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Caderno Proibido, Alba de Céspedes

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Capa do livro
Caderno Proibido
Alba de Céspedes
Joana Angélica d'Avila Melo
Companhia das Letras, 2022
288 páginas
Valeria Cossati queria apenas buscar cigarros para o marido na tabacaria, mas acaba comprando ilegalmente um caderno preto -- um item que não poderia ser comercializado aos domingos --, e faz dele seu diário. Estamos na Roma dos anos 1950, e Valeria leva a vida entediante de uma mulher de classe média, dividindo-se entre os papéis de mãe, esposa e funcionária de escritório. Há anos ela não ouve o próprio nome -- o marido só a chama de "mamãe" --, e sua relação com os filhos é marcada por conflitos geracionais. Porém, conforme alimenta aquelas páginas proibidas, Valeria começa a notar uma profunda transformação em si mesma -- cujas consequências ela ainda não sabe prever. Alba de Céspedes foi uma das grandes autoras de língua italiana do século XX, com uma obra que se destaca pela profundidade das personagens femininas. Em Caderno Proibido, a autora demonstra todo seu talento ao retratar a intimidade de uma mulher comum e as mudanças da sociedade italiana no pós-guerra.

Caderno Proibido é um livro em que nada acontece. Conta a história dessa mulher que um dia decide comprar, em um dia que não se poderia comprar, um caderno e começa a escrever sobre os seus dias. Tal como uma adolescente com seu diário, decide escondê-lo da família. E é quando Valeria se depara com o fato de que, dentro da própria casa, não tem um lugar para esconder. Buscando esconder entre gavetas esquecidas, potes vazios ou na lavanderia, Valeria começa a escrever sobre seus dias, olhando atentamente para tudo o que está a sua volta: as crianças que cresceram, o casamento que está meio merda, "...mas talvez tudo o que, de uns tempos para cá, eu creia ver ao redor não seja verdade. Talvez seja culpa deste caderno.", e a lista não para, também começa a se questionar sobre a relação com as amigas, com o chefe do trabalho - em quanto tempo deixou passar para que percebesse nos detalhes.
Naqueles vestidos, e no modo volátil de falar em voz alta, estridente, reconheço a intenção de provar umas às outras que são felizes, ricas, sortudas, e que suas vidas foram muito bem-sucedidas. Talvez não acreditem de fato nisso, é como quando, no colégio, mostrávamos umas às outras os brinquedos recebidos de presente e cada uma dizia: “O meu é mais bonito”. Parece-me justamente que, nelas, essa puerilidade cruel permaneceu.

O caderno então passa a ser esse personagem inanimado que desencadeia sentimentos conflituosos de liberdade e dor. A própria Valeria diz, por várias vezes no livro, que talvez fosse uma boa ideia destruir aquele caderno. Escrever permitia que ela não fosse engolida por uma rotina e, agora, como renúncia, chegasse a novos lugares. O caderno, a escrita, a fazia presente e viva naquela vida depois de tantos vivendo aquela vida, "Além disso, se eu tirasse o caderno daqui, me pareceria não encontrar mais nada de meu em casa, quando volto.".
Antes eu sempre ficava amargurada quando os meninos saíam e agora, ao contrário, desejo que o façam para poder ficar sozinha e escrever.
Não é um livro curto para um livro em que não acontece nada, mas é delicioso e inspirador acompanhar Valeria se transformando internamente: como uma mulher longe de todos os rótulos que lhe deram, de mãe para os filhos, de mamãe para o marido, de secretária para o chefe... Não só isso, mas como ela começa a se perceber no mundo, como esse ser que também tem desejo, vontades, pensamentos.
Compreenderá, tenho certeza, já que todas as mulheres escondem um caderno negro, um diário proibido. E todas devem destruí-lo. Agora me pergunto onde é que fui mais sincera: se nestas páginas ou em minhas ações, aquelas que deixarão de mim uma imagem, como um belo retrato. [...] Esta será a última página: nas seguintes não escreverei, e meus dias futuros serão, tal como as páginas que se seguem a esta, brancos, lisos, frios.
Como bom defensor de diários e blogs, esse livro não poderia ser menos que um favorito e uma bela surpresa. A escrita é esse lugar de calmaria e de perceber que a vida realmente está passando; as fotografias mostram que o tempo passa, mas apenas a escrita faz a gente vivenciar, sentir e sentir novamente o que vivemos. É cura. É liberdade. É renúncia. A escrita, hoje, é esse ato de rebeldia de ainda ter uma voz.
Nunca poderia acreditar que tudo o que me acontece ao longo do dia merecesse ser anotado. Minha vida sempre me pareceu meio insignificante, sem acontecimentos notáveis além do casamento e do nascimento das crianças. Mas desde que, por acaso, comecei a manter um diário, percebo que uma palavra, um tom, podem ser tão importantes, ou até mais, quanto os fatos que estamos habituados a considerar como tais. Aprender a compreender as coisas mínimas que acontecem todos os dias talvez seja aprender a compreender realmente o significado mais recôndito da vida.

Coisas para se fazer quando não quero mexer no celular

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  1. Escrever meus livrinhos;
  2. Fazer uma zine;
  3. Criar um poster;
  4. Olhar fotos antigas e fazer montagens;
  5. Desenhar;
  6. Desenhos de observação;
  7. Ler;
  8. Fotografar;
  9. Passear com Adele;
  10. Cozinhar alguma receita;
  11. Cuidar das plantas;
  12. Fazer um novo terrário;
  13. Aprender lettering;
  14. Cerâmica;
  15. Costurar;
  16. Restaurar/personalizar objetos antigos;
  17. Tocar algum instrumento;
  18. Ir em um museu;
  19. Aprender sobre história mundo.
  20. Aprender sobre história da arte.
e agora, o que fazer?

Arrumações & Organização

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Acordei pensando em limpeza, escrevi duas páginas só falando sobre o quando me sinto desanimado com essa bagunça que a casa se encontra. Tudo bem que eu acabei de voltar de viagem, mas...

Desde que me mudei, a casa está em uma constante bagunça e continuo ignorando a existência dessa bagunça. O problema é que com o passar dos dias isso também começa a me afetar mentalmente. Sei que não sou a pessoa mais organizada do mundo e sei que preciso encontrar maneiras de tornar a minha vida um pouco mais fácil, preciso de pequenos gatilhos e rotinas para me ajudar a manter a casa um pouco mais organizada.

Me pego várias vezes do dia pensando em como eu preciso organizar aquilo ou aquilo outro, mas na hora que de fato eu preciso fazer, não tenho energia ou prefiro ficar fazendo outras coisas. Limpar, arrumar e organizar é chato. Porém é ótimo ficar em um lugar cheirosinho, arrumadinho e limpinho.

Também acontece que a casa em si não tem muitos móveis, as coisas ficam mesmo jogadas em todos os cantos, porque não tenho onde guardar. Definitavamente vou voltar com a ideia de apenas enfiar toda a bagunça no quartinho e ir tirando de lá apenas quando as coisas tiverem mesmo um canto na casa.

Me distraio muito fácil, mas consegui organizar a sala, a entrada e o armário do banheiro (que estava um caos com tantos produtos jogados de qualquer jeito). Preciso tomar o cuidado de não ir comprando mais coisas que já tenho, por exemplo, vi que tenho mais de 4 cremes para o corpo, porque além de não ter muito espaço um produto ou outro acaba sempre estragando (dinheiro no lixo).

Coisas que eu quero tentar nos próximos dias:
  • Sujou, limpou.
  • Sprints pequenos durante o dia para organizar um cômodo.
  • Dias específicos para certas atividades, como lavar roupa.
  • Manhãs e noites com rotininhas curtas de organização.
  • Encontrar um lugar para cada coisa em casa, o que não tiver lugar, bem, rua! 

