Oi, você deve ter perpebido que o layout mudou. Nos próximos dias algumas alterações aconteceram por aqui, desculpe o transtorno.

Somos mudanças

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Gezinei apresentou o bom relacionamento do próprio corpo logo de cara, mas explicando que nem sempre foi assim. Então decidimos falar sobre a metamorfose que somos, as transcendências que o espirito ultrapassa e permite olharmos para a carne de outra forma.


“Analisando as transformações que aconteceram durante minha infância, adolescência e atualmente, a melhor palavra para me descrever seria mudança: quando você está passível a mudanças e quebrar rupturas, você permite que seu corpo seja aceito por você mesmo. ”

As pessoas têm certos problemas com o desconhecido, a mudança em si nunca é bem-vinda porque exige a distorção da cultura estagnada e empregada durante séculos, exige que seja contrariado os conceitos aceitos como belo, mas “não há problemas em mudar, aliás, é isso que somos, constante mudanças. Nada é parado e sólido, no decorrer da vida somos submetidos a diversas coisas que nos modificam e somos obrigados a se adequar para sobreviver. ”


Para Gezinei, a aceitação foi algo que aconteceu no decorrer dos anos: “fui uma criança criada no interior e dentro de uma família rígida que pouco se preocupava com aparência, cresci com essa perspectiva e a beleza estética era algo sem importância para mim, se brincar, não sabia nem a utilidade de um espelho. Isso perdurou durante toda a minha infância”.

“Com a essência dessa infância, no iniciar a minha adolescência continuei desligado quanto ao corpo e tudo relacionado a ele. Até que em determinado momento comecei a perceber que por conta desse desligamento e por ser “fora do padrão”, pouco a pouco o fato de ser gordinho acarretava em certas brincadeiras que, mesmo aparentemente não revelando, mexiam comigo interiormente. Então, em um determinado momento dessa fase, resolvi que deveria emagrecer e fui da maneira mais abrupta possível: não me alimentava direito, tentava fazer exercícios e muitas vezes acaba passando mal.”


“Quando entrei para a carreira de modelo percebi que nada é bom o suficiente, o seu corpo nunca é bom o suficiente. Se você é magro, tem que ser mais magro. Se você é musculoso tem que ser mais musculoso. Não tardou para entender que existem várias formas de você se sentir bem; cultuo a ideia que não existe um estereótipo de corpo para você se sentir bem, mas sim de lidar com as próprias inseguranças e estar disposto a essas mudanças que a vida dispõe”, diz Gezinei.

“Ainda tenho inseguranças – sempre haverá algo que a gente quer mudar ou acha que pode melhorar. Atualmente já lido de uma forma diferente, por exemplo, por ter sido gordinho tenho a cintura mais larga, isso me incomodou durante anos, mas hoje isso já não me atormenta mais, pois consigo confrontar essa insegurança e não permitir que ela e muitas coisas me machuque ou afetem minha autoestima. A partir do momento que você confronta essas inseguranças tudo se torna mais fácil, inclusive viver. ”


qorpos é um projeto pessoal sobre nu artístico e se estenderá para uma coletânea de livros (ainda não decidido se serão livros físicos ou digitais). a ideia é fazer uma divisão de quatro volumes. cada volume seguindo uma essência dentro desse mundão. contar história e apreciar o corpo como ele é, perfeito.

selva: é sobre a naturalização do corpo, experiência com o mundo natural e a fuga do capitalismo.
concreto: fala sobre viver no meio do mundo (cidade) e de gente, falar sobre experiência e autodescobertas.
afeto: são relacionamentos, falar sobre todo tipo de relacionamento
cura e cicatrizes: atenção, doenças sexualmente transmissíveis, cuidado mental e afins.


mudanças /v/
1.fazer ou sofrer modificação; modificar(-se), alterar(-se). 2. deslocar ou transferir(-se) para outro local. 3. apresentar(-se) de modo diferente, física ou moralmente;

Texto: Igor Medeiroz
Fotografia: Igor Medeiroz
Modelo:  Gezinei Rodrigues

In(sólito)

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Qorpos é o esboço da união do nu artístico com histórias únicas, a proposta é desmitificar o corpo, deixa-lo menos tabu, menos sexual e observar a potência de cada um que parasse em frente as lentes e compartilhasse um pouco de si.




