Oi, você deve ter perpebido que o layout mudou. Nos próximos dias algumas alterações aconteceram por aqui, desculpe o transtorno.

escrevendo por 30 dias

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Resolvi participar de um projeto de escrita, claro que eu não conseguiria postar todo santo dia, pois acontecem coisas que impossibilitam; mas c'est la vie e a gente coloca a lista aqui para um dia conseguir preencher toda a lista. Alguns tópicos são realmente desafios que nunca imaginei escrever.

  • Uma memória feliz
  • Um lugar querido
  • Um momento de coragem
  • Uma pessoa amada
  • Um objeto cotidiano
  • Um sonho recorrente
  • Um rito de passagem
  • Uma experiência triste
  • Uma descoberta infantil
  • Uma nuvem no céu
  • Uma vista de janela
  • Um animal de estimação
  • Uma previsão do futuro
  • Um medo forte
  • Um desafio empolgante
  • Um gesto inspirador
  • Uma pergunta intrigante
  • Uma tarde de domingo
  • Uma fruta mordida
  • Um sopro de esperança
  • Uma discussão boba
  • Um prazer inarrável
  • Uma caminha curiosa
  • Um adormecer tranquilo
  • Uma obra de arte
  • Um equívoco consertado
  • Um esquina marcante
  • Um beijo de amor
  • Uma metáfora para a vida
  • Uma música
  • Habemos sete tatuagens

    2 COMENTÁRIOS
    Faz algum tempo que tenho evitado comer doces, especialmente chocolate. A mudança tem acontecido desde quando voltei da casa da minha mãe e ela disse tínhamos um risco, mesmo que baixo, de ter diabetes. Eu sei o quanto o doce é maravilhoso após o almoço e continuei durante muito tempo comendo um doce por dia após o almoço, até que um dia percebi que poderia tirar o doce em alguns dias da semana e até uns dias atrás decidi realmente tirar doces da minha rotina alimentícia - optando agora por comer coisas dentro de um mais "saudável", como sorvete de kefir ou frutas desidratadas. Tem sido fácil dizer goodbye para chocolate.

    Sábado passado, 20, fiz sete tatuagens. E ainda hoje é o dia em que não acredito, é bem estranho se olhar no espelho e ver rabisquinhos no braço, costela e perna. Foram sete, porque a tatuadora fez um preço muito em conta e todas contém um significado para mim (explico em uma outra postagem) (um dos motivos de não comer doce também é esse) — as tattoos foram feitas pela Gabrieli.

    Para ser interessante, seja interessado.
    Nesses tempos tenho meio que fugido das redes sociais, já não aguento mais discutir sobre políticas e falácias, outrora foi complicado convencer pessoas de não votarem em b, para votarem em outra solução x, tem sido impossível averiguar a fundo o que é real, mas a Manu Melo fez um discurso em resposta ao fascismo, que eu achei incrível, ressaltando coisas que deveriam ser prioridade: amor por si, amor pelo próximo e união — a cura desse mal não se encontram nas casas 13 ou 17, mas em nós mesmos. 

    Das outras coisas comecei a cultivar kefir ♡, escrever, me cuidar, colocar plantas que pego no meio do caminho indo do trabalho para casa no jarro novo que comprei.


    Leituras

    Comecei a ler O milagre da manhã e umas das leituras favoritas no médium foi o texto How To Decide In work and love.

    Séries & filmes

    Uma das metas dessa semana era terminar de assistir Gilmore Girls, essa dos anos 2000, apesar de ser uma cheia de coisas engraçadas, ainda assim consigo problematizar diversos fatores, mas dada a época em que foi gravada, seguiremos o baile (ou não, talvez tenha um post em breve). Ainda em séries, comecei a ver The hauting of Hill House e nunca senti tão tédio, acabei abandonado a série, por hora, nos dois primeiros episódios - isso tudo fica cadastrado na minha conta do TV Time (me segue lá?). Na sessão de filmes tentei assistir Paraíso Perdido (Jaloo ♡), mas acabei re-assistindo Frances Ha e O Fabuloso destino de Amelie Poulain.

    músicas & podcasts

    Dentre as coisas boas que aconteceu essa semana, uma delas foi conhecer a banda Augusta e por ela acabar encontrando uma playlist chamada  Ouva brasilia com várias músicas nacionais de bandas que eu nem sabia da existência, muito amor. Comecei a ouvir um podcast, o Estamos bem? parece seguir uma perspectiva de como viver melhor e ser melhor a cada dia.

