O Dia do Curinga
Jostein Gaarden
Editora Seguinte.
384 páginas
"Você já pensou que num baralho existem muitas cartas de copas e de ouros, outras tantas de espadas e de paus, mas que existe apenas um curinga?", pergunta à sua mãe certa vez a jovem protagonista de O mundo de Sofia. Esse é o ponto de partida deste outro livro de Jostein Gaarder, a história de um garoto chamado Hans-Thomas e seu pai, que cruzam a Europa, da Noruega à Grécia, à procura da mulher que os deixou oito anos antes. No meio da viagem, um livro misterioso desencadeia uma narrativa paralela, em que mitos gregos, maldições de família, náufragos e cartas de baralho que ganham vida transformam a viagem de Hans-Thomas numa autêntica iniciação à busca do conhecimento - ou à filosofia. O dia do curinga é a história de muitas viagens fantásticas que se entrelaçam numa viagem única e ainda mais fantástica - e que só pode ser feita por um grande aventureiro: o leitor.
Antes de começar essa resenha eu me questionei: Como fazer a resenha de um livro que mudou algo dentro de mim? Fica difícil organizar tudo que gostaria de falar, sem estragar as varias surpresas que essa historia trás, confesso que meu coração palpitou varias vezes durante a obra, mas as ultimas 30 Paginas me fizeram tremer de ansiedade e tristeza por essa historia acabar.


Hans-Thomas é muito mais que um menino, ele é um curinga, sim uma carta especial do baralho, aquela carta que raramente faz parte do jogo, e também está em uma maldição de família, que o atinge à pelo menos três ou quatro gerações, não estou falando de uma maldição rogada, mas do próprio destino, onde nem o templo de Delfos pode explicar, além disso ele e seu pai estão procurando a mãe, que foi “Se encontrar” e à oito anos não deu noticias.


Uma viagem por toda Europa, da Noruega à Grécia começa com esse desejo de encontrar a mulher que não se encontrou, mas durante todo caminho questões no minimo curiosas são levantadas, e o destino de Hans-Thomas é lançado em um livrinho que conta a historia da bebida purpura, logo existe um livro dentro do livro, isso só faz nosso coração bater mais forte, porque fica difícil saber qual livro é o melhor.



A genialidade do autor é discrepante de qualquer outro romance, tudo que acontece é uma dica do que pode acontecer, e mesmo assim você sera incapaz de saber a verdade sobre o desfecho do livro que é sinuosamente um paralelo entre a vida real e o livrinho (ele é realmente o livrinho na estrutura).
Se você for mais longe, vai entrar em um pequeno conflito, vai associar o que vivemos, sobre o Deus que você possivelmente acredita (ou não), e se perguntar: Eu sou o Curinga do baralho? E é isso que eu me pergunto. Outra coisa é a capacidade de você começar a entender que somos incrivelmente incríveis em um incrível mundo de coisas incríveis.
É aquele livro que você vai fazer varias marcações, de pequenas frases, até um capitulo inteiro, minha próxima leitura com certeza é O Mundo de Sofia, e sinto que facilmente vou ler todas as obras deste autor.



Comentários
Muito boa a resenha, por sinal. Parabéns!
Beijos
Muito obrigado!! Fico feliz pelo reconhecimento.
Mas eu tenho visto muitas resenhas dos livros do autor e eu to começando a ter aquela vontade de pegar para ler. Como eu gosto muito dessa coisa de reflexão acho que vou gostar bastante. Pelo visto todos os livros dele seguem essa linha então depois do primeiro deve ser impossível não querer ler o resto.
Gostei demais da resenha e fiquei muito a fim de ler. As fotos ficaram lindas e gente que trecho é esse? <3333333 Acho que me animei para ler os livros do Jostein. hehe
Beijos!
http://www.prateleiracolorida.com.br/
Obrigado pelo elogio, e sobre as fotos: Também amei, foi muito divertido tirar todas!
Beijos <3