Crescemos dentro de uma sociedade que diz o que devemos fazer ou não com o nosso (próprio) corpo. Meninos usam azul, meninas usam rosa, bom ser magro, ter o cabelo liso (ou cacheado se estiver na moda); existe alguns modelos padrões, alto e esbelto, que nos roubam da normalidade dos nossos corpos. Se for feio, fique vestido. Se for bonito, mostra, mostra porque os olhos não querem ver quem está ali no retrato, mas como está ali, como é o corpo, qual é o tamanho, quais são as outras medidas.





Quando o Henrico disse "sempre estou procurando uma forma de se encaixar e de sentir bem" propus que o ensaio se chamasse In(sólito), porque poderia brincar com a ideia de não pertencimento e ao mesmo tempo de poder pertencer. "Adoramos a ideia de acordar e encontrar com as pessoas que são do nosso nicho, que nos confortam e nos fazem sentir parte de algo maior do que nossa individualidade".

Nessa perspectiva abrimos mão do que é nosso, como as convicções, as culturas e até mesmo mudamos o nosso jeito de ser, como eu disse, para que possamos pertencer a algo. A grande questão é, às vezes, abrimos mão da nossa parte insólita, a parte que não deve pertencer a nada além de nós mesmo é deixada de lado, porque apreciamos a ideia de que “precisamos” fazer parte.






Digo isso porque, talvez, não seja normal acordar e não apreciar o tamanho do nariz, a diferença dos dentes, as gordurinhas a mais. Às vezes me encontro diante disso, desses questionamentos que faço a mim mesmo e depois me pego refletindo sobre “qual a origem disso?”. Será o motivo dessa solitude as pessoas dizerem que deveria ser assim, invés de assado?






Talvez devêssemos ser todos assado, para mostrar que somos iguais na diferença, nos tamanhos, nas belezas. Que está tudo bem ser diferente e não precisar se encaixar, com o corpo, em algum estado de beleza que sempre exige demais do que apenas aceitação.




in(sólito) /adj/
1. que não é habitual; infrequente, raro, incomum, anormal. 2. que se opõe aos usos e costumes; que é contrário às regras, à tradição. (1. que se acostumou, que adquiriu o hábito; habituado, acostumado. 2. que costuma acontecer com frequência, que não é raro; costumeiro, habitual, usual.)

Texto: Igor Medeiroz
Fotografia: Igor Medeiroz
Modelo: Henrico Campos

O sumiço é verídico

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Olá pessoas que leem o melhor blog do Brasel, vocês devem ter percebido que a frequência de postagem aqui diminuiu 90%. Não há muito segredo, quem me acompanha em outras redes sociais (insta ou facebook) deve ter percebido que sumi de ambas e continuei mantendo apenas o twitter para reclamar da faculdade e de algumas outras coisas sobre a vida, são 140 caracteres de desabado, faz bem. Voltando ao assunto o motivo maior, sem dúvidas, foi o excesso. Excesso de informação, excesso de tempo nas redes sociais e excesso na frente de telas. O segundo motivo plausível é a pior etapa, assim dizem, da faculdade: trabalho de conclusão de curso, cujo todas as minhas palavras  (e forças) estão sendo redigidas para esse bendito. 

Agora que explicado os dois motivos, peço para não desistirem de mim pois logo estou de volta. Uma vez ou outra sairão resenhas aqui, mas postagens com foco pessoal irão demorar mais um tico </3. Beijo.

