Oi, você deve ter perpebido que o layout mudou. Nos próximos dias algumas alterações aconteceram por aqui, desculpe o transtorno.

tudo novo de novo

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eu sei que não é nenhuma novidade, mesmo. são mais de seis anos dentro desse espaço blogosférico, compartilhando umas fotos aqui, uns textos ali, uns reviews. e muita coisa mudou de lá para cá, o blog mudou de nomes várias vezes e até hoje algumas pessoas me conhecem através do sete coisas.



meu jeito de escrever, o modo como me posiciono e olho o mundo, as pessoas. as novas experiências. e eu sinto (sempre senti) que preciso colocar tudo em um espaço para que um dia, como hoje, eu possa vir e reviver viagens, pensamentos e umas neuras. resolvi abrir esse espaço, um espaço meu dentro desse mundo de louco que a internet é.

eu queria muito falar sobre o blog esse blog falará, mas não há nenhum feito pré-definido, apenas quero compartilhar umas experiências que tiro da vida de adulto, de relacionamentos e de gente como a gente.

segue, vai ser legal.
até maix,

Casa que se constrói aos pouquinhos

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Começar uma casa é precisa de paciência, porque você faz isso aos pouquinhos, vocês não tem quase nada e logo percebe o quanto tem que gastar nos primeiros dias. Por exemplo, para fazer café, você precisa inicialmente de uma panela, depois o pó de café e para coar você precisa de um coador. Não tínhamos xícaras. Bebemos em copos grandes mesmo, que ficam guardados dentro da geladeira. Explico:

Temos uma geladeira, mas não temos armário. Então todas as coisas acabam ficando estocadas dentro da geladeira, porque não temos espaço para colocar tudo o que temos - dois pratos, duas panelas e alguns copos - em cima do balcão que divide a cozinha da sala.

No quarto, graças a deusa, já temos um guarda-roupa planejado - o que permitiu que todas as nossas coisas ficassem guardadinhas lá dentro, misturadas, mas guardadinhas. Do outro do lado do quarto ficaria a cama, que não entrou no quarto de nenhuma forma após subirmos com ela pelas escadas até o segundo andar - dormimos uma semana com o colchão no chão e quando já estávamos acostumados conseguindo trocar a base e o  trambolho que estava na sala foi embora. O sentimento que senti foi: alívio.

A sala nos primeiros dias era o verdadeiro entulho, móveis jogados por todos os lados, roupas e sapatos pelo chão. Caramela, nossa hamster, fazendo a festa e as roupas molhadas secando no pequeno varal e molhando todo o chão da cozinha. Foi difícil, mas foi incrível arrumar aquilo e colocar cada coisa no seu lugar temporário (até darmos a nossa cara para esse espacinho que já é tão nosso).


Por hora descobrindo como é gostoso arrumar o que é nosso. E é mais gostoso compartilhar isso com as pessoas.

E para todos que já entraram na nossa pequena casa, desejaram boas energias, emprestaram móveis e principalmente aqueles que ajudaram na mudança (pais & avôs) merecem os nossos agradecimentos.

Até loguinho.
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Que desanimo

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Fazer as coisas com outras pessoas tem se tornado estritamente cansativo, tem interferido na minha autoestima. Parece que todo o esforço e todo o planejamento não é olhado por outras pessoas. Cada dia que passa parece que os projetos que idealizei ficam mais longes e acabo desistindo deles porque todos aqueles que se comprometeram de alguma forma acabam também se afastando por algum motivo - ou excesso de coisas para fazer ou simplesmente a procrastinação.

Você ter que implorar para as pessoas te ajudarem em algo que elas dizem que fariam com você é desgastante. É desgastante seus sonhos nunca saírem do papel porque você planejou fazer isso com outras pessoas, é nesses momentos que a gente acaba se afastando das pessoas, porque elas não percebem o quão injusto é não fazer a parte delas. Nem se dar o mínimo de esforço de responder uma mensagem - e não é por falta de tempo, todo mundo hoje em dia usa o celular como uma terceira mão.