2026: 32

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Acontecimentos

  • Madrid é uma cidade com muito para se fazer, mas a verdade é que a cidade é horrível durante o verão. Quente para dedéu, não sobra vontade alguma além de ficar de baixo do ar-condicionado.
  • Comi o melhor Cheesecake da minha vida, no Maritta.
  • Fui na primeira festa do Triple Treat, a rave.exe, e foi incrível.
  • Nunca tinha ido a um oceanário antes, visitei com P e G, achei bonito. Há tanta vida no mar.
  • Tentei postar diretamente do celular e falhei. Isso porque não conseguia formatar o texto, então me deixou um pouco desmotivado. Mas voltando agora com tudo, já que as férias acabaram.
  • O meu celular, um Iphone 13 Pro, está um lixo. Antes a câmera não funcionava, agora nem a câmera e nem a bateria. O celular apaga quando chega aos 40%. Fiquei mais de cinco vezes na mão nesses últimos três dias.

Consumindo

Livros

  • Dei uma folheada no Death of a Naturalist e meu deus, eu sou muito burra por não entender poesia? Ou eu só não sei inglês? Paciência, vamos lendo poema por poema.

Filmes & Séries

  • Evil Dead Burn (2026): não esperava coisas tão gores. Se vale a pena? Num sei.
  • Spider-Man: Brand New Day (2026): estou muito feliz que estão trazendo personagens que tamo amo. Essa nova geração de herói me deixa bem feliz com o universo da Marvel, mas não é o meu favorito dos filmes do Spider-Man.

Músicas

Melodrama, Lorde (2017)

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album cover
  1. Green Light
  2. Sober
  3. Homemade Dynamite
  4. The Louvre
  5. Liability
  6. Hard Feelings/Loveless
  7. Sober II (Melodrama)
  8. Writer In The Dark
  9. Supercut
  10. Liability (Reprise)
  11. Perfect Places
  12. Homemade Dynamite - REMIX

Página de Teste

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Título Quatro - Links

Um link normal dentro de uma frase, um link externo (nova aba) e um terceiro link para testar o hover em contextos diferentes.

bobagens ou uma lista de coisas que me fazem feliz

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quando meu cabelo fica bonito nos dias de sair de casa.
dormir com cachorro encostando na barriga ou nas costas.
ônibus que passa no horário e com lugar para sentar.
encontrar cantores de maneira aleatória e ouvir a discografia inteira de uma vez.
café da manhã com gente querida.
dormir em baixo de árvore ou na praia em dias quentes com brisa.
começar um novo livro.
o bolo de prestígio do gui.
quando encontro um restaurante com comida muito boa e barata.
encontrar livros na rua.
fazer muda de plantas.
terminar cadernos.
viajar com meus amigos.
arroz fresquinho.

os dias de cão acabaram (na verdade, estão só começando)

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Essa postagem começou a ser escrita em 14 de julho de 20211, sendo a minha postagem mais antiga nos rascunhos. Não lembro quais eram os meus planos para ela; tinha apenas dois textos linkados2 que não me dizem mais alguma coisa. Só me resta reler e escrever algo sobre. 


Uma ode à experiência. 


Uma pesquisa experimental mostrou que as pessoas curtem mais as atividades quando elas não ficam tirando fotos. Sem a necessidade de documentar o momento perfeito, acabam aproveitando a viagem e não se distraem buscando idealizar o momento perfeito. Em tradução livre, "tirar um milhão de fotos de viagem para lembrar em algum futuro é um grande jeito de não aproveitar o presente".

Então, quando viajamos para lugares ou até mesmo estamos curtindo nossa preguicinha em casa, precisamos mostrar para as pessoas (que muitas vezes nem conhecemos) que estamos vivendo. 

Essa performance da vida, milhares de pessoas te dizendo como viver a vida, quando acredito, eu nem eles mesmos acreditam em todas as baboseiras que eles falam, dizem, escrevem em caixa minúscula textos de autoajuda, não para si, mas para viralizar em algum vídeo curto de 15 segundos. 

Journal of Consumer Research publicou em 2018 que tirar fotos com a intenção de postar nas redes sociais faz com que as pessoas deixem de experienciar momentos, porque isso aumenta "um receio do que as outras pessoas vão pensar". Isso, somando ao começo deste texto, quer dizer que além de perder o prazer de viver o presente, a gente preenche esses momentos com preocupações e inseguranças (mais uma vez, de estranhos).

O fato é que um vídeo, por mais "handmaid" que ele seja, por mais natural que ele pareça. Ele nunca será real. Uma postagem não é natural, não no mundo de hoje. Há uma intenção e um motivo, nem que seja mesmo só para alimentar o ego. Se postar na frente da câmara, deixa de ser apenas sobre a lembrança, mas sobre que está vivendo o melhor dos momentos e talvez até uma autoafirmação de que existimos. Vivemos uma performance de vida, uma performance de experiências até o próximo vídeo. E todos nós acabamos nos enganando nas superficialidades, sem adentrar realmente as experiências, porque queremos só despertar no outro de que: sim, eu existo e muito bem.

Um simulacro de performance.


Quando entramos nesse mundo algorítmico em que postagens com rosto possuem melhor performance em números, passamos então a ter uma promoção de si mesmo; selfies não solicitadas inundam os stories e os feeds, deixamos de ver paisagens bonitinhas, comidinhas e besteirinhas. Agora é apenas uma curadoria de si, nas melhores versões, festas e viagens. Sempre no meio, centralizado, se possível sozinho. Eu nem quero levar esta conversa para os impactos negativos que tem sobre as questões que isso leva para com o nosso próprio corpo; isso é conversa para outra hora. É que agora, deixamos de estar intrinsecamente interessados pelo outro — um comentário ou um like não é interesse. É apenas um comentário e um like.

O meu, medo, é que um dia eu morra sem eu me conhecer. E eu não acho que vai ser fazendo uma trend depois da outra que vou conseguir me entender, não é com uma roupa feita por IA ou uma imagem de mim mais velho. E eu fico imaginando se, um dia, ao demonstrar tanta presença online, sabemos o que estamos fazendo, se realmente nos conhecemos e somos autênticos. 


Happiness hit her, like a train on a track.


A música da Florence, até se encaixa de alguma forma: é sobre abandonar o passado e buscar um futuro mais leve, um futuro mais calmo, mesmo que isso exija abrir mão de antigos apegos. Espero que um dia a gente consiga correr com nossos cavalos para onde a vida seja assim mais leve, sem a correria, o cansaço e a comparação. Que a gente deixe mesmo os dias de cão para trás e consiga experienciar o que ainda resta de vida.


 

1. Mantive o mesmo título original, que é uma referência a música da Florence + The Machine, apenas com adicação da segunda parte entre parênteses.

2. How to Plan the best Vacation for your Happiness (2021) e Como as redes sociais afetam a sua visão de si mesmo (2019).

3. Postei uma selfie e agora há um monte de estranhos curtindo a minha foto.

Se eu tivesse chorado mais

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 Se não tivesse sido podado ainda aos cinco anos de idade, de que homens não podem chorar ou não devem ser emotivos, onde eu estaria? Onde teriam chegado, que novos sentimentos e caminhos teriam sido explorados?

Sinto que aprendi, como quase toda criança que cresce em meio a adultos, a trabalhar muito essa performance de saber o que está fazendo, ter que crescer antes do tempo. Engolir o choro, homem não chora. Esse fuzuê, barulho, joelho ralado eram de algum modo incômodos. 