“Intimidade” por Vitor Batista

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Pra quem me conhece sabe o quanto tenho facilidade em falar de sentimentos e relacionamentos, por sorte, não sou o único que se sente à vontade com o assunto, a conversa com o Victor foi sobre amores antigos, corações partidos e aventuras. Sempre existe uma história que chama atenção e até mesmo lembramos com um carinho imenso, guardamos no bolso da caminha, do lado esquerdo, perto do coração:

"Depois de muitas quedas, descobri que às vezes quando tudo dá errado de repente acontecem coisas tão maravilhosas que jamais teriam acontecido se tudo tivesse dado certo. Quando me amei de verdade pude compreender que em qualquer circunstância eu estava no lugar certo na hora certa. Me apaixonei por um cara que foi muito especial para mim, a forma que nos conhecemos foi intrigante, e curioso, na escadaria da igreja lá estava ele, participando do mesmo evento que eu, apesar de ambos terem ido todos os dias apenas no último nos conhecemos, acompanhado de uma troca de olhares e sorrisos com os olhos. "


- Olá, Roberto.
- Oi.
Éramos tímidos, então foi curto e rápido.

Sabe quando seus olhos ficam tão vidrados que você deixa de perceber o tempo, as coisas perdem os sentidos? Durante aquele dia, aquela cena se repetiu várias e várias vezes na minha cabeça; tudo muito confuso, porque nunca tinha sentido algo daquele jeito, não sei se foi pela beleza, carisma, a forma que me olhou ou apertou as minhas mãos. Aconteceu algo ali.


Mais tarde, na mesma noite, sentamos juntos e conseguimos trocar algumas palavras, de onde morava, telefone, essas coisas; apesar de ter passado o dia com ele na cabeça, foi tudo muito natural essa troca de informações. Desde então, o tempo foi passando e a amizade crescendo. Apesar de morar longe da minha casa, ele nunca se inibiu no deslocamento, quando queremos estar perto de alguém isso não impede; o ano foi passando e estávamos mais intensos, fazendo coisas juntos e sendo felizes de uma forma muito boa.

Ele é extrovertido, bonito, inteligente, fazer coisas de quem se importa, não tardou para dizer que me amava. As coisas ficaram mais estreitas para o meu lado, porque eu sabia sobre a minha escolha, eu o amava faria qualquer coisa que estivesse ao meu alcance por ele. Havia essa reciprocidade, mas ele se dizia, e diz até hoje, ser hétero. A intimidade que tínhamos era absurda para ele dizer que não poderia haver nada entre nós ou me afirmar que era apenas amizade, pelo o medo de perder ter sido maior que qualquer coisa, não cheguei a tentar além de uma “amizade”, nunca rolou um beijo ou sexo - namorávamos com direito a ciúmes, de tomarmos banhos juntos, de assistir filmes de conchinha, de estar perto e não desgrudar um do outro e de ter partes do corpo sempre se tocando.


Nunca irei me esquecer quando ele começou a namorar uma menina e só fiquei sabendo um mês depois, quando questionei, com a desculpa de que “eu não iria gostar”. E eu nunca entendi porque teria que gostar ou não gostar, o que minha opinião tinha em relação ao namoro? Então um segundo questionamento veio à cabeça “o que estava acontecendo entre a gente que afetava ele também? ”.

As coisas estavam mudando rápido demais, já não recebia tanta atenção dele por causa da nova namorada. Comecei a ter ciúmes e demonstrar para ele que estava com ciúmes e ele não me repreendeu, mas falou que iria me dar mais atenção. Um tempo depois descobri o termino do namoro e percebi pela aproximação repentina, a saudade sem precisar dizer nada, as coisas começaram a voltar a ser como antes, muito amor envolvido, o cheiro dele pairava aonde quer que eu estivesse, a paixão voltava a crescer; e eu ainda com medo de tentar algo, perdi várias oportunidades, mas o medo de magoar era maior.

Isso começou a ficar tão sufocante, difícil, eu insistia comigo mesmo que ele deveria me dar uma resposta sobre tudo aquilo, um sinal que fosse sei lá, as vezes acho que foi isso que eu errei, tentar achar uma explicação e não viver realmente tudo aquilo sem se preocupar.


