Eu nasci para


Não sei, amigos. Eu não sei para o que eu nasci, para o que realmente nasci.

Mas de uma coisa tenho certeza, nasci para fazer as pessoas bem, para fazer elas rirem das minhas idiotices, das minhas manhas, nasci para ver o sorriso do meu irmão quando coloco ele de cabeça para baixo, para abraçar a minha mãe quando ela está com saudade, para dar um beijo molhado e um conforto apertado em quem precisar. 

Nasci também para fazer algumas pessoas chorarem, nasci para meu ex-namorado mudar suas expectativas, nasci para machucar e oferecer experiências. Nasci para aprender que cortar os braços não livra as dores do coração, nasci para que os problemas e os tormentos não somem ao deitar a cabeça no travesseiro, mas apenas quando enfrentamos.

Nasci para beijar e ser beijado, cheio de gula e vontade. Nasci para apaixonar e desapaixonar, para ferir mas também curar, para chorar e perdoar. Nasci para me encontrar ao encontrar outras pessoas e fazê-las se auto-encontrarem. Nasci para mostrar um brilho natural que cada um tem - e beleza física não entra nesse quesito. 

Nasci não apenas para mim, mas para os outros também. Dizem que em primeiro lugar devemos colocar a nós mesmos, mas não faz tanto sentindo não fazer os outros felizes, não faz sentindo querer ser amado e não amar em contrapartida, não faz sentido nascer para brilhar sozinho, sem amigos, sem família e as vezes até sem si próprio. 

Nasci para aprender que são as pequenas coisas que faz felicidade, é a flor de origame do primeiro cafajeste, é a dedicatória de um livro, é a rosa seca enquadrando um sentimento, é o sorriso sonolento da sua tia, o beijo sem jeito de um bebê, é ver você ajudando alguém que tem um sonho. 

Nasci para nada e para tudo, nasci para isso, ò, que chamam de vida. 

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