Sinto que minha delicadeza, sentimentalismo, feminilidade foram engolidos e nunca mais consegui encontrar, como quem engole a chave de um diário para que ninguém consiga abrir e ler as verdades que estão ali. Espero um dia saber se toda essa fachada de não sentir o mundo vai passar, que eu volte com os olhos marejados para as minhas conquistas e para as conquistas dos meus amigos, que eu chore de saudade, de coração partido, de felicidade, de um filme bobo na sessão da tarde.

Claro, agora que sou adulto, pago as minhas contas e ainda sobre dinheiro; você me pergunta e por que não faz terapia para resolver isso? E eu faço. Faço terapia, há anos, para tentar sentir o mundo, sentir de verdade, me comover, fazer parte. Para conseguir ter uma reação aos meus amigos quando eles me surpreendem com um presente que eu adorei, quando consigo uma promoção no trabalho, etc.

E não chorar foi para outros campos, esconder qualquer sentimento se tornou fácil e, eu, perito. Achava que estava ganhando nesse jogo da vida, dizendo para mim mesmo que pelo menos não saía machucado. Só quando percebi que não tinha mais como me machucar quando eu já não me permitia mais sentir, não me permitia ser machucado e levar uma vida assim, sem deixar ser trespassado, é como morrer em vida. E teve muito tempo em que sentia que apenas flutuava entre os dias. 

Conto aos meus amigos que é difícil chorar, no começo parecia algo a se orgulhar, hoje só parece algo meio triste, como um ser humano não pode ser uma coisa tão simples, que é a primeira coisa que se faz quando se nasce: chorar para expandir os pulmões com ar. Chorar é expandir e também é esse caminho de volta para si, para as origens. 

Tento não culpar os meus pais, porque possivelmente foram os pais deles que disseram que eles não podiam chorar, talvez sem o choro e o melodrama a gente tenha a sensação de saber o que está fazendo, talvez, só talvez, eles achavam que estavam preparando um menino para o mundo, menino não, um homem. Forte. Impenetrável. 

quatro de agosto

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você vai dizer que a culpa era minha
e eu vou concordar,
lembro que você dizer qualquer besteira
acreditava que você estava sempre certo,
era capaz de acreditar em qualquer mentira que saísse da sua boca,
não havia veracidade suficiente que provasse o erro,
escolhia acreditar
(não que me restasse outra opção)

sabe, é verdade. eu não sei como dizer adeus
me conta de novo sobre como conseguiu aquela cicatriz no joelho
fala de novo daquela história boba de quando arrancou o primeiro dente
me conta daquelas aventuras com teus amigos no bosque,
do seu beijo com outro garoto, escondido atrás das árvores

finjo surpresa, vou rir de novo,
não sei dizer adeus; só te quero aqui
com todas a possibilidades
como na primeira vez que te vi

2026: 31

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Em algum momento da minha inocência eu pensei que seria muito mais fácil se todos falássemos a mesma língua.

Alguns anos morando fora do Brasil me fez sentir saudade e, principalmente, falta em falar um português-brasileiro. Dos trejeitos que encontramos para se expressar, das palavras que fazem muito sentido e outras que não fazem tanto.

Imagina a quantidade de coisas que se perderiam se tivéssemos apenas uma língua, como uma versão minha mais inocente imaginava. A quantidade de palavras que só fazem sentido em outro idioma. Ousava pensar que seria mais fácil para todo mundo e nós entenderíamos mais, mas será?


Acontecimentos


  • Quase anualmente viajo para Barcelona com meus amigos, C. e G. é a nossa viagem que tem que acontecer, porque talvez de longe foi o lugar que mais nos encontramos em casa, pelas pessoas amigáveis ou pelos lugares fofinhos, os tintos de verano, a praia, as festas, as azeitonas e o calor.
  • A marquinha de bronzeado está feita, como BCN é um lugar que já visitamos mais de cinco vezes, já não fazemos tantos rolês turísticos, fazemos apenas o melhor: comer, ficar na praia e pulando de tasca à tasca para se refrescar com um bom copo de vinho, refrigerante e duas rodelas de limão.

Consumindo

Livros
Trouxe um livro “Uma cidade nas nuvens” e uma caneta, que funciona como marcador de página e também de anotações. Por ser um livro que mistura muitos personagens e dimensões temporais diferente, estava me sentindo muito perdido, então comecei a riscar a primeira página do livro com um mapa mental com as coisas que são importantes e o livro começou a fazer muito sentido. Já existiu um Igor que fazia de tudo para deixar o livro imaculado, sem sinais de uso, o Igor de hoje acha bonito essas marcas. Depois eu morro e qual foi o sentido de uma estante sem rabiscos e cicatrizes?

Não tenho consumido muitas coisas porque apesar de estar sempre com o celular, não me resta muita vontade para ler algo muito profundo no celular. Então sem recomendações por hoje, mas tem essa página aqui que está bombando com muitas coisas legais.

A linguagem dos jovens

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Teorias de domingos à noite com M.

Após duas taças de um champanhe ótimo (Casal Garcia Fruitzy sabor melão), começou a tocar algumas músicas do que seria um R&B contemporâneo e outras coisas em que uma das cantoras era Chxrry. Que, na minha cabeça, era pronunciada da seguinte forma: cherry, como a cereja; M. me solta que nunca ia fazer essa associação tão rápida, porque, atualmente, os nomes e a linguagem dos jovens parecem tão distantes do que ele estava acostumado. E mudam.

Percebo em alguns memes que o meu irmão mais novo me manda que metade das coisas, talvez por eu estar maioritariamente fora das redes sociais, eu tenho de pesquisar as palavras ou os significados. Acho que a linguagem dos jovens, lembro no meu tempo, era esse lugar de novidades, que criamos trejeitos, dialetos e novos jeitos de se comunicar, isso que causa uma certa independência para com o passado dos nossos pais e tornam as palavras nossas, de fato, nossas.

A linguagem muda, como a forma de se expressar e comunicar também muda, e isso é muito genial como o ser humano criar esses artifícios tão bobos para se diferenciar: os jovens utilizarem apenas letras minúsculas ignorando as regras gramaticais e convencionais, como algo aesthetic. Já estive desse lado e hoje não consigo escrever tudo minúsculo, acho que talvez a minha fase de rebeldia e disrupção tenha passado. Envelheci.

E deixe as crianças encontrarem novas maneiras de se comunicarem entre si, agora precisamos de encontrar maneiras de conversar com eles, um problema que eu tinha quando era adolescente e que meus pais pareciam não entender. Não tinham a mesma linguagem que eu tinha com os meus amigos. 

Uma vez li que quem usa ‘emoji’ já é velho e percebi que, eu e meus amigos, começamos a usar emojis com mais frequência, talvez pela preguiça de escrever ou de procurar um sticker (as melhores formas de se expressar). Talvez de fato seja essa coisa de não termos tanta paciência de escrever e reduzir a um emoji, o "ODKASODKAP" dando lugar apenas a um😃. Fico a imaginar o quanto de coisas que se perdem entre uma frase toda escrita em minúscula e um emoji, mas faz parte. Humanos nunca conseguiram se comunicar 100%. 

Deckerinnerung

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Eu não sei o que fazer,
Nunca aprendi como deveria reagir,
Sem os teus esforços, nunca soube o que seria,
Nunca aprendi como deveria amar, te amar

Queria que os dias fossem outros,
Que os filmes que escolhidos locadora da esquina fossem eternos e nunca acabassem depois dos créditos,
Os pastéis oleosos com refrigerante na feira sábado de manhã,
As viagens no banco de trás ouvindo as suas músicas favoritas.
Quando deixou eu escolher a cor do meu quarto, pela primeira vez.

