conhecer a pessoa. Chegamos em algum momento no quesito alimentação e fui falar que tinha uma dieta vegetariana, quase vegana.

"Não, mas eu não consigo viver sem carne", argumentou rígido, como se eu tivesse feito um ataque a 72 minorias. "E o que você come, mato? Vegetais?"

"Vegetais, claro, tofu, arroz, feijão, tudo menos carne", respondi como já respondi um milhão de pessoas.

"Mas e a proteína?", perguntou. Eu juro que não consigo entender a fixação das pessoas com proteína, porque elas estão tão preocupadas com a quantidade de proteína que eu como?

"Depende, leguminosas têm muit..."

"É que eu amo carne mesmo, uma picanha bem assadinha com filete de gordura", ele me cortou.

E eu vi que ali já tinha ido com Deus, muito tempo falando sobre comida e menos tempo se comendo. Me disse que, na verdade, nunca tinha comido tofu, que não sabia o gosto. 

Fico imaginando estas pessoas que têm um pensamento e paladar tão infantil que vêm discutir a respeito de alimentação como se o fato de eu escolher não comer carne fosse uma questão de "eu me sobressair" como melhor ou que simplesmente estou atacando. A minha sorte é que ele não podia ficar tanto, saiu de casa e me deu um selinho dizendo: "a gente daria super certo". Gente? Delulu.


Xixi (+18)

Descobri o significado do⚡ no Grindr da pior maneira, a empírica. Era Barcelona, há alguns anos atrás, e lembro de ter acordado com uma vontade de fazer brincadeiras gostosas e perto da casa que estava ficando com amigos, tinha um casal que estava online e trocamos algumas mensagens. Marcamos para ali 30 minutos, o tempo de sair de cama, escovar os dentes e tomar um banho.

Quem marca algo desse gênero às 09h da manhã? Quem garante que a pessoa, nesse caso, as pessoas também vão fazer o mesmo? Enfim. 

Cheguei no apartamento e os moços já estavam de cueca. "Pode tirar o sapato e deixar aqui", ele perguntou, é uma cultura muito europeia de apartamento tirar os sapatos assim que entra. "Claro", respondi. 

E logo na entrada ele me apresentou para o marido, "esse é o meu marido H. e aquele é o M.".

M?

Eu não estava esperando por um M.

"E ali está o pó da alegria, camisinhas e lubrificante", a mesa com uma caixa enorme de camisinhas, um pote de lubrificante que duraria 10 anos pelo tamanho e várias carreirinhas brancas na mesa.

"Não obrigado", eu disse para as drogas, "peguei duas camisinhas". E então H e M começaram a se beijar e meu tesão já tinha ido com Deus, não sabia muito o que fazer, H e M foram para o banheiro e os segui.

"Quer mijar em mim?", M perguntou.

"Hmm, tá", eu respondi.

O que é um peido para quem já está cagado?

E mijei no homem. Eu nem gosto dessas coisas. 

"Quer tomar um banho juntos?", me perguntaram.

"Não obrigado", me recusei a entrar naquela banheira cheia de xixi.

Voltei para sala e estava o anfitrião assistindo um filmezinho, para minha sorte a desculpa perfeita para ir embora é só fazer o que tinha que ser feito e ir embora. Gozar é sempre uma ótima desculpa para acabar algo meio merda.

Voltei para casa, tomei um banho longo, fiquei na cama até os meus amigos acordarem.  Fingi que nada aconteceu, me recusava também a acreditar. Ah, o diabo do ⚡significa estar sob efeito de drogas.


Antes do Amanhecer

(Como no filme)

Nem todas as histórias foram ruins. Conheci D. numa sexta-feira, o telefone vibrou com uma mensagem dele dizendo que era o último dia dele em Lisboa e perguntou se tinha algum bar para recomendar, lembro de ter recomendado o finado Bar Mais Triste da Cidade, que era lindo, música ao vivo, era uma boa experiência para uma despedida. 

"Você gostaria de me acompanhar? Caso esteja livre", disse ele em inglês.

"Claro, vamos lá, estou livre a partir das 18h", eu respondi.

Marcamos de se encontrar às 19h no cais e irmos andando para o bar.

Quando eu cheguei, lembro de tê-lo visto e pensado: "não tenho roupas apropriadas para isso". Era um rapaz muito bonito e estiloso, fiquei encantada, mas também acredito que fiquei com esse sentimento de "menos" porque o meu inglês nem era tão bom assim. Compramos duas cervejas por ali no cais e deixei que falasse sobre as suas aventuras por Lisboa, que estava viajando com amigos e aquele era seu último dia e estava sozinho porque os amigos já tinham voltado para Praga.