Um dia, depois de mais de dois anos de história decidi que precisava sentar e conversar, mas não consegui. Esperei ele ir embora e mandei mensagem com um textão daqueles contando tudo: o que estava sentindo e o quanto precisava de um posicionamento dele.

 Uma demora pra responder, e uma resposta surgiu, meio sem pensar.

A ficha veio cair quando ele disse “eu te amo, mas como meu amigo, você como alguém próximo a mim deveria saber do que eu gosto e do que eu não gosto”, não vi mais nada, comecei a chorar a ficar decepcionado comigo e com ele, poderia ter me falado a verdade desde o início. Até hoje busco isso dele. Cheguei a questionar inúmeras vezes tudo que vivíamos, a nossa intimidade incomum, os momentos que olhávamos um para outro esperando a reação para ter algo mais íntimo, queria pelo menos que ele tivesse escrito “você é louco, isso nunca aconteceu”.

Se passaram semanas ele ainda tentou voltar a conversar como se nada tivesse acontecido, mas eu estava muito magoado, muito mesmo. Então resolvi esquecer esse sentimento ruim e viver novas aventuras, me dedicar mais no trabalho, namorei um cara incrível, apaixonei de novo. Foi a mesma época em que ele noivou, com a minha amiga de infância e como se não bastasse recebi o convite para ser padrinho, sim eu iria ser padrinho do casamento dele, mesmo depois de muito tempo sem falar, sem tocar no assunto que nos afastou por tanto tempo. Eu aceitei porque sabia eu estava dando um passo por mim mesmo, nossa me senti tão bem, por estar vendo a situação de outra forma. Percebi que podemos ser felizes e fazer as pessoas felizes independentes do que ela nos causou, retribuir momentos bons.



Só o tempo para curar muita coisa, hoje ele ainda não sabe o que quer (o casamento não deu certo) e achou que em algum momento tudo poderia voltar a ser como antes depois de muitos anos, mas infelizmente aqui o amor próprio faz morada e não pretende sair tão cedo.

Eu, sigo a vida muito feliz, cantando e sorrindo.

O amor te surpreende de várias formas.


intimidade /sf/
1. a vida doméstica, cotididana. "poucos usufruem de sua i." 2. relação muito próxima; amizade íntima; familiaridade.

Resenha: "Correndo para você", de Rachel Gibson

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Correndo para você
Lovet, Texas, livro 04
Rachel Gibson
Editora Jardim dos Livros
248 páginas
Stella Leon é uma bela mulher. Aos vinte e oito anos ela já viveu muitas aventuras em Miami, onde vive e trabalha como garçonete. Brigas, sensualidade e rock'n roll fazem parte de sua rotina. Mas o que está prestes a acontecer colocará sua vida de pernas pro ar!
Um homem misterioso (e lindo) está à sua procura. Ele traz notícias de um passado que Stella não quer lembrar, e para onde não pretende voltar de jeito nenhum.
Por que ela deveria deixar tudo pra trás e ir com ele para o interior do Texas? Por algum motivo, Stella confia nele. Por alguma razão ela se sente totalmente quente perto dele...

Correndo para você é a história quatro da série de livros de Rachel Gibson com romances que se passam no Texas. É uma daquelas séries que podem ser lidas em qualquer ordem, o que particularmente adoro. O livro conta a história de Stella, uma garçonete de uma boate de transexuais que torna suas noites produtivas e divertidas - afinal as drags dão boas gorjetas e de brinde bons conselhos sobre homens. Aos 28 anos, Stella só pensa em ganhar seu próprio dinheiro como sempre fez e ser independente, ficando longe de encrencas e homens - ou seja, mais encrenca. Tudo começa a dar errado quando um homem misterioso entra na boate, o que para Stella devia ser somente um engano - pois ele parecia ser bastante hetero - para ele era só mais um dia de trabalho.