Com os anos,

Acabei-me tornando este homem sem as tuas raízes para me segurarem;
A âncora que desancorava longe do ninho, por ondas fortes demais,
Gosto dessas asas e do vento que me abraça, livre
Queria que aqueles dias fossem suficientes para que ainda restasse algo,
Que eu soubesse como agir, como amar
Que eu ainda lembrasse como te chamar, de pai

Dungeons & Blogs

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Como alguém que não tem medo das consequências de topar mais uma aventura, lá vou eu. Postar todos os dias durante o mês de agosto (deu certo no mês de abril). Uma vez que parte do mês de agosto vou estar viajando, vou tentar fazer algumas postagens mais simples nesses dias, usando e-mails para publicar os posts.

O BEDA para mim é esse momento de escrever bobagens, sem filtros, sem regras, pode ser apenas uma imagem, um texto, poesia de duas linhas, o importante é ter algo saindo todos os dias. Muito se fala sobre a necessidade de uma artista produzir em quantidade, isso porque apenas assim ele conseguirá chegar em algum lugar e aperfeiçoar aquilo que ele acredita. Eu, como grande entusiasta do perfeccionismo, preciso deixar de querer escrever algo perfeito, mas sim ter algo feito.

Cronograma de postagens:



    2026: 30 ⚔️

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    O que é a vida se não essa mistura de experiências de outras pessoas, do gosto azedo, doce, salgado e amargo. Das conversas que trocamos domingo à noite e que reverberam ainda pela segunda de manhã? O que é vida se não for lá e fazer, digo, se você quer saber como uma coisa é. Vai lá e vê como é, não pergunte. Experencie.

    Acontecimentos

    • Por mais que tivesse criado algumas regras no script deste site, as postagens de Status ainda apareciam no RSS das pessoas e isso me incomodava um pouco, porque são postagens bobinhas que eu não sei se faz sentido entupir o RSS das pessoas. É mais para mim do que para qualquer outra pessoa, então tive a ideia de criar um outro bloguinho no blogger com um subdomínio para ficar todos os statuses, aproveitei e coloquei também para colocar os changelogs do site (uma maneira da página ficar meio que automática).
    • Enquanto estava personalizando o prótipo do layout desse status, substituí o layout desse site aqui e claro que eu não tinha backup recente. Me bateu um desespero e desânimo, porque alguns posts tem css muito antigos e sempre os mantenho de um layout para outro, para não quebrar o estilo os posts. Mas isso também foi bom porque criei vergonha na cara e comecei a esbolçar um novo layout, com um código mais limpo e inteiramente meu. Só pretendo pegar nisso mesmo lá para quando tiver mais calmo, em setembro. Enquanto isso, vou tentando lidar com esse layout que está meio meh. Possivelmente os vários bugs, como os comentários está vindo daí.
    • Tentando voltar com a rotina de escrever todas as manhãs, acordei inspirado e escrevi alguns rascunhos para uma zine.
    • Curtindo o clima mais friozinho do Porto, tão bom dias mais amenos em que dá para dormir com cobertor.
    • Ir a academia pela manhã tem sido um problema, de manhã sempre dou-me a desculpa de que mereço dormir mais, eu acho que é culpa do colchão. Invistam em colchões bons!
    • Saiu o Beda no Entreblogs.

    Consumindo

    Livros

    • Terminei Bom dia, Inverno e que livro mais delicioso. É lindo, poético. Sinto vontade de ler mais coisas sobre navegações.
    • No Kindle, lendo o livro da minha conterrânea Fabiane Guimarães, o A linguagem dos desastres.
    • E carregando comigo para todo lugar o trambolho de Uma Cidade nas Nuvens, que estou levemente perdido, mas cheguei em 1/6 do livro.

    Filmes & Séries

    • Talvez eu acabe removendo essa seção dos registros semanais, porque agora criei uma página para catalogar todas as coisinhas que eu estou assistindo ou assisti.
    • X-Men '97: apenas viciado, não consigo parar de ver um episódio atrás do outro. Culpa do J.
    • Toy Story 5: gosto e desgosto ao mesmo tempo, acho que assisto esses filmes mais porque me causam alguma nostalgia do que vontade. O diálogo que o filme propõe é muito pertinente: as crianças estão deixando de usar a imaginação e a possiblidade de fazer amizades, porque a tecnologia substituí isso. É um filme bem triste, porque apesar de ter um final feliz, não vai tardar aquela criança virar um adolescente e voltar a mexer no celular. O filme, para mim, é mais para os pais do que para crianças. Vigia o que os teus filhos estão fazendo na internet. O que me irrita, é que, assim como em O Diavo Veste Prada 2, o filme segue uma sequencia exaustiva de ação e plot twists - talvez, só talvez, mais uma tática para manter agora também os adultos vidrados no que está acontecendo no filme e não distraem com o celular.

    Músicas


    30!

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    Foto de quando fiz 30, com L, e amigos!

    2026: 29

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    Já venho há tempos falando sobre o excesso. Excesso esse de informação, mensagens, notificações. Querer fazer parte de tudo, mas não conseguir desdobrar a esse ponto (e ainda bem). Meu círculo de amigos tem reclamado dessa mesma coisa, quererem criar e não conseguirem, colocar um podcast ou música para tocar enquanto lava a louça, pinta ou borda.

    Esses dias me desafiei a ficar um dia todo sem ver vídeos, sem barulho de música ou podcast porque estava sentindo a cabeça feito um balão. Foi bom, Acordei no outro dia um pouco mais aliviado. Mas também manter esse exercício diário de vigia é exaustivo. Quais são os segredos para manter uma boa relação com o consumo?



    Acontecimentos

    • Muitas alterações no trabalho e muitos projetos em simultâneo. Tentando não surtar, mas fazendo o que me pedem como e quando dá.
    • No trem Porto-Lisboa, não queria conectar o computador com a internet do celular, porque queria economizar bateria. E tive uma brilhante ideia de escrever os posts para esse blog, em um txt. Sem muita formatação, sem internet, sem música. Criei um repositório no git para ir salvando esses textos para revisão, acho que esse processo "menos" conectado talvez seja bem interessante, uma vez que consigo sincronizar depois com o celular - se eu tiver vontade. Tenho um problema em que sempre que vou escrever abro várias abas e me perco entre inspiração, consumo e criação. Acho que desligar a internet na hora de sentar para escrever pode ser uma boa para não me distrair. Pensando pensamentos.
    • Voltar a Lisboa depois de dois meses morando no Porto, impressionado pensando que: como assim já se passaram dois meses? E ao mesmo tempo não sentido que me mudei a tanto tempo. A sensação de tempo tem estado da vez mais estranha. Faltam cinco meses para o final do ano.

    Consumindo

    Livros

    • Terminei a leitura de Uma questão pessoal, primeiro livro que estou lendo com a L. para o o nosso projeto de lendo nobel desde que nascemos. O livro descreve esse espaço-tempo de poucos dias quando um pai descobre, que o filho nasce com uma hérnia cerebral e isso vá impactar a sua vida (e sua liberdade). Acompanhamos a saga desse homem entre sexos com a amante e pensamentos de se deveria "matar" o filho ou não. O que mais me choca é que é um livro baseado na própria vida do autor, viceral se expor dessa forma e dizer os pensamentos tão humanos, egoístas e covardes.
    • Bom dia, Inverno segue deliciosamente nestes relatos-diários. Às vezes penso em fugir para as colinas, viver no meio do nada, mas também sei que essa é uma novelização da minha cabeça; consigo perceber pelas palavras da Klink, ainda que muito poetizada, as várias camadas da solidão e da percepção das conexões humanas.