"Então você é tcheco?", perguntei

"É uma história complicada...", contou dizendo que morava em Praga há vários anos, que morou com a namorada, que na verdade ele é de algum país dos Bálcãs. 

Lembro que essa noite durou cerca de dias, mas ao mesmo tempo durou segundos. Fomos ao Bar. E ele disse "estou um pouco nervoso, esse é o meu primeiro date com um homem". E me contou como tinha terminado o relacionamento recentemente mas que estava experimentando outras coisas, não sabia se identificava muito como bi, mas que gostava de pessoas diferentemente. Também falou sobre as suas músicas favoritas, sempre chegando muito perto do meu rosto, mas acredito que era porque a música estava meio alta e o local também meio pequeno.

O bar mais triste estava quase fechando, para, é claro, a nossa tristeza. Pagamos os drinks, um xixi antes de sair. Descemos a ruazinha, meio alegrinhos do álcool, meio tensão no ar. E naquela altura eu já não esperava um homem bonito daqueles me beijar, pelo menos a conversa tinha sido interessante...

Até ele me puxar num canto e me beijar (?). "Bem, eu não estava esperando por isso..." eu disse. E ele disse "eu não aguentava mais esperar por isso lá dentro". E então a noite se afundou nesses amassos, conversas, pernas em cima uma das outras. A escuridão que abraçava esse amor de poucas horas, em que D. podia ser quem ele queria ser e eu podia ser embalado por aquelas palavras até o amanhecer.

"Sabe, acho que está na hora de ir, meu voo é daqui a 3 horas", disse que precisava arrumar a mala ainda. "Claro, claro... que chato", eu assenti.

Trocamos números, um beijo demorado e um abraço antes dele voltar para o hostel. Cheguei em casa às 05h da manhã. 

Três dias depois o celular apitou com um: "oi". 

Treze de agosto de 2026

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07h30 — acordei com Adele lambendo a minha mão, mas voltei a dormir.

08h07 — acordei de verdade, levei adele para passear e voltei direto para cozinha para preparar o café da manhã.

09h11 — vi que estava atrasado para o trabalho, porque fiquei lendo "uma cidade nas nuvens".

10h09 — traçando um plano para finalizar a escrita do "saudades".


11h12 — resolvendo coisas do trabalho, tentando focar. Preciso pegar nesse projeot que ficou parado há mais de dois meses.

12h00 — fui deixar uma encomenda e também fui na academia, fiquei tonto, acho que a pressão abaixo e voltei para casa, mas antes passei no mercado. Comprei alface, ovos e uma água com eletródos.

13h40 — preguiça de fazer almoço, fiz cuscuz no microondas e fritei três ovos. Dei um pouco de ovo para Adele.

16h28 — trabalhando, mas a que custo. A empresa trocou o sistema, agora está mil vezes mais chato de se fazer as coisas. Ainda mais que estou com uma tela pequenina.

15h27 — trabalha, sua vagabu*d# trabalha.

18h30 — fui tomar um café com A. Tentando fazer novas amizades aqui no Porto, foi divertido, ele já me disse de vários lugares para ir.

20h00 — voltando para casa porque queria passear com adele e também arrumar o quartinho da bagunça. Só fiz o primeiro, porque depois do passeio só me sobrou energia para assistir um pouco de X-Men '97 e dormir na metade do episódio.



Arrumações & Organização

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Acordei pensando em limpeza, escrevi duas páginas só falando sobre o quando me sinto desanimado com essa bagunça que a casa se encontra. Tudo bem que eu acabei de voltar de viagem, mas...

Desde que me mudei, a casa está em uma constante bagunça e continuo ignorando a existência dessa bagunça. O problema é que com o passar dos dias isso também começa a me afetar mentalmente. Sei que não sou a pessoa mais organizada do mundo e sei que preciso encontrar maneiras de tornar a minha vida um pouco mais fácil, preciso de pequenos gatilhos e rotinas para me ajudar a manter a casa um pouco mais organizada.

Me pego várias vezes do dia pensando em como eu preciso organizar aquilo ou aquilo outro, mas na hora que de fato eu preciso fazer, não tenho energia ou prefiro ficar fazendo outras coisas. Limpar, arrumar e organizar é chato. Porém é ótimo ficar em um lugar cheirosinho, arrumadinho e limpinho.

Também acontece que a casa em si não tem muitos móveis, as coisas ficam mesmo jogadas em todos os cantos, porque não tenho onde guardar. Definitavamente vou voltar com a ideia de apenas enfiar toda a bagunça no quartinho e ir tirando de lá apenas quando as coisas tiverem mesmo um canto na casa.

