Nunca aprendi como deveria reagir,
Sem os teus esforços, nunca soube o que seria,
Nunca aprendi como deveria amar, te amar
Queria que os dias fossem outros,
Que os filmes que escolhidos locadora da esquina fossem eternos e nunca acabassem depois dos créditos,
Os pastéis oleosos com refrigerante na feira sábado de manhã,
As viagens no banco de trás ouvindo as suas músicas favoritas.
Quando deixou eu escolher a cor do meu quarto, pela primeira vez.
Com os anos,
Acabei-me tornando este homem sem as tuas raízes para me segurarem;
A âncora que desancorava longe do ninho, por ondas fortes demais,
Gosto dessas asas e do vento que me abraça, livre
Queria que aqueles dias fossem suficientes para que ainda restasse algo,
Que eu soubesse como agir, como amar
Que eu ainda lembrasse como te chamar, de pai.
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