    Dungeons & Blogs: Automatizações

    2 COMENTÁRIOS
    Esse é um post sem muitos scripts, talvez seja mais apenas para trazer a ideia de possibilidades do que qualquer outra coisa. A ideia veio quando encontrei o Dudalog no Neocities e vi que sua página de músicas diárias era alimentada por um Excel, com alguns apontamentos na última linha etc. A página já não tem mais a explicação, mas a ideia de implementar isso em algum lugar ficou na minha cabeça.

    Já tem algum tempo que as entradas no site do Entreblogs funcionam através de um formulário. Inicialmente, fazíamos através de um json que funcionou durante muito tempo e funcionaria se tivéssemos tempo de sempre atualizar. Quando implementamos a automação para ler as respostas do formulário e retornar isso quase que imediatamente no site, ficou claro que isso era apenas o começo.

    Criação do formulário (e banco de dados)

    Um dos formulários de participação do BEDA, contém entradas de Nome do Blog e Link do Post. Para quem não sabe, quando se cria um formulário no Google, ele gera automaticamente um Sheets com todas as respostas. É uma planilha excel, então é possível de se fazer qualquer coisa, desde que tenha vontade (passei algumas horinhas tentando entender a formula do proc C, tabelas dinâmicas, etc), para fazer algumas automações. Por exemplo, em vez de pedirmos para as pessoas colocarem o nome do post, só criamos uma coluna calculada com =IMPORTXML(E2;"//title") que retorna exatamente o título do post com base na URL da coluna E2.

    Publicar a planilha

    Para conseguir utilizar essa planilha, que agora é o nosso banco de dados, ela precisa estar pública, então fica a dica para nunca ter dados sensíveis.

    Renderizar a planilha em html, com js

    O que eu quero dizer com renderizar é converter essa tabela para um código HTML, isso para criar o que quiser. Nesse caso específico, estamos criando uma tabela que vai ter todos os pergaminhos entregues durante a campanha, para podermos acessar depois todos os posts de quem participou. Então o HTML é desenhado, em loop, para retornar uma tabela, mas poderia ser qualquer outra coisa.

    Firulas, com css

    Ao desenvolver o HTML, depois só é questão de adicionar o css para mudar fonte, tamanhos, cores, background e responsividade.

    Esse post faz parte de uma série que eu e a Ba estamos escrevendo sobre os bastidores do Beda 2026.

    Dungeons & Blogs: Nome de Personagem

    6 COMENTÁRIOS
    Uma das ideias para o beda gamificado que estamos bolando, é que possamos escolher o nome do nosso personagem para a aventura d'Os Guardões da Blogosfera. Resolvi usar o nome de um dos personagens de uma história que tenho em mente para escrever, o Quaoar (ˌcóar),

    Gosto de adicionar as minhas histórias personagens com nomes de coisas que já existem, nomes de rios, estrelas, mitos. Lembro quando eu abri um aplicativo de espaço e fiquei por horas olhando vários planetas com nomes que me chamassem a atenção.

    Coincidência à parte, mas o nome faz muito sentido, na mitologia dos Tongva, um povo nativo da região do sul da Califórnia, Quaoar é a divindade suprema da criação e da criatividade. Ele é conhecido como o "arquiteto do universo", uma força espiritual que trouxe ordem ao mundo a partir do caos através do som e da dança. De acordo com as lendas, Quaoar vivia no vazio e começou a cantar e a dançar para criar os reinos inferiores, superiores, os animais e, por fim, os seres humanos1.. 

    Já o sobrenome não tem muito significado, é o nome da um dos continentes dessa história paralela que estou criando, eu lembro que eu tinha feito algumas brincadeiras para a criação dos nomes, mas esse em específico eu não consigo lembrar. Só acho que no ouvido soa bem, Quaoar Moror.
    水墨武侠侧面 (imagem retirada do canva)
    Acho que esse é um jeito de deixar o BEDA um pouquinho mais interativo e divertido. E vocês, já sabem como vão se chamar nessa aventura? Faltam 10 dias!

    Esse post faz parte de uma série que eu e a Ba estamos escrevendo sobre os bastidores do Beda 2026.


    1. Texto retirado do google & wikipédia.

    2026: 28

    Nenhum comentário

    Preciso voltar com minhas pequenas rotinas. Skincare. Jejum (que até tenho conseguido). Escrever pela manhã. Ler Pela noite. Funciono assim, me ajuda a organizar um pouco as ideias. Preciso destas rotinas mais lentas e mais silenciosas, em que o corpo descansa e a mente descansa em conjunto.


    Acontecimentos

    • Não dormimos mais no chão. J montou a cama e num primeiro momento achei estranho, mas agora acho que me acostumei com a altura da cama. Só preciso encontrar um jeito de o colchão não sair de cima da base.
    • Coloquei os livros assim mesmo, empilhados em um canto da sala, só para ocupar o vazio, mas também deixar estas histórias aqui pertinho.

    Consumindo

    Livros

    • No momento com CINCO leituras correntes, preciso parar de ler vários livros ao mesmo tempo: A Dash of Salt and Pepper (33%), Bom dia, inverno (30%), Uma Questão Pessoal (27%), Léxico familiar (10%) e Uma cidade das nuvens (3%)

    Filmes & Séries

    • Superman (2026): esse não é, de todo, meu herói favorito, mas é um filme divertido, surpreendemente não dormi enquanto assistia.
    • X-Men '97 (2024 ~ )

    Rockzinho

    1 Comentário
    Tem dias que, desculpe divas pop, apenas um rockzinho pesado pode liberar o ódio do meu coração (ou me fazer trabalhar sem querer matar um).

    2026: 27

    2 COMENTÁRIOS

    Acontecimentos

    • Consegui desempacotar todas as caixas de cozinha, ainda preciso fazer um limpa dos itens que não vou mais utilizar e colocar para doação/venda.
    • Coloquei um tab limiter no meu navegador e estou sofrendo, porém entendendo o meu padrão de querer abrir 27 mil abas. Agora tenho que escolher com cuidado e abrir uma página de cada vez.
    • Consegui ir na academia alguns dias bem cedo, mas também esse é o único horário que da para malhar. As noites estão chegando a 32ºc.
    • Dias muito ensolarados, mas tão quentes que não tinha vontade de fazer nada além de ficar em frente o ventilador com uma toalha molhada no lombo.
    • Programando o ensaio-de-rpg com a Ba para o evento do ano no Entreblogs, um beda temático (⚔️ Os Guardiões da Blogosfera).
    • Fazendo lista de coisinhas que eu preciso comprar para casa. Pratos ou um poltrona chic? Prioridades, né?

    Consumindo

    Livros

    • Uma Questão Pessoal, ainda nessa leitura, chegando aos 25% e apesar de que saber que não vou gostar estou meio curioso para o que vai acontecer.
    • Voltei com minha leitura de banheiro1, o A Dash of Salt and Pepper: e continuo não gostando do personagem principal. Mas fico impressionado em como quando leio poucas páginas por dia e a história continua vivíssima na minha cabeça.

    Filmes & Séries

    • The Surrender (2025): a pobre da protagonista, carregando trauma atrás de trauma. O que me faz pensar em como os filmes de terror tem apostado em contar, através de metáforas, sobre o abandono, luto, dores do passado. Coisas realmente assustadoras.
    • Avatar: O Último Mestre do Ar (2024 ~): Então, eu não amo a série, mas foi só depois de entender que é uma série voltada para crianças. E agora faz total sentindo os personagens tão caricatos (como no desenho). Continuei assistindo porque amo Avatar.

    Músicas

    • Muita gente tem lançado coisas, mas não tive cabeça para parar e ouvir com calma. Acabei voltando para uns álbuns antiguinhos. Mas animado para ouvir o álbum novo da Madonna.