Me distraio muito fácil, mas consegui organizar a sala, a entrada e o armário do banheiro (que estava um caos com tantos produtos jogados de qualquer jeito). Preciso tomar o cuidado de não ir comprando mais coisas que já tenho, por exemplo, vi que tenho mais de 4 cremes para o corpo, porque além de não ter muito espaço um produto ou outro acaba sempre estragando (dinheiro no lixo).

Coisas que eu quero tentar nos próximos dias:
  • Sujou, limpou.
  • Sprints pequenos durante o dia para organizar um cômodo.
  • Dias específicos para certas atividades, como lavar roupa.
  • Manhãs e noites com rotininhas curtas de organização.
  • Encontrar um lugar para cada coisa em casa, o que não tiver lugar, bem, rua! 

Página de Teste

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Se eu tivesse chorado mais

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 Se não tivesse sido podado ainda aos cinco anos de idade, de que homens não podem chorar ou não devem ser emotivos, onde eu estaria? Onde teriam chegado, que novos sentimentos e caminhos teriam sido explorados?

Sinto que aprendi, como quase toda criança que cresce em meio a adultos, a trabalhar muito essa performance de saber o que está fazendo, ter que crescer antes do tempo. Engolir o choro, homem não chora. Esse fuzuê, barulho, joelho ralado eram de algum modo incômodos. 

Sinto que minha delicadeza, sentimentalismo, feminilidade foram engolidos e nunca mais consegui encontrar, como quem engole a chave de um diário para que ninguém consiga abrir e ler as verdades que estão ali. Espero um dia saber se toda essa fachada de não sentir o mundo vai passar, que eu volte com os olhos marejados para as minhas conquistas e para as conquistas dos meus amigos, que eu chore de saudade, de coração partido, de felicidade, de um filme bobo na sessão da tarde.

Claro, agora que sou adulto, pago as minhas contas e ainda sobre dinheiro; você me pergunta e por que não faz terapia para resolver isso? E eu faço. Faço terapia, há anos, para tentar sentir o mundo, sentir de verdade, me comover, fazer parte. Para conseguir ter uma reação aos meus amigos quando eles me surpreendem com um presente que eu adorei, quando consigo uma promoção no trabalho, etc.

E não chorar foi para outros campos, esconder qualquer sentimento se tornou fácil e, eu, perito. Achava que estava ganhando nesse jogo da vida, dizendo para mim mesmo que pelo menos não saía machucado. Só quando percebi que não tinha mais como me machucar quando eu já não me permitia mais sentir, não me permitia ser machucado e levar uma vida assim, sem deixar ser trespassado, é como morrer em vida. E teve muito tempo em que sentia que apenas flutuava entre os dias. 

Conto aos meus amigos que é difícil chorar, no começo parecia algo a se orgulhar, hoje só parece algo meio triste, como um ser humano não pode ser uma coisa tão simples, que é a primeira coisa que se faz quando se nasce: chorar para expandir os pulmões com ar. Chorar é expandir e também é esse caminho de volta para si, para as origens. 

Tento não culpar os meus pais, porque possivelmente foram os pais deles que disseram que eles não podiam chorar, talvez sem o choro e o melodrama a gente tenha a sensação de saber o que está fazendo, talvez, só talvez, eles achavam que estavam preparando um menino para o mundo, menino não, um homem. Forte. Impenetrável. 

Rockzinho

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Tem dias que, desculpe divas pop, apenas um rockzinho pesado pode liberar o ódio do meu coração (ou me fazer trabalhar sem querer matar um).

Html & Feitiços

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A matéria de Programação na faculdade me renderam alguns traumas. Eu tinha realmente um professor muito ruim, ele não falava daquilo com vontade e também não me deixava com muita vontade de aprender, muito diferente do meu professor de C#.

Esse professor de C#, matéria que eu fiz 3 módulos para no final construir um sisteminha em tela preta, falava daquilo com tanta paixão que eu até sentia uma vontade de fazer as coisas funcionar, mas de fato eu odiava aquela matéria porque parecia meio inútil, meio sem graça.

Essas duas experiências na faculdade me afastaram muito da questão da programação em si, fiz algumas poucas coisinhas em javascript para os trabalhos que foram aparecendo durante meu percurso profissional. Mas programação mesmo? Nunca foi uma coisa que imaginei que trabalharia, agora doze anos depois de trabalhando como analista de dados/desenvolvimento de dashboard sinto uma vontade de sair disso e conhecer novos problemas. Já tem um tempo que fico pensando em partir para programação (front-end), as coisas ficaram muito mais fáceis com IA e acho que consigo fazer site bonitinhos.

