Resenha: "A mala de Hana", de Karen Levine

Autora: Karen Levine
Editora: Melhoramentos

Páginas: 111 páginas
A mala de Hana é um retrato singelo, mas mostra como era cruel a vida das crianças submetidas ao Holocausto.


A história se desenrola em três continentes durante um período de quase setenta anos. Envolve a experiência da garotinha Hana e de sua família na Tchecoslováquia (atual República Tcheca), nas décadas de 1930 e 40: e uma jovem e um grupo de crianças em Tóquio, no Japão: e um homem em Toronto, no Canadá, nos dias de hoje.


Um relato que vai sensibilizar a todos, para que horrores semelhantes ao que atingiu Hana e outros inocentes nunca voltem a acontecer.


O livro se passa em dois tempos diferentes: um deles é nas décadas de 1930/40 onde comandava o nazismo, e nesse passado que conhecemos a Hana, e sua família. Os sonhos que ela tinha, o que queria ser quando crescer. E, o outro é em março de 2000 e uma mala chegava ao Centro Educacional do Holocausto de Tóquio, no Japão. Do lado de fora, com tinta branca havia estas palavras: Hana Brady, 16 de maio de 1931 e Waisenkind - a palavra alemã que significa órfã. As crianças que viram a mala na exposição ficaram cheias de perguntas. Quem era Hana Brady? O que aconteceu com ela? Que mala era aquela? O que ela carregava lá dentro? Eles queria que Fumiko Ishioka, a curadora do centro, encontrasse as respostas.

Como se fossem dois livros em um só, essa história emocionante intercala capítulos que se passam em Tóquio e outros que contam em detalhes a trajetória da menina. Um relato encantador, que vai sensibilizar a todos para que horrores como o Holocausto (esse termo foi utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de pessoas que faziam parte de grupos politicamente indesejados pelo então regime nazista fundado por Adolf Hitler) nunca voltem a acontecer. 

Numa jornada com uma pitada de suspense, Fumiko procura as pistas pela Europa e América do Norte. O mistério da mala levou-a setenta anos atrás, à jovem Hana e sua família, cuja vida feliz numa pequena cidade tcheca foi virada de cabeça para baixo após a invasão dos nazistas.
"George se deu conta de que, no fim, uma dos desejos de Hana tinha se tornado realidade. Hana tinha se tornado uma professora. Por causa de sua mala - e de sua história - milhares de crianças além das japonesas aprendia coisas que George considera mais preciosas dádivas que podemos ter no mundo: tolerância, respeito e compaixão."


Porém, seu sonho foi realizado. Hana queria ser professora, queria ensinar centenas de crianças. E ela me ensinou e se você ler ela também vai te ensinar muita coisa. 


Perfeito é isso que tenho que falar do livro, gostei bastante da abordagem do autor. Já havia lido histórias como essa, e sempre me emociono. O que mais me chocou foi, como a vida dela era boa e feliz, ela vinha de família com bom nome, em uma classe alta nas questões de dinheiro. Porém, o único defeito foi eles serem judeus. O livro, é bastante triste e lindo. Hana ela vai perdendo os seus parentes de um à um, já imaginou-se assim? Eu me vi lá, na pele dela, passando fome, passando cedo, e só. Sonhos perdidos, sorrisos acabados. Esse é um livro rápido, pela capa você não dá nada, e você também não se interessaria por caracterizar-se como literatura infanto-juvenil, mas que surpreende o leitor com uma história real intrigante e emocionante. Acho que poucos conseguem segurar as lágrimas ao final da leitura. Só teve uma coisa que odiei no livro, foi que ele acaba muito rápido. Eu queria maaais, mas tudo que é bom dua pouco não é? 



Bônus: 
O bônus é algo que eu estava em mente a um tempinho, e como após a leitura eu assisti um filme muito emocionante e perfeito, Uma prova de amor. Eu não vou falar do filme, mas vou falar dos meus pensamentos, após misturar as duas obras, e se quiserem que eu faça um resuminho do filme aqui no blog, me peçam ok? 

Eu refleti muito na hora que estava lendo, e após a leitura. Quantas pessoas já passaram nesse mundo, quantas pessoas já sorriram, já choraram. Quantas viveu muito, quando viveu pouco. Poucas foram felizes por completo, e quantas morreram de infelicidade. Imagino-me em um campo de concentração passando fome, sozinho, perdido, sem saber de nada. Como é ruim, como é desesperador ficar sem alguém que ama, ficar sem seu herói, sem a sua mamãe que espanta os monstros a noite ou ficar sem seu irmão/irmã (que ambos as personagens ficam sem). A partir de apreciar o livro e filme e comecei a agradecer por não ter perco ninguém, por eu ter uma certa liberdade e ser feliz. 


Eu juro, que se você ler e assistir o filme, não vai se arrepender. Ambos foram perfeitos, e juntos formaram uma sensação magnifica dentro de mim.  



*Oi, tudo bem? Se você viu erros na post, eu fico muito grato se você me informar. Obrigado, e não vou achar ruim tá? Beijos

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