Resenha: "Never sky: Sob o céu do nunca" de Veronica Rossi

25 de abr. de 2013
Autor: Veronica Rossi
Editora: Prumo, 2013
Páginas: 248
Avaliação: Favorito! 
Série: Never Sky, volume 01. 

Muitos discordam de mim, mas me apaixonei pelo livro somente pela capa. Porém quando comecei a ler, meu conceito de que só a capa me encantava mudou completamente e foi isso que fez-me gostar do primeiro livro da série, uma escrita gostosa, fácil e comprometedora. Faz tempo que não leio distopias tão boas assim. A nova história distópica com um novo planeta fantástico. Com personagens, enredo e romance entretedor. A única coisa que aconteceu comigo foi: não parar de ler, acho que o mesmo aconteceria com você ou qualquer outro leitor.

Ária habita um lugar chamado Quimera, uma espécie de núcleo que protege  contra grandes tempestades de Éter, essas tempestades são capazes de destruir tudo e fazer churrasquinhos humanos. Como ninguém pode sair da redoma, foi criado um aparelho, o "Olho Mágico" que permite viajar pelos Reinos que são virtuais, onde  é melhor que a vida real, sem dor e sofrimento. Ela nunca imaginou estar fora da proteção de Quimera, após não ter mais notícias sobre sua mãe fica evidente que sua mãe, Lumina, esteja desaparecida, Ária está disposta a buscar por respostas que trarão terríveis consequências, uma delas sendo expulsa de seu lar e obrigada a viver no mundo além das paredes do núcleo. 

Contrário ao conforto cedido pelos Reinos virtuais e fora dos núcleos protetores, existem tribos de Selvagens, algumas dessas tribos são canibais. Daí surge e conhecemos o segundo personagem do enredo, Peregrine, um homem das "cavernas", tudo bem, não é um homem das cavernas é mais para um Selvagem, como o Tarzan (mas ele não usa tanguinha). Tudo estava tranquilo até o momento que ele decide salvar uma "Ocupante", Ária, que nunca deveria ter saído para fora dos núcleos. Perry verá seu sobrinho sendo raptado e pretende enfrentar todas as tempestades de Éter para salvar o garoto. 

Uma está banida de seu lar. O outro está a procura de uma criança. Ao se encontrarem Ária e Perry, percebem eles serão a única chance de se manterem vivos, ambos procuram por alguém e precisam seguir na mesma direção. Para salvar as pessoas que mais amam eles terão que se juntar, aliados, amigos. Durante todo o trajeto muitas coisas irão vir, ir, ficar. O que será que acontece nesse intervalo de tempo? 

O livro tem muito mais surpresas a desvendar – da qual não falarei, até porque é uma surpresa que o leitor tem que ter –. Quando peguei o livro quase não parei, aliás não parei,  Veronica aborda a convivência, a luta de Ária & Perry para aceitar um ao outro e para salvar as pessoas que amam. Essa essência, essa construção que a autora usou para entrelaçar todo o contexto foi algo perfeito. Acabo até pensando que é um livro melhor que Jogos Vorazes, quanto a isso ainda estou em dúvida. 

Narrado em terceira pessoa os capítulos se intercalam entre as atitudes de Ária e Peregrine.  Entre os capítulos  atitudes, cenas, os lugares são bem construídos. Os personagens por si, contém sua própria essência e constituídos de personalidade única. Ao desenvolver conhece-se novos personagens, mas o enfoque principal a dupla que já falei. Veja o trabalho de Editora Prumo e a divisão dos capítulos:


Outra coisa a destacar é a dosagem, Veronica ela incorporou toda uma estrutura, que pode-se dizer, certa. É como se não fosse daquela forma não teria graça, ela deixa você curioso para o fim. Algumas pessoas acharam o livro no começo um tanto quanto confuso. Mas eu não achei, muito pelo contrário, um leitura fácil e dinâmica. A dica que tenho é: não tente entender tudo de uma vez, durante todo interlaço das páginas será explicado, "tudo tem seu tempo". Encantado com a construção da história. O uso de criatividade, originalidade só tende a surpreender o leitor. Mais que recomendado? Sim!


Trilogia Never Sky:
- Under the Never Sky, 01.
- Through the Ever Night, 02.
- Roar and Liv, 03 (a parte). 
 
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