Ao deixar a boate, depois de seu expediente, Stella é abordado pelo dono do bar e seu patrão, que queria força-la a aceitar um convite de sair como sua acompanhante. Se vendo em um situação completamente desconfortável, ela é salva por Beau, o cara estranho que havia entrado na boate e que por acaso sabia seu nome e muitas outras coisas sobre ela. Acontece que, como Stella descobriria logo após Beau apagar o seu chefe, que ele estava alí por causa dela. Ela era o seu trabalho.



Beau havia ido encontrá-la à mando de Sadie, sua irmã mais velha por parte de pai, a quem ela apenas conhecia de longe, pois nunca haviam sido apresentadas. O choque de Stella foi enorme, afinal sonhou durante toda a infância em conhecer a irmã, ao mesmo tempo em que morria de medo de se decepcionar, pois a maioria das pessoas não gostavam dela nos primeiros encontros. Com medo, Stella decide não ir ao encontro da irmã, porém ao acordar com batidas na porta à mando do seu chefe, ela sentiu-se obrigada a pedir ajuda de Beau, que tirou-a de lá e a levou em direção ao Texas, onde sua irmã morava.




A relação de Stella e Beau foi complicada desde o primeiro momento. Tendo que viajar juntos de carro até o Texas, a tensão só aumentou. Como ela descobriria ao longo da convivência com ele, Beau era um fuzileiro que sabia o que queria desde a infância quando ele o irmão gêmeo viam o pai em sua profissão, o que o deixava com uma aparência ainda mais dura. Porém, a ligação entre eles surgiu naturalmente, afinal ambos eram jovens, bonitos e cheios de complicações. Ela viveu a vida inteira sem um pai e ele odiava o pai que tinha. Além disso, mesmo sem confessarem um ao outro, ambos tinham o mesmo pensamento sobre o sexo e ambos queriam guardar-se para alguém especial. Obviamente, isso não poderia dar certo.

Esse é um daqueles livros levinhos de romance, um young adult fofo e rápido de ler. Rachel Gibson é pedida certa em caso de DPL (depressão pós-livro) e me ajudou a sair de uma bravíssima. Uma história muito bem construída e com um final super fofo e emocionante.

***

Livro oferecido através de parceria com a Editora.

Sobre a necessidade de escrever

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Já, talvez, seja a décima vez que começo a escrever essa postagem, quero dizer, é a segunda vez que começo a escrever esse texto, mas já tentei parafrasea-lo milhares de vezes: para falar os últimos ocorridos, as tramas dos últimos meses e as expectativas que estão sendo criadas durante os dias. A medida que sinto que preciso sentar aqui e escrever, penso que deveria estar fazendo outra coisa, como estudar ou conhecer alguém novo ou apenas ficar deitado na minha cama.  

A vida tem seguido um ritmo que não estou feliz, a medida que conheço mais pessoas percebo o quão distante estou delas, percebo que há uma frieza nas mensagens escritas através dos aplicativos, falo isso no quesito amoroso mesmo. Eu queria muito, sabe, ouvir uma música e pensar em alguém, escrever um texto sobre alguém, sobre o beijo, sobre saudade e sobre qualquer outra coisa. Não pela necessidade de amar alguém, mas pela necessidade de que exista amor, que exista amor ao conhecer uma nova pessoa e que, consequentemente, exista amor ao permitir ser conhecido. Nas milhares de vezes que tenho sentado para escrever, minha vontade passa, porque nunca fui muito bom em escrever ficção. 

Faz algum tempo que não saio com amigos, que não vou tomar um café, que não tiro fotos e talvez grande parte disso seja culpa minha, é claro, mas outra parte disso também são as pessoas em que depositei um pedaço de expectativa. Esse texto, que era inicialmente sobre a necessidade de escrever, se tornou um grande desabafo resumido em a distância construída entre as pessoas só está acontecendo comigo? 