    1. Livro que leio enquanto faço cocô (sory). Instalei no banheiro dois ganchos próximo ao papel higiênico, para ficar lá, o livro exposto.

    Html & Feitiços

    5 COMENTÁRIOS
    A matéria de Programação na faculdade me renderam alguns traumas. Eu tinha realmente um professor muito ruim, ele não falava daquilo com vontade e também não me deixava com muita vontade de aprender, muito diferente do meu professor de C#.

    Esse professor de C#, matéria que eu fiz 3 módulos para no final construir um sisteminha em tela preta, falava daquilo com tanta paixão que eu até sentia uma vontade de fazer as coisas funcionar, mas de fato eu odiava aquela matéria porque parecia meio inútil, meio sem graça.

    Essas duas experiências na faculdade me afastaram muito da questão da programação em si, fiz algumas poucas coisinhas em javascript para os trabalhos que foram aparecendo durante meu percurso profissional. Mas programação mesmo? Nunca foi uma coisa que imaginei que trabalharia, agora doze anos depois de trabalhando como analista de dados/desenvolvimento de dashboard sinto uma vontade de sair disso e conhecer novos problemas. Já tem um tempo que fico pensando em partir para programação (front-end), as coisas ficaram muito mais fáceis com IA e acho que consigo fazer site bonitinhos.

    É meio mágico poder fazer, literalmente, qualquer coisa num site. Desde brilhinhos ao mover o mouse, como integrar com excel e json e muitas outras coisas. Codar alguns códigos para o Entreblogs me lembrou de um Igor adolescente que ficava horas & horas escrevendo html e css para fazer um layoutzinho bonitinho, lembrei que, na verdade, eu gostava bastante de fazer isso.

    Se tudo é prioritário nada é prioritário

    1 Comentário
    Quando se trata tudo com urgência, então já não existe mais urgência.

    Big Disgrace, Haute & Freddy (2026)

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    album cover
    1. Symphony For A Queen
    2. Anti-Superstar
    3. Sweet Surrender
    4. Scantily Clad
    5. Freaks
    6. Shy Girl
    7. Dance The Pain Away
    8. Femme Hysteria
    9. Fashion Over Function
    10. Sophie
    11. Showgirl At Heart
    12. Fields of Versailles
    13. I Like My People Weird

    Tab limiter

    3 COMENTÁRIOS
    Adicionei ao meu navegador uma extensão de tab limiter, para ter apenas uma aba aberta por vez. Meu Deus. É muito difícil. Mas eu acho que isso vai ajudar com essa coisa de querer assistir um vídeo, ouvir música, ler uma newsletter e trabalhar, tudo ao mesmo tempo. Vamos forçar não ser mais tanto multitasking.

    2026: 26

    Nenhum comentário

    Acontecimentos

    • Fiz alguns passeios por lojinhas para comprar coisas.
    • Tive minha primeira noitada no Porto celebrando a festa de São João, uma festa tradicional que acontece todo ano. Mais importante do que até mesmo o ano novo, segundo T. Eu achei muito divertido a tradição de poder sair na rua com marretinha do Chapolin Colorado e ficar dando marteladinhas na cabeça das pessoas.
    • Tive minha segunda noitada no Porto em alguns bares e discotecas (boates), foi divertido, tocou um monte de pop e funk.
    • Muitas das refeições em casa não tinha talheres, então comi miojo com hashi que tinha ganhado da M. de quando ela foi pro japão. Ou pão com ovo.

    Coisas que preciso fazer nos próximos dias

    • Falar com o rapaz sobre o vazamento no banheiro.
    • Devolver coisas da obra que comprei errado.
    • Devolver sobras de materiais na Leroy Merlin.
    • Limpar todas as folhas de plantas que estão empoeiradas.
    • Desencaixotar roupas essenciais para o dia à dia.
    • Tentar diminuir a quantidade de estímulos (redes sociais, etc).
    • Ir na praia perto de casa com Adele.
    • Voltar com a rotina de acordar cedo (estava indo tão bem em Lisboa).
    • Voltar com a rotina de skincare.

    Consumindo

    Livros

    • Terminei de ler Com Amor, Felícia Gilbert. Fofinho e nostalgico.
    • Lendo Uma Questão Pessoal, para o projeto Nobel e já tô sentindo as coisas começarem a ficar feias.

    Filmes & Séries

    • I love Boosters (2026): um filme muito metafórico, meio LSD. Mas muito divertido, com transições e edição de vídeo maravilhosas. Trilha sonora super engraçada. O filme vai falar sobre esse impacto que o fast fashion tem no mundo.
    • Naturo (2002 ~ 2017): voltei a assistir por causa da Ba que disse que estava assistindo, acho divertido, eu sempre quis terminar de assistir tudo, acho que parei por aí na terceira temporada. E lá vamos nós: 720 episódios. Um dia a gente termina - assistindo em dias que não quero perder muito tempo escolhendo o que assistir.

    Músicas

    • 初恋 (Hatsukoi, lit. "First Love"): gosto muito das músicas da Hikaru Utada, não entendo nada, mas são tão gostinhas de ouvir.
    • Shot Shot Cherry: querendo ouvir esse álbum porque desde que conheci Lola Marsh lá em 2020 fiquei apenas ouvindo os primeiros álbuns.
    • Victory Garden: não é o meu álbum favorito do Young the Giant, mas estou aprendendo a gostar.

    Imagem 1

    O fato engraçado é que o fogos tem uma duração oficial de 12 minutos (às vezes 20).

    Imagem 2

    J, T e Eu

    Fingindo que não é comigo

    5 COMENTÁRIOS
    Engraçado como uma casa funcional necessita de tantos detalhes que a gente não percebe, para comer uma simples refeição, precisa de talheres e pratos. Mas para fazer a refeição você precisa de muito mais coisas. Tenho penado em ir no mercado e não lembrar que não tenho determinados itens ainda.

    Finalmente parece que as obras terminaram, dias muito estressantes foram esses, agora entra uma nova etapa que é: desencaixotar todas as coisas. Mas o que estou pensando mesmo é em colocar todas as caixas no quarto de visitas, carinhosamente apelidado como quartinho da Sia, e fingir que não é comigo. O que os olhos não vê, nem coração nem alma sente.

    Sexta-feira a noite e eu só quero o que todo jovem quer: encontrar com os amigos e beber até 06h da manhã colocar uma série gostosinha cozy (Desperate Housewives), comer um negocinho gostoso e dormir na metade de algum episódio.

    * * *

    Três dias depois e as caixas da cozinha já estão no lixo, fiz um bom trabalho, mas ainda preciso tirar algumas das vasilhas que não quero mais, já que comprei novas de vidro. O quartinho está ainda mais bagunçado, porque preciso de roupas e vou abrindo as caixas e mudando de lugar toda vez que vou sair de casa. Uma luta. Preciso de armários o quanto antes.

    Tenho talheres e posso fazer uma refeição como se deve - e acredite, ter talheres pode mudar completamente a experiência da comida.

    Evitei o dia todo olhar para a bagunça da casa, fazendo o mínimo do mínimo. Me ocupei com outras coisas, mas tinha colocado como meta que hoje era dia de arrumar as roupas no pequeno gaveteiro que eu tenho comigo - pelo menos por enquanto arrumar com roupas essenciais e não ter que abrir 20 caixas a procura de um par de meias ou cuecas.

    Amanhã, o Igor do futuro, resolve.

    10 curiosidades sobre mim

    6 COMENTÁRIOS

    Mais uma lista, porque listas nunca são demais.


    E foi assim que meus avós descobriram que eu tinha um piercing no septo, através de um raio-x.

