Fahrenheit 451
Ray Bradbury
Globo livros
223 páginas
★★★★
O romance apresenta um futuro onde todos os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas anti-sociais e hedonistas, e o pensamento crítico é suprimido. O personagem central Guy Montag, trabalha como “bombeiro”(o que na história significa “queimador de livro”). Uma versão do filme foi lançado em 1966, e se prevê uma segunda versão do filme para 2008. No mínimo duas dramatizações foram transmitidas pela BBC Radio 4, ambas seguiram fielmente ao livro.Através dos anos, o romance foi submetido à várias interpretações primeiramente focadas na queima de livros pela supressão de idéias dissidentes. Bradbury havia declarado que o romance não trata de censura, ele declara que Fahrenheit 451 é uma história sobre como a televisão destrói o interesse na leitura.ㅤㅤㅤㅤㅤ
Pensem em bombeiros: O que pensaram? Água? Acabar com fogo? Salvar vidas?
Não é isso que os bombeiros fazem no livro.
Eu não tinha expectativa nenhuma sobre o livro, nem sabia que ele existia. Mas quando vi uma amiga postando em uma caixinha de correio sobre o filme, e falando um pouquinho dele. Eu fiquei meio, amh, curioso. Lá estou eu passeando na biblioteca até qie acho a pratileira Ray Bradbury, olhei umas duas vezes, quando vi lá Fahrenheit 451! Pirei, falei vou levar vou levar! E não deu outra peguei o livro. Quando me viram com esse livro me chamaram de nerd (só por causa do titulo do livro). Significado do titulo é que o número 451 refere-se à temperatura (em Fahrenheit) a qual o papel ou o livro incendeia.
Eu chorei no livro, af. Eu sempre choro. Me apeguei a uma das personagens, Clarisse. Não sei se foi pelo fato dela ser carismatica ou dela ser doida. Mas eu amei ela, tipo não fala nada com nada (me descreveu). Depois que ela "desaparece" o livro perdeu a graça pra mim, li tudinho. Lá no finalzinho, bem no finalzinho. O autor decide mudar um pouco a história, mas eu amei, apaixonei pelo livro. Vamos lá no que interessa!
“Encha as pessoas com dados incombustíveis, entupa-as tanto com ‘fatos’ que elas se sintam empanturradas, mas absolutamente ‘brilhantes’ quanto a informações. Assim, elas imaginarão que estão pensando, terão uma sensação de movimento sem sair do lugar. E ficarão felizes, porque fatos dessa ordem não mudam.”
Todos os dias iguais, chegar em casa de madrugada ver sua mulher deitada. Sem amor, sem convivência. Guy Montag levava sua vida sempre igual, tudo do mesmo jeito. Até que encontra Clarisse (minha diva) com isso eles tem uma conversa, sobre livros, sobre a vida, as pessoas, sobre tudo. É ela quem o chama para sua verdadeira vocação e através de um simples “por quê?” – uma semente de dúvida na consciência – que nosso herói começa a questionar-se e a partir daí dá origem à sua jornada. Após isso Guy passa a pensar nos livros que tanto queimou, das pessoas teve que matar. O que havia de tão ruim em livros? Porque não podemos ler? Quais os segredos?
Com o desaparecimento de sua amiga Montag passa a se dedicar mais nos livros, roubando. Ele não queria mais fazer as pessoas sofrerem. Ele não queria mais queimar. Depois da vários roubos, ele foi descoberto. A partir disso começou a ser procurado, pelo estado. Corria muito perigo, sua vida estava em risco. E só ele cabia matar para viver.
Outro personamge que eu amei além de Clarisse, foi Faber, um senhor que atua como voz da consciência para o personagem central, e todas as pessoas-livro da terceira parte. Numa sociedade onde livros foram banidos, o meio encontrado pelos contestadores foi guardá-los na memória; cada pessoa guardava uma obra, logo, era uma obra.
Fahrenheit 451 despede-se com aquele ar otimista sobrecitado. Assim como os livros queimados renasciam pelo amor dos leitores, uma sociedade em chamas pode renascer do amor por um mundo melhor.
Trailer: O gráfico e audio não são tão bons, pelo fato de ser antigo. Porém livros nunca ficam velho (minha teória). Mas vai te fazer ficar um pouquinho curioso.