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Resenha: "Um Grito de amor do centro do universo" de Kyoichi Katayama

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Autor: Kyoichi Katayama
Editora: Alfagurada

É um livro curto, com uma história simples sem surpresas no seu desenvolvimento, singelo mas com uma carga dramática e filosófica profunda. Com mais de 3,5 milhões de exemplares vendidos em todo o Japão, o sucesso do livro transcendeu todos os veículos artísticos disponíveis no pequeno arquipélago: Filme, série de TV e mangá.

O enredo simples conta sobre Sakutarô e Aki, dois adolescentes que se apaixonam. Ele um menino questionador, ela uma menina popular e inteligente. Porém, o romance de ambos é atrapalhado por uma doença que elimina todas as probabilidades de um futuro. O mais importante da história entretanto não é o relacionamento entre ambos, mas sim a meditação feita pelo autor sobre a morte.Os diálogos filosóficos a cerca da morte são incríveis e bem escritos, comoventes e profundos.

Saku-chan - como Aki chama Sakutarô - tem uma ligação forte com seu avô, este por sua vez é um personagem chave nos diálogos e nos momentos de comédia. O foco do livro é realmente a morte, colocando todos os personagens e acontecimentos em segundo plano, sendo exposta de todas as formas possíveis: no âmbito religioso, no da separação, na efemeridade da vida etc. O livro é contado em 3 diferentes tempos, dois deles no passado e o outro no presente, caracterizando o enredo não linear.
Sem dizer nada, meu avô assentiu com a cabeça e em seguida declamou: “Dias de verão; noites de inverno; decorridos longos anos, para junto de ti retornarei”. O último trecho foi recitado de cor: “Longos dias de verão, longas noites de inverno, tu estás aqui a descansar. Daqui a alguns anos eu também descansarei ao teu lado. Tranqüilamente, aguardo esse dia chegar…”
A edição da Alfaguarda está muito boa, às páginas não cansam a vista, isso sem contar a beleza da capa. Um livro recomendado para os amantes de romances e da cultura oriental, não recomendado para aqueles que se sentem mal de alguma forma ao ler ou falar sobre a morte. O autor com sua sensibilidade peculiar transformou o tema em uma coisa dolorosamente normal, que cada leitor interpretara de uma forma única, visto que a morte é sentida de forma diferente para cada pessoa.

"Uma leve simetria", Rafael Bán Jacobsen

1 Comentário

Religião e paixão se cruzam e causam um embate na vida de um adolescente. Fiel aos ensinamentos judaicos: Daniel descobre, aos 13 anos, o que era o sentimento que tinha por Pedro, seu melhor amigo. O modo de como era descrito de como ele amava Pedro parecia que ele realmente amou o garoto por toda sua vida. Um relato que guarda uma beleza única e uma tristeza que ultrapassa as páginas e ligam-se ao próprio leitor.

No livro encontra-se um paralelo entre uma história bíblica que é a de Davi e Jonatã, relacionando cada capítulo do livro a uma passagem sobre outro caso de sincera e forte amizade traduzidos em profundo amor. Apesar de falar de amor, o livro é bem triste. Se lê em uma tarde, porque você quando lê fica com uma vontade de saber o que vai acontecer com o jovem Daniel.

Sem dúvida, foi um dos livros mais emocionantes que tiver o prazer de ler. Não há história de amor que se compare a uma vivida por quem tirou dela toda a fonte de sua vida, e tão cedo soube mostrar para muitos o que significa realmente o verbo “amar”. Uma leve simetria não é um livro que é pró ou contra o homossexualismo, mas que busca o valor de mostrar como um ser pode amar outro, sem levar em conta o sexo, a cor e a etnia. Só o que dificulta um pouco a leitura é o uso de palavras judaicas.

Rafael Bán Jacobsen escreve de forma fácil, sem obstáculos para a compreensão. Traçando a cada nova frase uma fonte de carinho e aceitação. Rafael quebra todas as fronteiras mostrando que é possível amar alguém mesmo se sua religião for contra. Qualquer tragédia ou arrependimento vem, na verdade, daqueles que não conseguem enxergar isso.

Não sei o que dizer!

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Primeira postagem minha, vamos falar de coisa boa, vamos falar da iogurteira top therm, só que não.



Bom, sempre gostei de expor minha idéias. E adoro ficar na internet. Assim que conheci esse hobbie, ser blogueiro. Eu fiquei com muita vontade criar um. Não sei o que via ser especificamente o blog. Mas vai ser algo bem pessoal, com meu jeito, diferente. Vou tentar sempre expor minha ideias – cá entre nós é tão bom quando você pode escrever e falar aquilo que você pensa – e minhas curiosidades.
Quanto ao nome não sabia o que escolher mas o que acham de Universe in one Click (o universo em um clique)? Aqui nesse blog quero mostrar todas as coisas acessíveis por um mouse. 

Sejam bem vindo ao meu blog, ao meu cantinho. Que aliás também é o seu cantinho. Sei que ninguém vai realmente seguir ou ler aqui, por ser um blog bobo e tudo o mais, mas ainda assim, lá vou eu. Meu nome é I. Thiago, sou tourino abismado que já viveu dezesseis verões infernais, quentes foi o que eu quis dizer.. Tenho uma grande paixão pela escrita e sonho em escrever um livro. A partir desse blog, vocês poderão acompanhar meus pensamentos e sentimentos, e conhecer, a cada post, um pouquinho mais de mim, acho que deu pra entender. 

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