    Período de 19/10 à 26/10

    umas palavras perdidas há 7 anos

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    Antes de deletar minha antiga conta no facebook fiz um backup e encontrei milhares de textos, alguns estão abaixo, resolvi manter íntegro, eu ri.





    Eu sempre tive uma facilidade para escrever, mas escrever de dentro para fora. As vezes minhas idéias são incorrespondidas, as vezes o que escrevo sai tudo bagunçado. Porque é assim que estou por dentro, é assim como sou por dentro, desorganizado. Sempre que escrevo me acho inteligente, porque eu sou, eu também fico muito feliz, não sei explicar. Mas tanto faz, você nem liga, aliás você nem meio gostava de mim. E. Se eu falar tudo o que você quiser ouvir? Mas não é assim, falo o que dá na telha, falo sem pensar. Opa estava falando de escrever, mas to nem ai, eu gosto de olhar fotos, é existe tantas, elas me causam reflexão. Porém nada é melhor do ver invés de fotografias as cenas, de amigos, de sorrisos, de abraços até do pôr do sol. Eu tenho coragem de fujir (viu que texto bagunçado?), quero fugir para alguém me encontrar, as vezes nem quero que alguém me encontre, eu queria tanto ficar um tempo perdido, sem destino. "E se eu falar que foi por amor que invadi o seu computador". Acho que estou carente, estou falando muito de love, love, love. A solidão vai me sufocar, socorro. Eu já disse que tenho uma facilidade para escrever? Aé, já disse sim. Mas também disse que escrevo bagunçado? Eu disse? Não me lembro.

    . . . 

    Todos temos medos complexos e grandes como: morrer, perder a mãe, o pai, um amigo. Qual o seu medo? De não ter todo conhecimento? De não ser ninguém? Você tem medo do futuro, do que vai acontecer amanhã, se você estará vivo afinal. Você tinha medo do escuro, você se escondia de baixo do cobertor com medo de bicho papão. Hoje você cresceu e esses medos "bobos" foram esquecidos. Já se perguntou porque temos medo? Eu não sei. Acho que é para ter uma determinação, aceitação, fortalecer. Deve ser, aliás é. É tão bom vencer um medo, pular uma barreira. Não deixe de sobreviver por causa de medos, fazem parte sim. E vale a pena fugir? 

    . . . 

    Ando me questionando se realmente sou poeta. Sabendo que o que me resta, é poesia. Que é ela que clareia meus dias, é ela que me sustem e me mantém verde como folha de árvore. Foi ela quem me deu a amizade, trouxe um alivio, uma paz. Me fez um sujeito homem, que antes fora sagaz. Mas chega a ser engraçado o embaralho que faço com palavras. Tanto que queria deixar aqui uma questão, mas não. A poesia quem escreveu meu ser, sem mesmo, o meu querer.

    . . .

    "Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora."

    . . .

    Nunca desista, vá em frente até acertar e nunca deixe que o medo impeça de tentar, leve na raça, faça o que o coração mandar não deixe nada para depois, não dá pra esperar. Dê valor a todo instante que você viver a todo mundo que te quer o bem como se não houvesse o amanhã, não dúvide, não tenha medo de se arriscar enfrente tudo e venha o que vier, conte com a sorte pra te ajudar.

    . . .


    Não quero mais deixar que o meu sorriso seja algo só para aparentar que estou bem. Quero sentir alegria ao sorrir, que as lágrimas sejam realmente de alegria. Cansei de mentir e mostrar paras as pessoas o que eu não sou. E se eu não estiver bem, quero falar sobre isso. Quero que alguém me ajude. Cansei de sofrer só, não é que eu queria que alguém sofra junto comigo. Mas quero alguém que me segure quando eu estiver prestes a cair.