    Fiz um blog para ganhar livros

    Foi assim que ingressei nesse mundo de blogs, com um blog literário. Fiz centenas de resenhas de livros e muitas delas foram de parcerias com editoras e autores. Eu, às vezes, me pego pensando se deveria ter continuado com a criação desse tipo de conteúdo.

    Um prego atravessou meu pé

    Quando eu era criança, costumava correr descalçado pelo bairro. Os pés sempre imundos. Numa das noites, brincando de polícia e ladrão com os meninos, pisei em uma tábua com pregos. O prego era tão grande que atravessou meu pé. Tenho uma cicatriz até hoje.

    Não suporto pisar no chão sem sandálias

    Não sei o que aconteceu com virar adulto, mas tenho horror e gastura com a sensação de ter sujeira no pé. Me dá arrepios quando preciso fazer isso, vou pisando no calcanhar e mordendo os lábios.

    Eu amo ácido

    Antes que você pense besteira, estou falando do saber azedinho do limão, a acidez que faz a saliva criar na parte de trás da boca embaixo da língua. Costumava subir no limoeiro da vizinha para ficar a tarde toda chupando limão com sal e minha amiguinha, C.

    As minhas origens são forró (?)

    Hoje eu danço algo mais street e comercial (e funk), porém foi dançando forró que eu aprendi mesmo a me requebrar. Não suporto dançar a dois hoje em dia. 

    Uma vez hitei no Twitter

    Essa é uma história muito triste. Uma vez postei uma foto de uma amiga que eu tinha no ensino fundamental, quando tínhamos por volta de 10/12 anos. Como eu mudei de cidade e, naquela época, mal se tinha acesso à internet, acabei perdendo o contato, mas tinha salvo duas fotos com ela. E postei no Twitter. Acontece que esse tweet rodou o Brasil inteiro e ela me mandou mensagem usando um código que a gente tinha. Ela disse que estava bem, mas perguntou se eu podia deletar a foto. Deletei porque já a tinha encontrado. Depois que eu deletei, ela sumiu. Nunca entendí.

    Aprendi a cozinhar com 9 anos

    Era mesmo por necessidade, meus pais ficavam o dia todo fora de casa e não chegavam a tempo de cozinhar para eu almoçar. Eu comecei a me aventurar com miojos e depois fui acrescentando a lista com pouquinhas coisas, arroz e feijão congelado no pote de sorvete. Quando já tinha por aí 15 anos, era capaz de fazer comida para um batalhão de pessoas, tudo sempre muito gostoso. Gosto de cozinhar para as pessoas. Mas ainda tenho medo de panela de pressão. Panela de pressão, só elétrica. 

    Fazia templates para vender

    Como eu não tinha dinheiro nem para comprar livros, nem para comprar templates. Comecei a fazer os meus, comecei me aventurando por buscas no google de "como alterar a fonte do título?" e depois de um tempo conseguia fazer várias besteirinhas. Vendi alguns templates personalizados. Programação nunca foi muito a minha praia, só gosto de fazer coisinhas bonitas. (Nem sei se codar em html + css + javascript pode ser chamado de programação.)  

    Comecei a escrever com um fake (roleplay) no orkut

    Eu lembro bem, era época de Crepúsculo e lembro que tinha criado um perfil da Bella Swan Ѽ, era como se fosse uma fanfic em que interagiamos em tempo real. O mundo fake no Orkut era um submundo; havia comunidades e aquilo era sem fim. Foi aí que eu comecei a escrever pequenas histórias e textos românticos, aprender um pouco de html e css (porque os perfis permitiam esse tipo de coisa),

    Não tomo refrigerante há mais de 15 anos

    Um dia acordei e decidi parar de tomar refrigerante, isso no ensino fundamental (faz tempo, em). Não existe motivo por trás, só não queria tomar refrigerante. Já tentei depois de adulto tomar um copo de coca-cola, meu deus, achei que ia morrer na primeira golada.

    Eu amo bolos

    Não existe tempo ruim que não se possa comer um bolinho. Ta triste? Come um bolinho. Ta feliz? Come um bolinho. Se eu pudesse, comeria um bolinho com café todo dia. Lembram-me muito as tardes de convívio na casa dos meus avós, dias quentes ou dias frios, sempre tinha um café passado e um bolinho para acompanhar.

    Fazer essa lista foi muito mais difícil do que imaginei, porque me vinham à cabeça coisas vergonhosas e eu prefiro ocultar isso por enquanto. Dei umas boas risadas com o que o pessoal andou escrevendo no entreblogs sobre estas dez curiosidades.

    Um limite para chamar de seu: estar sempre presente é não estar presente? (ou com o a internet está estragando nossas relações humanas)

    5 COMENTÁRIOS
    Peguei me questionando mais uma vez nessa questão de quando foi eu que parei de ter paciência ou vontande de conversar com as pessoas? Em qualquer momento que eu posso, quero ficar sozinho, sem conversa. Silêncio. Talvez nunca ficar totalmente offline tenha começado a me afetar.

    Na época da escola, em que eu não tinha celular e usava de vez em quando o celular do meu avô para mandar SMS para meus amigos. Apertar três vezes para digitar a letra C, uma série de botoes para formar apenas uma frase. As mensagens eram limitadas por dia, limitadas no tamanho. No outro dia eu lembro bem dos professores reclamando para fazer silêncio, porque eu não conseguia calar a matraca. Sempre havia assunto e, principalmente, vontade. Quando foi que eu comecei a estar cansado destas trocas?

    O excesso de contato virtual substituí a presença física? Não, acredito que não; somos seres sociáveis, precisamos de interação com outros humanos, mas o que resta quando você troca mensagens, fotos e mil coisas todos os dias várias horas por dia? O que resta para o físico? Será que meu cérebro é capaz de desassociar físico e digital? Às vezes estou de saco cheio, mas não é pela pessoa, mas pela exposição diária à tantos temas diferentes ~amigos, grupo do hiking, grupo de leitura, família, assuntos difíceis e então assuntos engraçados. Uma mudança extrema de humor muito rápida que não sei se os pobre neorônios conseguem processar, um vídeo de violência e um video fofinho de cachorro. Não sei quais são os danos para minha cabeça (/pesquisar).

    Mas sei que não tenho vontade alguma de ir para um café jogar conversa fora. Sinto exaustão, nem é por não gostar dos meus amigos. A minha bateria social está viciada e preciso recarrega-la com muito mais frequência do que costumava (/que comparação infeliz de se fazer em tempos de IA). Depois nem as mensagens eu quero responder, porque não consigo perceber a urgência de algumas e odeio ter os números de notificações ~ o que me faz ler todas as mensagens e não necessariamente responde-las. Fico imaginando o quanto de energia mental que eu gasto para ter tantas conversas diferentes em apenas um dia.

    Acho que, afinal de contas, sinto falta de quando os SMS eram limitados e sobravam assuntos para depois.

    Ego Death at a Bachelorette Party, Hayley Williams (2025)

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    album cover
    1. Ice In My OJ
    2. Glum
    3. Kill Me
    4. Whim
    5. Mirtazapine
    6. Disappearing Man
    7. Love Me Different
    8. Brotherly Hate
    9. Negative Self Talk
    10. Ego Death At A Bachelorette Party
    11. Hard
    12. Discovery Channel
    13. True Believer
    14. Zissou
    15. Dream Girl In Shibuya
    16. Blood Bros
    17. I Won't Quit On You
    18. Parachute
    19. Good Ol' Days
    20. Showbiz

    Adolescentes

    Nenhum comentário
    Meu irmão mais novo me mandou uma foto dele e de uma menina abraçados numa festa junina, com a legenda "olha sua cunhada". Como assim já não é mais um bebê?