Então vamos adiando para amanhã, depois de amanhã, semana que vem e assim lá se vão semanas e meses daquelas coisas que ficaram no papel e talvez nem façam mais sentido. E você tem que se manter disposto 24 horas, tem que mudar todos os seus planos e abrir mão de algumas coisas por causa das outras pessoas, por pessoas que você gosta.  E não é fácil acordar todos os dias e pegar horas dentro do ônibus, fazer freelas, estudar no tempo hábil, relaxar, fazer exercício físico, acompanhar série ou assistir um filme. 

A gente acaba se entregando numa rotina que criamos na nossa cabeça de que "tudo é tão complicado", que vamos sonegando nossos sonhos, vontades. Vamos morrendo e também matando os sonhos das pessoas que são próximas a nós. Estou desanimado em poupar os meus objetivos e sonhos por causa de outras pessoas, porque elas estão tão complicadas com os próprios problemas, que eu sempre tenho que compreender todos os lados, mas ninguém pode compreender o meu.

Espero que eu consiga converter todo esse desanimo que agora sinto para uma força maior, para um estimulo e vontade.

Uma passadinha em São Paulo antes...

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Programei uma viagem com mais ou menos 8 meses de antecedência com meu namorado, uma viagem internacional que decidimos que iríamos fazer após tomar uma garrafa inteira de um vinho rosê e um fondue de queijo (do qual sinto muitas saudades), nosso diálogo foi bem assim:

- vamos fazer uma viagem?
- sim, para onde?
- que tal pro chile?

E assim compramos as passagens de Brasília para São Paulo e de São Paulo para Santiago. Nunca vou esquecer no outro dia, ambos sóbrios meio não acreditando e meio felizes por fazer uma viagem juntos e internacional. Decidi fazer um diário de viagem com as fotos que fiz e vou postar todas as fotinhas aqui, pois era o único lugar em que me senti confortável em realmente postar.

Ficamos cerca de dois dias em São Paulo, para visitar os lugares que ainda não conhecíamos e também para ir ao show da princesinha do indie Aurora. depois de dois dias faríamos a cruzada de fronteiras para entrar no território chileno.

Pinacoteca


Tokyo 東 京


No último dia em SP, encontrei um amigo que conhecia há anos pela internet, o Lucas. Ele nos levou no Tokyo um barzinho incrível de cinco andares, cada um mais divertido que o outro, que rendeu algumas fotos:


No próximo post irei falar um pouquinho mais de São Paulo e aí partiremos sobre o tour que fiz pelas três cidades do Chile!

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Umas fotinhas que fiz em um encontro em brasília uns dias atrás, percebi que não me identifico com alguns tipos de fotografia, acho que agora estou identificando meu estilo fotográfico. o que de certo modo é muito bom, chegou o momento de encontrar pessoas que topem das ideias malucas para que eu possa montar um portfólio.

Me sentir livre

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qualquer dia desses a gente sai,
por ai para fazer algumas fotos,
registrar alguns momentos
antes da chuva forte,
ainda quando há o sol brilhando nossos olhos
ainda quando não estamos enrolados no cobertor
qualquer dia desses a gente anda por aí,
como turistas, nessa cidade de concreto
encontramos pedaços verdes
nos conectamos com o que nós somos
ainda quando há o sol brilhando nossos olhos
ainda quando não estamos com as colheres no brigadeiro de panela.

a chuva que permeia o sol, se chama, se não casamento de espanhol.
se não, de viúva.

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1. café novo na cidade, o Koppe.
2. detalhes ds coisas feitas no cadjui.
3. japonês rebuscado com mozão.
4. ensaio dentro do supermercado.
5. amores da minha vida me esperando enquanto trabalho.
6. verdinhos dentro dos lugares.
7. expresso gostosinho.

veja também Lucas, Renata, Luly e Maíra.