    . . .

    Qualquer dia desses a gente se encontra, em qualquer esquina, seja lá onde for. Pra discutir a nossa história, pra falar da gente ou só pra rir do nosso amor. Pensar se era pra ter sido assim ou se podia ter sido melhor.

    . . .

    Carregava a dor como uma mochila nas costas e e não via a hora de jogar essa mochila no chão. Tinha esperança de que a ferida fosse cicatrizar desde o dia em que anotara na mão uma frase que dizia que, depois da tempestade, vem o arco-íris. Um metro e cinquenta e cinco centímetros de drama.

    . . . 

    DEZ MOTIVOS PRA NÃO PEGAR EX...

    10 – Se fosse bom não era ex. Não insista.
    9 – Pegar ex é sinal de desespero e necessidade extrema.
    8 – Você já sabe o que vai dar errado. Já sabe de todos os defeitos. Arranje “problemas novos”.
    7 – Por melhor que seja o sexo, existe sempre um melhor. Procure-o.
    6 – Melhor vingança é a indiferença. Deixe-o de quatro por você, ignorando.
    5 – “Vale a Pena Ver de Novo” é sempre entediante…
    4 – Há sempre a possibilidade de contratar um garoto de programa… contrate um, mas não dê pra ex.
    3 – Deixe-o pra quem não conhece, pelo menos não saberão o traste que estão lidando.
    2 – Figurinha repetida não completa álbum.
    1 – Existem milhões de pratos diferentes no cardápio, porque repetir o mesmo?

    . . . 

    A que eu sei que a vida é feita de problemas e de escolhas, também sei que ela é feita de amigos, de amores, de irmãos. Das lagrimas e dos sorrisos, de alegrias, de tristezas e de pessoas importantes

    . . .

    'Queria te dizer aquilo tudo que meus, olhos não conseguem esconder, pois hoje sei, que achei o que eu sempre quis, só em você consigo ver o meu final feliz, e é com você que eu vou ficar, e eu só queria a chance de falar. Eu te amo e pra sempre, com você eu quero estar, viver em meus sonhos é te encontrar, eu te amo e pra sempre com você eu vou estar, e aqui ou em qualquer lugar. Então vem, vem dizer que tudo aquilo que você tem, eu não vou mais achar em ninguém, vem mais uma vez me fazer sorrir, pois hoje sei que achei o que eu sempre quis, só em você consigo ver o meu final feliz.

    Um beijo de amor

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    Se fosse para perguntar de um beijo inesquecível, eu responderia que foi o teu. Não pelo sabor, nem pela maciez — até porque já não me lembro mais de nada. Ainda que a memória seja falha, me lembro do beijo, porque foi inusitado, no meio de um parque verde, atrás de uma lojinha de algodão doce, tocava alguma música no parque. Não me lembro se era um beijo bom, deve ter sido, porque desencadeou sentimento; mas não é disso que quero falar. Esse texto não é sobre você, é sobre o beijo.

    Por mais que estivesse beijando teus lábios, percebi, muito tempo depois, que aquele era o beijo de um beijo interno, beijo para uma vida diferente da proposta durante muito tempo. Foi na essência do ato, que é amor e paixão, que vi, ali, amor e paixão pelo que sou e pelo o que viria a ser — uma busca continua e melhorada do meu eu-gay. 

    Foi o seu beijo, mas vale ressaltar que poderia ser de qualquer outro garoto, que me deu a liberdade e responder tantas perguntas internas, foi ele que me fez apreciar a depreciação que me encontrei durante muito tempo, foi ele que me fez quebrar concepções e preceitos. Nesse beijo, talvez corrido demais porque era novo,  encontrei o primeiro tijolo dourado da Estrada dos tijolos amarelos. 

    Estrada longa, que percorro mais e mais e a cada novo dia me descubro beijando outras pessoas e me beijando em correspondência de aprendizado e no quem eu sou. E a cada novo encontro de lábios, vejo que já não me comporto como antes, como quando te beijei e sai correndo. Porque hoje eu quero ficar, eu quero ser, eu quero pertencer. E tem sido legal, tem sido legal me beijar.