É meio mágico poder fazer, literalmente, qualquer coisa num site. Desde brilhinhos ao mover o mouse, como integrar com excel e json e muitas outras coisas. Codar alguns códigos para o Entreblogs me lembrou de um Igor adolescente que ficava horas & horas escrevendo html e css para fazer um layoutzinho bonitinho, lembrei que, na verdade, eu gostava bastante de fazer isso.

Tab limiter

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Adicionei ao meu navegador uma extensão de tab limiter, para ter apenas uma aba aberta por vez. Meu Deus. É muito difícil. Mas eu acho que isso vai ajudar com essa coisa de querer assistir um vídeo, ouvir música, ler uma newsletter e trabalhar, tudo ao mesmo tempo. Vamos forçar não ser mais tanto multitasking.

Fingindo que não é comigo

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Engraçado como uma casa funcional necessita de tantos detalhes que a gente não percebe, para comer uma simples refeição, precisa de talheres e pratos. Mas para fazer a refeição você precisa de muito mais coisas. Tenho penado em ir no mercado e não lembrar que não tenho determinados itens ainda.

Finalmente parece que as obras terminaram, dias muito estressantes foram esses, agora entra uma nova etapa que é: desencaixotar todas as coisas. Mas o que estou pensando mesmo é em colocar todas as caixas no quarto de visitas, carinhosamente apelidado como quartinho da Sia, e fingir que não é comigo. O que os olhos não vê, nem coração nem alma sente.

Sexta-feira a noite e eu só quero o que todo jovem quer: encontrar com os amigos e beber até 06h da manhã colocar uma série gostosinha cozy (Desperate Housewives), comer um negocinho gostoso e dormir na metade de algum episódio.

* * *

Três dias depois e as caixas da cozinha já estão no lixo, fiz um bom trabalho, mas ainda preciso tirar algumas das vasilhas que não quero mais, já que comprei novas de vidro. O quartinho está ainda mais bagunçado, porque preciso de roupas e vou abrindo as caixas e mudando de lugar toda vez que vou sair de casa. Uma luta. Preciso de armários o quanto antes.

Tenho talheres e posso fazer uma refeição como se deve - e acredite, ter talheres pode mudar completamente a experiência da comida.

Evitei o dia todo olhar para a bagunça da casa, fazendo o mínimo do mínimo. Me ocupei com outras coisas, mas tinha colocado como meta que hoje era dia de arrumar as roupas no pequeno gaveteiro que eu tenho comigo - pelo menos por enquanto arrumar com roupas essenciais e não ter que abrir 20 caixas a procura de um par de meias ou cuecas.

Amanhã, o Igor do futuro, resolve.

Adolescentes

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Meu irmão mais novo me mandou uma foto dele e de uma menina abraçados numa festa junina, com a legenda "olha sua cunhada". Como assim já não é mais um bebê?

SOS

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Mandando mensagem pro J. sobre não querer dormir em casa, não acho que ainda esteja preparado para dormir numa casa com novos cantos. Pegando o metrô às 23h de volta para a casa dele, que os novos desafios fiquem para amanhã.

Salsichas 🌭

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Jogando Split Fiction com J. e somos duas salsichas.

Mas antes disso eramos porcos que peidam arco-íris:

Dia nº 1

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Coisas que ninguém te conta sobre reformas é que elas são muito estressantes. Depois ousam dizer que dinheiro não traz felicidade, pois eu seria muito feliz pagando uma pessoa para fazer toda a obra ~ se eu tivesse dinheiro, claro! Mas é como naquele vídeo em que a moça diz quando bate o carro: só quem bate um carro é quem tem um carro 🫰


Boas-vindas

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Primeiro dia morando no Porto: nublado.

Preciso parar de se fofo

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Um lembrete para mim mesmo para parar de ser trouxa, porque eu sempre deixo as pessoas confortáveis, penso sempre no que é melhor para elas e semore vou com mensagens suaves. Às vezes devia fazer como o Gui, meter o louco.

o excesso de informações gera paralisia.

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Dramas Familiares

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Estou lendo não um, mas dois livros italianos de drama familiar. Também assistindo série de drama familiar. A esse ponto confundindo todas as histórias.

VPN

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Trabalho numa empresa que preciso conectar a VPN todos os dias, eu nunca vi um serviço tão ruim, às vezes demoro quase uma hora para conseguir me conectar a uma simples VPN - isso que a aplicação não dizer que minha senha está errada (quando é uma senha salva no próprio app). Já me estressa na primeira hora de trabalho.
 
///////// @igormedeiroz