Era

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eu costumava olhar para os seus olhos nos dias mais escuros, quando me faltava ar eu podia sentir seus braços me puxando das sombras, conseguia tranquilizar a minha respiração com o ruído uníssono da sua. mas hoje só me falta chão e eu quero estar dentro da escuridão, me senti perdido, quando suas atitudes comprovou as minhas dúvidas. e doeu.

doeu muito mais vezes do que você me salvou até aqui, doeu porque dei-me a liberdade de me amar por seus abraços, por causa dos seus beijos eu me abri. me abri para que pudesse me machucar, essa dor mostra o quão estou vivo e disposto a amar qualquer um, qualquer um que seja capaz de me machucar.

não que eu ame a dor, contrário disso, amo de fato a tentativa de fazer isso dar certo, amo a doação e a sinceridade de um para o outro, amo as palavras. mas nem sempre elas são suficientes, elas são capazes de esconder muitas coisas dentro de nós.

eu queria saber suas intervenções. queria que aqui dentro não fosse só mais uma negação. queria que fosse verídico. queria que fosse você nesse tanto tentativas que já tive ate agora. você era o meu hoje. e meu amanhã. e depois. e depois.

era.

dois mil e dezoito

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Nos últimos dias do ano gosto de ficar um pouco sozinho pra refletir o que aconteceu nos últimos 350 dias, se as metas foram cumpridas, se as expectativas foram excedidas, se todas as pessoas que entraram (e saíram) da minha vida acrescentou algo, se os meus valores ainda são os mesmos.



//muitas lágrimas
Esse foi um ano que chorei muito, não de suma lágrimas tristes, a maioria das vezes que chorei foi devido estar escrevendo algum texto sentimento para alguém que eu amo muito, um dos choros foi na minha primeira viagem sozinho (nesse caso, sem meus pais), no momento em que cheguei em Brasília vindo do Rio, me debulhei em lágrimas, por gratidão e uma felicidade inexplicável de que a vida é maravilhosa se a gente faz o que gosta, se compartilhamos coisas boas com quem amamos. 

//voltando a escrever
Lá pra meados do tcc entrei num período de bloqueio criativo, cheguei a dar um fim no antigo blog, voltei a escrever no bloco de notas e senti falta de postar em algum lugar, então voltei, com o rabo entre as pernas, falando sobre amor, pessoalidades, resumos mensais e umas coisas que precisava externar. Espero que me profissionalize mais na escrita, sinto que quando escrevo sobre mim e sobre meus sentimentos é o modo como consigo me conhecer e me observar, mesmo com erros ortográficos.


(uma lista não cronológica de coisas que me aconteceram)

//viagens e aventuras 
Conheci a Chapada dos Veadeiros e meu ano começou energicamente positivo, renovado (postei vários #tbt durante o ano). Fui durante um final de semana à São Paulo, andei no sol quente e descobri meu amor pela paulista e por tanta gente artista. No Rio relembrei como era assar as pernas e queimar no sol, mas também andei de bicicleta entre Copa e Leblon, peguei metrô com a blusa ao avesso, conheci as águas muito geladas de Cabo Frio, fiquei hospedado no Comando Vermelho. 7

Resumindo resumindo foi um ano delicioso de viver, muitas coisas boas aconteceram, outras me chatearam, mas sei que aprendi muito, que todo o sono foi válido, todas as tentativas valeram a pena. É sempre aquela coisa, gratidão, né?

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Recomeços.


1. cafézinho no meio do dia para relaxar.
2. para registrar o cafézinho, los baristas.
3. mô fazendo encomenda.
4. livos do primo.
5. não me alegro de ter arrancado para fazer essa foto, mas ficou tão lindo.
6. brotinho nascendo em meio destroços.
. . .

veja também Lucas, RenataLuly e Maíra.
 
///////// @igormedeiroz