    — estou participando do projeto 30 dias de escrita.

    Uma vista de janela

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    Numa viagem meio apressada, me dei de cara com o Rio. Rio este que cumpriu algumas expectativas, mas que frustou outras. Ipanema, Copacabana e Leblon não é tudo aquilo que aparece na televisão, nos stories de pessoas famosas e de amigos, ainda que lindo, azul, infinito, não é tudo aquilo que um dia esperei, mas isso é conversa pra outra hora, uma coisa que me deixou surpreso e ao mesmo tempo comovido foram as favelas que vi pela janela do carro, pela janela do ônibus, pela janela do avião.

    É muito estranho olhar um lugar tão bonito com tantas favelas e tanta pobreza, ver como as pessoas estão submetidas aquele tipo de vida, de casas em cima de mais casas, das ruas estreitas demais que só dá para passar um carro por vez. Ainda que eu tivesse morado nas cidades periféricas ao redor de Brasília, nunca vi nada como aquilo, a engenhosidade deslumbradamente triste (que faz, de acordo com um dos motoristas do Uber, os gringos pirarem). É triste você ver a diferença entre o bairro nobre e a favela, sendo que estão um do lado do outro, rs.

    Acredito que é por isso que papai não gosta do Rio, ao mesmo tempo que é um lugar incrível e caro também é um lugar cheio de pobreza e desigualdades. Fiquei perplexo com a vista na Niterói Brigde (foto abaixo), ao mesmo tempo surpreso e comovido.


    — estou participando do projeto 30 dias de escrita.

    #rio #viagens

    Revitalizações

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    Lembro que sábado passado realizei um ensaio de nu artístico em casal para o projeto Que seja nu, que por sinal conheci dois caras íntegros e maravilhosos que me ensinaram algumas coisas sobre como manter relacionamentos saudáveis (um processo contínuo que se resume em ser sincero): 


    Passei o final de semana inteiro dormindo na casa dos meus sogros, um porque queria dormir todos os dias com o Andrey e outra porque estava com muita preguiça de ir para a casa dos meus pais (agora estou com bastante saudade que quero chorar), na casa dos sogros se resumiu em dormir, comer e dormir. Foi um bom final de semana, assistimos um pedaço de Frances Ha.


    Por incrível que se pareça essa foi a semana mais lenta no último ano, os projetos deram uma pausa no trabalho então tive oportunidade de atualizar muita coisa que empetequei, li milhares de artigos no medium (me segue lá?) e me senti abraçado por alguns textos, como o do Chen, quando ele diz “When we think we know, we stop truly listening.”.

    Mas graças essa lentidão, tive tempo de ir fazer umas fotos com um dos roomies de onde estou morando, acho que será legal essa vibe de tirar fotos a noite (algo que não estou tão acostumado assim) (as fotos abaixo são de celular, em breve deve ter fotos câmera):


    Publiquei minha primeira logo no Behance para a segunda edição do projeto interativa., que inclusive estou mega animado para fazer acontecer agora em novembro, estou me sentindo a verdadeira produtora de eventos, devido a organização que estou tendo com essa edição (a primeira me ensinou um bocado de coisas). 

    Livros

    Faz algum tempo que já não leio tantos livros como em 2014 ou 2015. Mas pelo que lembro, estou lendo alguns milhares de livros e finalizei um esses dias, o tão favorito "Essencialismo", uma leitura deliciosa para pessoas que visam apenas o essencial. Comecei a ler "O Milagre da manhã" e continuar lendo Alétheia (um livro de contos simplistas, fofinho). 

    Séries & filmes

    Terminei de ver Game of Thrones e estou bem impactada em como essa série é tão boa, não sei como pude demorar tanto tempo para assistir. Agora estou voltando ao normal, que é terminar de assistir as séries que estão no Netflix, como Gilmore Girls e Orange is the new black.

    Período de 14/10 à 19/10 

    Uma discussão boba

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    Foi numa viagem*. Para a economia de todos, resolvemos cozinhar um macarrão, pela praticidade e pela rapidez. Ele cozinhando, eu auxiliando. A cozinha é um território extremamente delicado para nós.