Resenha: "Príncipe Partido", de Erin Watt

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Príncipe Partido
The Royals, livro 02
Erin Watt
Editora Essência
352 páginas
Reed tinha tudo na vida: beleza, status e dinheiro. As garotas da sua escola matariam para sair com ele, os caras queriam ser como ele, mas Reed nunca tinha dado a mínima para nada disso. Nem para a família. Até que Ella Harper apareceu na sua vida. Quando Ella chegou à mansão dos Royal, o que ele mais queria era que a nova hóspede sumisse, mas ela o conquistou e, agora, Reed irá fazer de tudo para mantê-la por perto. Ella lhe dá segurança, lhe transmite paz, o aconchega... sensações que há muito tempo não sentia. Porém Reed comete um deslize e Ella se afasta por completo, trazendo caos à família Royal. Reed vê seu mundo desmoronar e toda a esperança de viver um romance com Ella desaparece. A garota dos sonhos de Reed não quer mais saber dele, porque sabe que se ficarem juntos, isso vai destruí-los. Ella pode estar certa. 'Príncipe partido' é a aguardada continuação de 'Princesa de papel'.

Depois de muita espera, eis que me chega Príncipe Partido, o segundo livro da série The Royals. Obviamente, muito rápido, larguei todas as outras leituras e devorei esse livro que superou todas as minhas expectativas. Ella e Reed estão juntos, felizes e vivendo um romance às escondidas. Desde que ela chegou á mansão dos Royal e roubou o coração de todos eles - que no início a queriam fora dalí - a tensão sexual entre os dois era palpável e foi inevitável a aproximação dos dois, que logo se entregaram ao que estavam sentido. Porém, como naquela família nada poderia ser tão fácil, a relação dos dois desmorona quando Brooke - a então ex namorada do pai dos Royal - anuncia que está grávida e que há chances de o pai da criança ser Reed. Acontece, que Reed realmente havia feito a burrada de manter relações sexuais com Brooke, acreditando que fazendo isso estaria punindo o pai, dessa forma, ele realmente poderia ser o pai da criança.



Depois da bomba que Brooke joga sobre eles, Reed fica sem reação, enquanto Ella só pensa em fugir o mais rápido possível da dor que estava sentido, desaparecendo da vida daquela família que ela imaginou já fazer parte. Ella desaparece e os Royal desmoronam. East, Gid e os gêmeos condenam Reed de ser o responsável pelo desaparecimento de Ella, que para eles realmente já era como uma irmã. Enquanto o investigador da família procura por Ella, Reed e os irmãos se metem em confusões, frustrados pela situação que viviam.


Easton continua com seus problemas com apostas e com Reed no ringue as lutas clandestinas continuam a todo vapor, enquanto isso Gid está mantendo um caso forçado com uma mulher odiável e os gêmeos Seb e Saw dividem a namorada. Callum, o pai, se vê amarrado mais uma vez à Brooke, que após manipular Reed consegue sua ajuda para que o pai a chamasse a viver com eles novamente. Com a ameaça iminente de viver para sempre sendo mandando por Brooke, sem o amor de Ella e tendo que viver sem o apoio dos irmãos, Reed luta por uma saída e se nega a desistir de recuperar a confiança de Ella.



Esse segundo volume foi intenso do início ao fim. As autoras conseguiram deixar a história ainda mais interessante, conseguindo contar a história de todos os personagens de forma a encaixar peças que no primeiro volume ficaram sem respostas. Até a última página me encontrei sem fôlego e correndo pra chegar ao final e conseguir respirar. Me enganei. O final é surpreendente e angustiante de enlouquecer o leitor, deixando milhares de dúvidas e a sensação de que tudo está de cabeça para baixo. A curiosidade sobre como as autoras criaram o desfecho da história está me matando e há muito tempo essa sensação não me consumia. De fato, The Royals, me conquistou oficialmente.



Leia também o outros volume da série:
The Royals #1: Princesa de Papel

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Livro oferecido através de parceria com a Editora.
 
///////// @igormedeiroz