    2026: 25

    2 COMENTÁRIOS

    Amo recomendações. Até que eu parei amar. Culpa desta lógica algorítmica que resolveu ter um "for you" para apurar os meus gostos. Me irrita não esbarrar por coincidência em algo que eu goste, que agora as listas de músicas não tem fim, nem as notícias não pararem de chegar. Sinto falta de uma internet sem conteúdo como meio de sobrevivência.

    Essa correria pelo novo faz com que a gente esqueça dos álbuns antigos, não consigo sentir e nem me conectar totalmente. Eu amo ter acesso à tudo, mas odeio ter acesso à tudo. Horas incontáveis tentando escolher um filme, série ou livro em um vasto catálago.

    Acontecimentos

    • Dormi a primeira noite na casa nova. Comprei um pacote de croissants com chocolate e alguns salgados para jantar e quatros litros de água. Descobri só no outro dia que eu podia ter ligado o registro de água. Banho tomado.
    • Fui ao Ikea 20h da noite, com a lista de coisas que eu precisava. Tenho dormido no tapete em uma mistura de tapetes de yoga, cobertores e lençois para ficar fofinho. E por que não comprou colchão você me pergunta. E eu respondo: que até comprei, mas me recuso abrir o pacote enquanto a obra não estiver completa, foi caro demais para sujar assim de cimento.
    • Notas mentais para o futuro: voltar a dirigir e ter um carro para não depender de uber às 23h da noite na porta do Ikea.
    • Saí para tomar um café da manhã na rua e na volta para casa passei num chinês1 para comprar algumas coisas para limpar a casa. E me dei conta de que uma vassoura + pá na Amazon estava por 24€ e eu comprei uma vassoura + pá + balde + produto de limpeza + dois vaso de cerámica por 27€. O que eu quero chegar relantando isso é que: ok, estamos (eu) muito viciados em comprar coisas online que não andamos (eu) pelo bairro para encontrar essas lojinhas.
    • Quebrei um pouco a cabeça para criar um script que pegasse um csv e tranformasse em uma página. Isso porque queria que a página de temas do Entreblogs fosse gerada automaticamente, sem necessidade de ter que ficar fazendo commit no git sempre que quisesse atualizar com as participações do pessoal da comunidade. Não diga para um gay que ele não consegue fazer algo. Sábado e domingo a noite falando sobre git misógino com a Ba!

    Consumindo

    Livros

    • Comecei a leitura de Com amor, Felicia Gilbert da Luly Lage. Achando uma leiturinha leve, já não tinha um livro assim há um tempinho.

    Jogos

    • Split Fiction: dos jogos que eu tinha salvo há algum tempo numa lista qualquer, esse era um dos que eu mais queria. Duas escritoras lutando contra um bilionário para não terem suas ideias roubadas. Morro de rir com o J., sem falar que é um jogo com várias dinâmicas e puzzles diferentes. Já até fui salsicha nesse jogo.



    1. Costumam chamar de chinês, aqui em Portugal, essas lojinhas que vendem de tudo um pouco. Nem sempre da melhor qualidade, mas que ainda dá para fazer bons garimpos.

    SOS

    Nenhum comentário

    Mandando mensagem pro J. sobre não querer dormir em casa, não acho que ainda esteja preparado para dormir numa casa com novos cantos. Pegando o metrô às 23h de volta para a casa dele, que os novos desafios fiquem para amanhã.

    Salsichas 🌭

    Nenhum comentário
    Jogando Split Fiction com J. e somos duas salsichas.

    Mas antes disso eramos porcos que peidam arco-íris:

    2026: 24

    4 COMENTÁRIOS

    Sempre recomendo aos meus amigos que escreverem sobre seus dias, à mão de preferência, porque acho que é a partir disso que podemos entender um pouco sobre o que é realmente importante para nós. Escrever como diário, sobre as coisas que acreditamos, não apenas como desabafo, mas como possibilidades. Diário é coisa séria, como diz a Luciana. É essa autobiografia que devíamos levar mais consideração; é a nossa, talvez, única pegada e afirmação de que passamos por aqui.


    Atualizações no site

    • Eu não gostava muito da página de arquivos que eu tinha criado. Lembrei de um dos layouts que fiz pro blog em que na barra lateral tinha um calendário do mês como todos os posts, resolvi trazer isso para página de arquivo e ficou um pouquinho mais fofa. O mês de abril me deu orgulhou, viu!

    Consumindo

    Livros

    • How to Live, Derek Sivers: É um livro interessante, Derek escreve sobre várias coisas que acredita e aconselha as pessoas a fazerem o que elas querem, notei algumas várias frases que achei interessante. É um texto direto e eficiente.
    • Caderno Proibido, Alba Céspedes: Também finalizei a leitura desse livro. A escrita, meus amigos, movem montanhas (internas).
    • Não conseguia dormir e também não conseguia engantar na leitura do Uma Questão Pessoal, então dei uma folhada nas primeiras páginas de Bom dia, Inverno. Livro que conta a aventura de Tamara Klink 9 meses presa do gelo por escolha própria. Gosto desses seres humanos que se poem nessas situações extremistas.

    Filmes & Séries

    • Ex Machina (2014): será que vamos chegar a esse ponto de humanizar tanto as máquinas a ponto de se apaixonar por elas? (já chegamos, i know). Mas o que fiquei pensando durante todo o filme foi: qual é essa necessidade do homem criar uma máquina que se aproxime da figura humana? Se sentir Deus?
    • Hanami (2024)
    • Only Murders in the Building (2021 ~): Divertidissima. Uma série rapidinha.

    Dia nº 1

    2 COMENTÁRIOS

    Coisas que ninguém te conta sobre reformas é que elas são muito estressantes. Depois ousam dizer que dinheiro não traz felicidade, pois eu seria muito feliz pagando uma pessoa para fazer toda a obra ~ se eu tivesse dinheiro, claro! Mas é como naquele vídeo em que a moça diz quando bate o carro: só quem bate um carro é quem tem um carro 🫰


    2026: 23

    2 COMENTÁRIOS

    O tempo é um recurso limitado e tenho que decidir o que fazer com ele: consumir ou criar. Me peguei várias vezes essa semana abrindo várias abas com diversas coisas, isso para me distrair com a desculpa de encontrar algum conteúdo interessante. A questão é que no final de tantos conteúdos me sinto extremamente exausto e exaurido de ideias para escrever.

    Acontecimentos

    • Fui a uma aula de dança aqui no Porto e me vi me tremendo. Meio que de vergonha, meio por não conhecer ninguém. Depois de alguns minutinhos já estava confortável de novo.
    • Me inscrevi em uma academia nova, que parece um cabaré, com o J. É divertido fazer academia com outras pessoas. Vamos nos ajudando.
    • Não têm acontecido muitas coisas nesses últimos dias, só resolvendo burocracias por telefone ou indo de vez ou outra buscar roupas no apartamento, toda vez uma busca ao tesouro quando tem que se vasculhar tantas caixas.

    Consumindo

    Livros

    • Cheguei em 70% da leitura de Caderno Proibido, apenas encantado com a escrita da Alba. Um drama familiar muito delicioso que já me deu várias ideias para escrever.

    Filmes & Séries

    • Obsession (2026): amei amei amei. Cuidado com o que você deseja.
    • A Nice India Boy (2025): queria um filme engraçadinho, mas acabei chorando por ser um filme muito muito fofo.
    • Big Mistakes (2026): apenas o primeiro episódio, não sei se dou chance ou não, não me pegou tanto.
    • Common Side Effects (2025 ~ ): episódios muito bem escritos, intrigantes e muito interessantes. Toda vez que terminava um, já tinha que começar o outro.
    Arte de Jordan
     
    ///////// @igormedeiroz