    Ele confeiteiro.
    Eu, apenas eu mesmo.

    O fato é que cada um com sua mania de cortar a cebola, separar os talheres e as panelas que serão usadas para cozinhar o macarrão ou para preparar o tempero. Cresci dentro de cozinha e já existia uns trejeitos só meus, morar permitiu a consolidação das minhas manias. Manias essas que ele não acha tão ideal, manias dele que não se aplicam na minha forma. Então tivemos uma discussão boba do modo certo de como cortar cebolas, para não deixar muito grande, mas também não muito pequeno. Discussão essa acompanhada de pequenos faniquitos de desistência em "então faz isso sozinho". Para alinhar as coisas, decidimos que um cortaria e o outro cozinharia, assim seguiu-se a noite, cortes de um, preparo do outro.

    Depois rimos de tudo.
    Foi a nossa segunda discussão boba, a primeira foi por causa do McDonald's. 

    *inclusive, esse era um medo em que na nossa primeira viagem (com amigos): brigássemos e estragássemos o clima.

    — estou participando do projeto 30 dias de escrita.

    Saindo de casa

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    Pensei em diversos tipos de começos de textos para começar este, mas não vem com naturalidade justamente por não saber como escrever sobre isso. Que na verdade, na verdade, esse é um sonho antigo e desde que sou gente (ou me considero gente) tenho vontade de sair da (c)asa dos pais, talvez para conhecer um pouco da vida com as minhas próprias mãos, talvez para apanhar um pouco e também lidar com umas diferenças (isso porque escolhi me mudar para uma república que ficasse do lado do trabalho).

    Sempre tive uma vontade interior de sair da casa dos meus pais, isso desde criança, saberia que esse (talvez) seria o marco para uma fase adulta. Provavelmente uma vida ainda não totalmente sozinha, porque escolhi dividir uma casa com vários roomies de vários lugares. Tem um pessoal bem mestiço. E estou ansioso para ver os frutos que tudo isso irá render, as histórias e as experiências que serão acrescentadas no meu pequeno histórico de experiências.

    Não vou negar que é um medo constante, uma dor no coração, apesar de não morar mais 100km dos meus pais (do meu cachorro, dos meus irmãos). E já digo que será difícil acostumar em não ser acordado pelo meu irmão mais novo, o Lucas, nas manhãs de sábado porque ele passou de uma fase que ele demorou anos para passar no jogo que ele baixou no celular. Vou sentir saudade das noites que chegava em casa e tinha comida quentinha.

    Percebo que nessa nova perspectiva da vida, terei que limpar minha própria bagunça e inclusive fazer compra no mercado, que não tem sido fácil, no mesmo dia chegam a ser 4 idas para comprar todas as coisas (e não esquecer, o que raramente acontece).

    Crescer é um processo maravilhoso, porém incerto e as vezes dá um gelo no peito: como na primeira noite que olhei para canto da parede, para as rachaduras da parede, para o papel que está desgastado e descolando na janela. Aquilo pareceu tão longe de mim, tão página em branco, mas a melhor definição é que aquilo pareceu estranho. Na verdade, muito estranho.

    Eu já tinha o costume de dormir fora, na casa de amigos, na casa do meu namorado. Mas nada na vida foi como aquilo – dormir sob o telhado que paguei com meu trabalho diário, dormir pelo direito de escolha que fiz. Foi uma noite engraçada, até porque na primeira noite eu não dormi de fato, porque um dos meus amigos me buscou em casa e consegui evitar por uma noite o fardo de encarar. E eu já estava disposto no dia seguinte dormir na casa dos meus pais, até que repensei e decidi que eu precisava de um pontapé, de um primeiro dia. E foi incrível.

    Foi incrível pela energia, pela comida preparada por uma das roomies. Pela conversa, por se sentir acolhido, por mais que todo mundo seja diferente. A energia me deixou a vontade e acredito que agora tenho propriedade de colocar expectativas (esse é o motivo de estar com uma mochila abarrotada de coisas). 
     
    ///////// @igormedeiroz